logo extrafarma

A versão deste navegador nao é compatível com este site.
Por gentileza, atualize seu navegador aqui
Ou baixe uma das opções abaixo:
Google Chrome , Firefox.

Assuntos

fique longe de gripes e resfriados

Evite a contaminação com medidas simples

imagem fique longe de gripes e resfriados

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as infecções respiratórias são a maior causa de consultas relacionadas aos serviços prestados pelos departamentos de saúde, principalmente, entre crianças até cinco anos. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre a Pesquisa Nacional de Saúde, de junho de 2015, os incômodos e o mal-estar provocados por gripes e resfriados são os principais motivos que levam os funcionários a se ausentarem ou faltarem no trabalho.

Apesar dos sintomas iniciais se confundirem, os vírus que causam as doenças são bem diferentes. “Na gripe, os vírus do tipo influenza são constituídos pelos gêneros A, B e C, que são diferentes entre si na produção da sintomatologia. No resfriado, os agentes virais mais comuns são os rinovírus, adenovírus, parainfluenza, vírus sincicial respiratório (VSR), entre outros”, explica a especialista em infectologia e epidemiologia Raquel Guimarães, de Alagoas. Segundo a médica, no resfriado os principais sintomas são coriza, espirro e tosse, já na gripe o paciente apresenta, além dos mesmos sintomas do resfriado, febre alta, dor de garganta e dores musculares. 

Especialistas informam que o resfriado tem sintomas menos intensos que duram um tempo menor, enquanto que as gripes têm potencial mais agressivo, podendo deixar o paciente de cama e impossibilitado de realizar as suas atividades diárias. Em geral, tanto a gripe quanto o resfriado são combatidos pelo próprio organismo. Independente dos sintomas e da gravidade da doença, o importante é nunca se automedicar e procurar ajuda médica. A automedicação pode mascarar a evolução de infecções importantes, com risco de evoluir para estágios mais graves. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, na maior parte dos casos, os antibióticos não são recomendados. Os médicos costumam indicar medicamentos sintomáticos, ou seja, que aliviam alguns dos sintomas da doença.

Raio X da Gripe

Os vírus da gripe costumam atingir nariz, garganta, pulmões e ouvidos. “É uma doença aguda, infecciosa, que pode ser periódica, variando em cada região do Brasil, sendo, portanto, sazonal. Ela pode evoluir para pneumonia e, mais raramente, para quadros neurológicos. Em pessoas idosas, já com alguma doença, pode haver complicações maiores”, enfatiza Helena Brígido, mestre em medicina tropical, infectologista e epidemiologista docente da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O aposentado Antonio Ruiz, 89 anos, conta que com o passar dos anos, as gripes chegam cada vez mais fortes, a ponto de deixá-lo acamado e sem condições de praticar suas atividades diárias por algumas vezes. Ele ainda afirma que o incômodo maior é a moleza no corpo, o cansaço e a tosse. “Tenho muitas crises de tosse e, por mais água que eu tome, parece que nunca é suficiente para hidratar a região.” Ele acrescenta que, normalmente, os sintomas costumam passar por volta do sétimo dia. Segundo Ruiz, por mais que evite o contato com as pessoas que apresentam os sintomas, ele não escapa de ter a doença pelo menos duas vezes no ano.

Isso ocorre, segundo Helena, porque os sintomas da gripe são variados e podem durar de sete a 10 dias. O paciente apresenta febre alta ou moderada, dor nas articulações e músculos, dor de garganta sem pus, tosse seca ou produtiva, dor de cabeça, nariz entupido, espirros e coriza. As crianças podem ter ainda vômito e diarreia. “A doença pode desenvolver sintomas mais intensos ou ter uma duração maior quando a pessoa já tem algum problema respiratório, como rinite, bronquite, asma brônquica, tuberculose, entre outros”, afirma.

Raio X do resfriado

Este se caracteriza por uma infecção do trato respiratório superior, que afeta, principalmente, o nariz e a garganta. A doença torna-se contagiosa apenas nos três primeiros dias. “Os sintomas do resfriado são mais brandos, geralmente duram em média cinco dias e se caracterizam por febre baixa, coriza, espirros, obstrução nasal, tosse seca e coceira na garganta”, informa Helena. Casos de complicação são bem mais difíceis de ocorrer, mas pode haver o aumento da asma, assim como o surgimento de infecções causadas por bactérias, como a sinusite.

Atenção às crianças e bebês

Os pequenos são mais suscetíveis aos vírus da gripe e resfriado, pois ainda não desenvolveram resistência adequada e, geralmente, não têm os hábitos higiênicos de lavar as mãos e de cobrir a boca e o nariz sempre que espirrarem ou tossirem para não propagarem doenças. Outro ponto é o fato de muitas crianças passarem o dia todo em creches e escolas, em ambientes fechados, sem ventilação.

“A partir do momento que coloquei minha filha na escola, no ano passado, os episódios de resfriado foram recorrentes. A rinite e a adenoide contribuíram para prejudicar a respiração dela”, informa a jornalista Francine Taís de Almeida, 32 anos, mãe da pequena Heloíse Almeida Simoni Guilhermino, de três anos. “Eles duram em torno de três dias, sempre com sintomas leves, como nariz escorrendo, espirros e temperatura por volta de 37.5 graus”, diz ela. Com relação à gripe, Francine explica que as crises são mais raras, mas que quando acontecem deixam a filha mais quieta, abatida, com febre e dor de garganta.

Como se prevenir do vírus?

  • Alimente-se bem e beba cerca de 2 litros de água por dia. Isso ajuda a manter o bom funcionamento do organismo e a imunidade sempre em alta;
  • Mantenha o nariz limpo e úmido. Aplique soro fisiológico nas narinas até três vezes ao dia;
  • Evite ambientes fechados, o que favorece a contaminação por vírus e bactéria;
  • Lave as mãos com frequência ou tenha sempre na bolsa álcool em gel, que possui ação antisséptica.

O que é mito e o que é verdade

Dormir com o cabelo molhado ou sair do banho quente em um dia muito frio causa gripes e resfriados?

Não há comprovação científica que o choque térmico seja responsável pelas doenças. Até porque tanto a gripe quanto resfriado são transmitidos se o indivíduo tiver contato com o vírus.

A hidratação constante ajuda a melhorar o quadro?

Além de auxiliar no controle da febre, tomar água ajuda a reduzir a coriza, a tosse e o nariz congestionado.

O resfriado pode se transformar em gripe?

Essa é uma das lendas mais antigas sobre a gripe e o resfriado, uma vez que cada uma das infecções é transmitida por vírus específicos.

O vírus da gripe é considerado mutante, por isso, não existe defesa permanente contra ele?

Por isso as vacinas seguem um protocolo que precisam ser sempre alteradas para se tornarem eficazes contra esse vírus.

É possível se contaminar com o vírus da gripe por meio da vacinação?

De forma alguma, pois o vírus utilizado na vacina já está morto.

atenção para os rins

Cuidado com a hidratação nos dias mais quentes para evitar problemas renais

imagem atenção para os rins

Nas estações mais quentes é preciso redobrar os cuidados com os rins. Com o aumento da transpiração, a recomendação é a ingestão de maior quantidade líquidos para manter o corpo hidratado, além de uma dieta equilibrada com a redução do sal, proteína animal e frituras. De acordo com o Centro de Referência em Saúde do Homem, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o calor é o causador de 30% dos números de casos de cálculos renais, problema popularmente conhecido como “pedras nos rins”.

Os rins são vitais para a sobrevivência do ser humano. Eles fazem parte do sistema excretor e têm a importante missão de filtrar o sangue e eliminar substâncias que podem prejudicar o organismo, além de regular a estabilidade do ácido básico para manter o pH sanguíneo constante, preservar o equilíbrio de eletrólitos no corpo, como o sódio, potássio, cálcio, fósforo etc, e de produzir hormônios que auxiliam na fabricação dos glóbulos vermelhos.

Formação dos cálculos renais

A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Carmen Tzanno, informa que, em geral, as pessoas com propensão a ter pedras nos rins têm uma excreção mais elevada de cristais na urina e, quando a hidratação deixa de ser eficaz, a urina fica mais concentrada e os cristais tendem a se depositar. “Em geral, os cálculos urinários podem ser resultado de um distúrbio metabólico que pode causar a hipercalciúria (excreção de cálcio). Em outros casos, se deve à hipocitratúria (deficiência de citrato urinário). Também as pedras nos rins podem estar associadas à doenças como o hiperparatireoidismo (excesso de hormônio que equilibra o cálcio, a vitamina D e o fósforo), além do uso de alguns tipos de medicamentos ou pós-cirurgia bariátrica”, enfatiza.

Sintomas e diagnóstico

As pedras nos rins nem sempre demonstram evidências que estão presentes no organismo. Em alguns casos, quando o paciente percebe, o problema já está em estágio avançado. “Muitas pessoas nem imaginam que têm pedras nos rins. Elas acabam descobrindo em exames de rotina como, por exemplo, em uma ultrassonografia renal e das vias urinárias. Nesses casos, não existem sintomas aparentes e podem surgir cristais ou alteração do sedimento no exame de urina. Quando a pedra está sendo expelida, ocorrem cólicas que, em geral, se iniciam nas costas (região lombar) e migram para a região abdominal, escroto e face interna das coxas. A urina pode se apresentar vermelha devido à presença de sangue”, explica Carmen. Especialistas explicam que a cólica pode ser tão intensa a ponto de causar náuseas e vômitos e necessitar de internação hospitalar para acompanhamento do caso. Esses episódios costumam atrapalhar o dia a dia do indivíduo, impossibilitando-o de realizar atividades cotidianas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SMN), quando os sintomas se manifestam, eles se caracterizam por dificuldade em urinar, queimação ou dor, urina com aspecto sanguinolento, pressão alta, inchaço nas pernas e ao redor dos olhos, fraqueza constante e dor lombar. O paciente ainda pode ir repetidas vezes ao banheiro, principalmente à noite.

Tratamento

Antes da prescrição do tratamento mais eficaz, é necessário descobrir qual a causa dos cálculos renais. “A indicação pode variar desde somente a correção da má alimentação, substituição de medicamentos, chegando à cirurgia em caso de hiperparatireoidismo. Durante os quadros de cólicas renais, o paciente é medicado com analgésico e anti-inflamatórios, e a pedra pode ser expelida espontaneamente ou passar por um processo de “quebra” em pequenos fragmentos a laser ou por meio da litotripsia (ondas de choque no local dos cálculos)”, elucida a nefrologista.

A profissional ainda enfatiza que quem tem pedra nos rins devido a distúrbios metabólicos pode ter o problema mais de uma vez. No entanto, quando elas são causadas por medicamentos ou estão associadas a algum tipo de doença, o paciente pode ficar curado.

A dieta certa

Para as pessoas que têm tendência a desenvolver cálculos renais, é recomendado não exagerar no consumo de conservas (azeitona, palmito, milho) enlatados (seleta de legumes, extrato de tomate), embutidos (presunto, mortadela, salsicha), salgadinhos e aperitivos (amendoim, batata frita), biscoitos, molhos prontos (mostarda, ketchup, shoyo), frutos do mar, margarina ou manteiga, café, chá, refrigerante, chocolate etc. Não abra mão de consumir alimentos ricos em água, fibras (pão integral, arroz integral, verduras de folhas) e suco de frutas cítricas.

Fatores que podem levar a cálculos renais

  • Genética: o histórico familiar pode influenciar;
  • Adultos acima dos 40 anos são mais propensos que pessoas mais jovens;
  • Homens são mais suscetíveis que mulheres;
  • Alguns tipos de medicamentos;
  • Excesso de peso;
  • Consumo em excesso de proteína, sódio, açúcar ou água inadequada;
  • Doenças digestivas, intestinais e ácido úrico elevados.
Assuntos