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DST

Sintomas e consequências: as principais doenças sexualmente transmissíveis

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Independente da relação ser hetero ou homossexual, qualquer pessoa pode transmitir ou ser contaminada por uma doença sexualmente transmissível (DST). Elas se propagam pelo ato sexual sem o uso do preservativo, e algumas delas, inclusive, podem ser contraídas apenas pelo sexo oral com parceiro infectado.

Muitas, caso tratadas em tempo hábil, não trazem consequências. Outras, podem se tornar crônicas e te acompanhar pelo resto da vida, com complicações graves, podendo levar até mesmo à morte. Por isso, todo cuidado é pouco! Proteja-se com preservativos e fique atento aos sintomas. O ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop cita as consequências nas mulheres e o urologista Prof. Dr. Sami Arap, nos homens. Hoje em dia, as mais importantes são:

HIV/AIDS
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Existem muitos soropositivos (HIV) que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mesmo assim, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Os agentes da transmissão do vírus HIV são o esperma, a secreção vaginal, o sangue e o líquor (líquido da medula). No suor, saliva, lágrima e urina o vírus está presente em concentrações insuficientes para contaminação e, fora do corpo, fica inativo muito rapidamente. O beijo na boca pode transmitir o vírus da AIDS apenas se existir alguma lesão com participação de sangue.

Quanto ao esperma, é importante saber, que ele é tão contagiante quanto o sangue e transmite o vírus até mesmo sem nenhum ferimento. Portanto, o sexo oral deve ser feito com preservativo. O risco se eleva drasticamente quando existe alguma lesão ou ferimento. Já a relação anal transmite seis vezes mais que a relação vaginal, pois a mucosa do ânus tem menos elementos para se defender, além do trauma mecânico ser maior.

Sintomas: na fase inicial, quando a pessoa é apenas portadora do vírus, não exibe manifestações físicas que permitam detectar a doença. Quando surgem os primeiros sintomas, são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar e por isso, a maioria dos casos passa desapercebido. As manifestações seguintes são: emagrecimento, sudorese noturna, febre, diarreia e sarcoma de Kaposi (câncer com presença de manchas ou nódulos roxo, vermelho ou marrom na pele).

Consequências: admite tratamento e, embora não tenha cura definitiva, possibilita uma vida normal com as devidas precauções. Potencialmente leva ao óbito.

 

CLAMÍDIA

Sintomas: Muitas vezes, sem sintoma algum, sendo diagnosticada apenas em exames laboratoriais. Em alguns casos ocorre corrimento frequente, perda de sangue nos intervalos do período menstrual e dor no baixo ventre. No homem, 70% deles apresentam secreção uretral (corrimento esbranquiçado) e ardor ao urinar. Os outros 30% dos casos, não apresentam sintomas. 

Consequências:  anexite (processo inflamatório nos ligamentos que sustentam o útero na bacia, podendo atingir as trompas e os ovários). Gravidez nas trompas e, em estágio mais avançado, esterilidade por inflamação das trompas. Gestantes podem transmitir para o bebê durante o parto causando cegueira. No homem, leva a infertilidade.

 

GONORREIA
Sintomas
: pode passar desapercebida ou manifestar sintomas como micção frequente, difícil ou dolorosa, uretrite (inflamação da uretra) e às vezes, corrimento. No homem apresenta secreção uretral (amarelado) e ardor ao urinar.

Consequências: por ser uma doença que costuma passar desapercebida, o agente infeccioso pode ficar alojado durante longos períodos no trato urogenital da mulher causando além de processos  inflamatórios, a infertilidade . No homem: estreitamento uretral, prostatite (inflamação da próstata) e infertilidade.

 

HERPES SIMPLES (TIPO 1 E 2)
Sintomas: é extremamente dolorido e normalmente se manifesta por múltiplas bolhas na região genital, ânus (herpes tipo 2) ou boca (herpes tipo 1). Na existência das bolhas é o período mais crítico e de maior transmissão. O herpes dá sinais de seu surgimento com coceira e ardência no local onde surgirão as lesões. A seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas sobre área avermelhada e inchada. Quando as bolhas se rompem liberam um líquido repleto de vírus e formam-se crostas. Esta é a fase de maior perigo de transmissão. Todo o processo dura de 5 a 10 dias e não deixa cicatrizes. O herpes não é transmitido pelo sangue, esperma ou secreção vaginal. A transmissão ocorre apenas na existência e contato com as bolhas.

A transmissão do vírus do herpes labial ativo pode ser através da pele, saliva e utensílios. Ou seja, tanto pelo contato direto como beijo, ou indireto com o compartilhamento de objetos como copo, talheres, guardanapos, lençol, lâminas de barbear, travesseiros, batom etc. O sexo oral deve ser evitado durante a fase ativa do herpes.

Consequências: não deixa sequelas. Apenas o incômodo de ser uma doença sem cura e que após ser contaminado, costuma se manifestar por diversas vezes ao longo da vida mesmo sem contato sexual.

 

SÍFILIS (CANCRO DURO)
Sintomas: provoca lesões ulcerosas (cancros) na vulva, região dos lábios genitais e entrada da vagina. No homem, úlcera genital.  A ferida costuma surgir entre 10 a 90 dias após o contágio.

Consequências: tratamento com penicilina. Não tratada, passa da forma primária para a secundária, que atinge pele e mucosas. Pode causar lesão no sistema nervoso.

 

HEPATITE: vírus da hepatite tipo B e C
Sintomas: a maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Como as hepatites são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.

Prevenção: evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136). 

Consequências: cirrose hepática e câncer de fígado.

 

PAPILOMAVÍRUS (HPV)  "Crista de Galo"
A principal forma de transmissão do vírus HPV é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

Sintomas: inicialmente pode ocorrer sangramento irregular e perda de sangue após a relação sexual.  Surgem lesões em forma de verrugas genitais com aspecto semelhantes à crista de galo. Podem estar na vulva, pequenos e grandes lábios, vagina, colo uterino e uretra.

Em homens podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta em ambos os sexos.

As infecções subclínicas (não visíveis ao olho nu) podem ser encontradas nos mesmos locais e não apresentam nenhum sintoma ou sinal. 
Consequências: dois subtipos desta doença, o subtipo 16 e subtipo 18, estão claramente relacionados com a gênese do câncer do colo do útero. No homem está relacionado ao câncer de pênis.

Prevençaõ: a vacina é principal forma de prevenção contra 4 tipos do HPV (6, 11, 16, 18). Essa imunização ajuda a prevenir o aparecimento do câncer do colo de útero, quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no país.

Quem pode ser vacinado?
De acordo com o registro na ANVISA, a vacina quadrivalente é indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos de idade e vacina bivalente é indicada para mulheres entre 10 e 25 anos de idade.

Novos estudos mostraram que as vacinas também são seguras para mulheres com mais de 26 anos e os fabricantes já iniciaram os procedimentos para que a ANVISA aprove seus produtos para faixas etárias mais avançadas. No momento as clínicas de vacinação ainda não estão autorizadas a aplicar as vacinas em faixas etárias superiores às estabelecidas pela ANVISA.

 

Previna-se contra as doenças sexualmente transmissíveis. USE PRESERVATIVOS. Diante de qualquer alteração é fundamental consultar o ginecologista/urologista para investigação e diagnóstico. O tratamento precoce é um importante fator de cura.

sexo seguro e divertido

Preservativos para todos os gostos

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O sexo, além de ser prazeroso, é tão importante quanto a saúde, trabalho, lazer e amor correspondido. É um componente fundamental da vida humana. Atenção apenas para que não ocorra uma gravidez indesejada e não se contraiam doenças sexualmente transmissíveis. De todos os anticoncepcionais, o preservativo, popularmente conhecido como “camisinha”, é o método mais eficaz, pois além de evitar a gravidez, atua como uma barreira contra essas doenças.

Relação sexual sem proteção pode transmitir desde bactérias que provocam corrimentos, até doenças mais sérias que, uma vez transmitidas e contraídas, vão te acompanhar pelo resto da vida. Citando só alguma delas: herpes, HPV, hepatites B e C, além da AIDS. O que muito pouca gente sabe é que o esperma, em alguns casos, é tão ou mais contagiante que o sangue. 

Nenhuma boa transa vale esse risco, não é?

E para quem acha que preservativo é sinônimo de tira prazer é bom saber: existem no mercado dezenas de opções para transformar este ato seguro e divertido ao mesmo tempo. Experimente cada um deles, que além de apimentar sua relação, vai aumentar ainda mais o seu prazer!

Quer uma experiência diferente? Conheça o preservativo texturizado

Com ranhuras ou pontinhos saltados, estimulam a parede vaginal aumentando o prazer. Na versão masculina, o relevo fica na parte interna do preservativo, despertando uma sensibilidade diferente e gostosa. 

Que tal um sexo pra lá de quente? Escolha a camisinha Fire & Ice

Ela aquece e esfria conforme os movimentos da penetração proporcionando uma explosão de sensações. 

Para o sexo oral, a boa pedida são as camisinhas aromatizadas

Prove a que tem o sabor que mais lhe agrade. Não faltam opções que vão desde o chocolate, morango, a refrescante menta e até caipirinha!

Luz, cama e ação: camisinha neon para iluminar só o que te interessa

 Apague as luzes e se divirta com o efeito fosforescente deste preservativo. Antes de colocá-lo, deixe por 30 segundos exposto à luz.

Para os apressadinhos, use o preservativo com efeito retardante

Feita com um gel a base de benzocaína, “acalma” o pênis, prolongando o tempo de ereção. As mulheres são beneficiadas por alcançarem o orgasmo no seu tempo e os homens por poder oferecer e se beneficiar de um prazer prolongado. Excelente para homens com ejaculação precoce.

Sensibilidade à flor da pele: extrafinos

Agora não tem mais desculpas para aqueles que ainda resistem em fazer sexo sem proteção. Com uma espessura mais fina, permite a sensação do toque do pênis com a vagina, garantindo o sexo seguro e anulando o efeito de fricção dos preservativos tradicionais.

Pânico de engravidar? Opte pela camisinha com proteção adicional

Alta proteção com agente espermicida. Neste tipo, caso o preservativo fure, existe um gel dentro dele que inibe a ação dos espermatozoides, diminuindo as chances de uma gravidez indesejada.  Perfeito para as mais encanadas.

Ajuda extra: camisinha lubrificada

Apresenta externamente um fluído adicional lubrificante, tornando o ato sexual mais prazeroso para as mulheres com dificuldade de lubrificação espontânea. 

Tamanho não é documento: prazer em todas as medidas

Tamanho só é importante na hora de escolher o preservativo. Camisinha maior que o pênis, facilita o vazamento do sêmen. Pequena demais, além de restringir o fluxo sanguíneo, propicia o rompimento. Além do padrão P, M e G, também existe no mercado tamanho de preservativos especiais, que atende desde adolescentes, até os mais bem dotados que a média.

Alérgicos não tem desculpas

O látex, material composto pelo preservativo, pode causar alergia em pessoas susceptíveis. Existe no mercado a opção látex free (sem látex), feitos à base de material sintético (em geral, poliisopreno ou poliuretano), diminuindo as chances de alergia.

Preservativo feminino

Não é tão seguro quanto à camisinha. A vantagem é que pode ser colocada até 8 horas antes da relação sexual. É macia e resistente, com uma espécie de dois anéis, um em cada ponta. O anel fechado fica do lado interno da vagina, e a parte aberta, na entrada da vagina para a penetração do pênis. É mais lubrificado que os preservativos masculinos.

USE DIREITO: CUIDADOS ESPECIAIS COM O PRESERVATIVO

  1. Observe a data de validade. Preservativos velhos tem maior risco de rasgar.
     
  2. Sol e calor podem danificar a camisinha. Evite deixá-la no bolso da calça ou no porta-luvas do carro.
     
  3. Se colocar o preservativo errado (do lado avesso), dispense esse e pegue um novo.
     
  4. Usar duas camisinhas ao mesmo tempo, além de desnecessário, pode provocar o rompimento pelo atrito de uma com a outra.
     
  5. Se for usar lubrificantes extras, use apenas à base de água.
     
  6. Para evitar vazamento e transmissão de doenças, retire a camisinha após ejacular.

Faça sexo seguro. Use preservativo!

ESTADO DE ALERTA

imagem ESTADO DE ALERTA

O pré-diabetes é a única etapa em que a doença pode ser revertida ou ainda que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), estima-se que atual-mente a população mundial com a doença seja da ordem de 387 milhões e que alcance 471 milhões em 2035. Considerada uma das principais causas de morte, dados da International Diabetes Federation (IDF) apontam que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking de nações com o maior número de adultos com diabetes: 14,3 milhões, o que representa cerca de 7% da população.

Segundo relato da SBD, o aumento ocorre em virtude do crescimento e do envelhecimento populacional, da maior urbanização, da progressiva prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como da maior sobrevida de pacientes portadores. É preciso estar atento, pois, embora os sintomas surjam lentamente, a doença não controlada pode causar complicações graves, como nefropatia, cardiopatia, vasculopatia, neuropatia, retinopatia, entre outras.

Reversão do quadro

Tokars Zaninelli explica que a evolução ao diabetes só pode ser reversível na fase em que o paciente é diagnosticado com pré-diabetes, uma condição que precede a doença. “O pré-diabetes ocorre quando os níveis glicêmicos estão alterados, mas não o suficiente para serem considerados diagnósticos de diabetes. Pode representar um dos espectros da evolução do diabetes, ainda com possibilidade de reversão do quadro para a normalidade. Muita gente não valoriza o diagnóstico de pré-diabetes por achar que é ‘apenas uma glicemia um pouco alterada’, porém, nesse estágio já começam a se desenvolver as complicações crônicas típicas do diabetes, especialmente no sistema cardiovascular. Portanto, é uma situação de risco e deve ser abordada de forma séria, pois sua evolução ao diabetes só é reversível nessa fase. É importante saber reconhecer esse diagnóstico como um sinal importante de alerta à saúde”, orienta.

Sintomas e diagnóstico do pré-diabetes

Segundo a especialista, os indícios se associam ao descontrole das glicemias. O diagnóstico de pré-diabetes é laboratorial, já que sintomas só costumam se desenvolver quando os níveis glicêmicos estão descompensados, ou seja, quando já houve evolução ao diabetes.  “A glicemia de jejum é considerada normal quando abaixo de 99mg/dl, e o diagnóstico de diabetes é feito quando seus níveis estão acima de 126mg/dl (em duas ocasiões). Pacientes que apresentam níveis entre 99 e 126 podem ser portadores de pré-diabetes. Outros exames que podem auxiliar na diferenciação entre pré-diabetes e diabetes são a curva glicêmica e a hemoglobina glicada. Um sinal clínico de alerta para o pré-diabetes pode ser a presença de acantose nigricans – escurecimento da pele em algumas regiões do corpo como o pescoço, axilas, dedos, cotovelos e joelhos. Sendo assim, o diagnóstico precoce é de fundamental importância para que os níveis glicêmicos sejam controlados desde o início da doença, evitando seus sintomas e complicações crônicas”, esclarece.

Causas e complicações

Daniele explica que as causas do pré-diabetes são as mesmas do diabetes, sendo os principais fatores a herança genética, o excesso de peso (especialmente gordura abdominal) e o sedentarismo. “Idade acima de 45 anos, história familiar de diabetes (parentes de primeiro grau), excesso de peso, sedentarismo, histórico de hipertensão arterial, alterações do colesterol ou de doenças cardiovasculares (infarto, derrame), e mulheres com síndrome dos ovários policísticos, ou que tiveram filhos com mais de 4Kg ao nascimento. Qualquer alteração prévia nos níveis glicêmicos deve ser levada em consideração. Esses fatores podem estar associados à resistência à insulina, situação em que as células não respondem adequadamente à ação do hormônio, e/ou à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, o que faz com que os níveis de açúcar no sangue comecem a subir. A principal complicação do pré-diabetes é sua evolução ao diabetes, com aumento do risco de complicações cardiovasculares e renais, além de comprometimento visual, entre outros”, afirma.

Tratamento e prevenção

O tratamento adequado pode evitar as complicações crônicas da doença. A endocrinologista afirma que os medicamentos podem ser úteis na prevenção do diabetes, porém, modificações no estilo de vida são mais eficazes que o uso de drogas.

“Dentre as principais medidas para se prevenir a progressão para o diabetes estão a prática regular de exercícios físicos e a manutenção de um peso saudável. Adotar hábitos alimentares equilibrados, incluindo alimentos ricos em fibras, leite e derivados, e reduzir o consumo de alimentos industrializados, são medidas eficazes. Além desses cuidados, a prática regular de exercícios físicos tem papel fundamental na melhora da resistência insulínica. Recomenda-se a prática de 150 minutos de exercícios moderados, como uma caminhada, por semana. Quanto mais movimentos forem incluídos na rotina, maiores os benefícios, não só na prevenção do pré-diabetes e do diabetes, como também das complicações crônicas da doença”, constata.

fique longe de gripes e resfriados

Evite a contaminação com medidas simples

imagem fique longe de gripes e resfriados

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as infecções respiratórias são a maior causa de consultas relacionadas aos serviços prestados pelos departamentos de saúde, principalmente, entre crianças até cinco anos. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre a Pesquisa Nacional de Saúde, de junho de 2015, os incômodos e o mal-estar provocados por gripes e resfriados são os principais motivos que levam os funcionários a se ausentarem ou faltarem no trabalho.

Apesar dos sintomas iniciais se confundirem, os vírus que causam as doenças são bem diferentes. “Na gripe, os vírus do tipo influenza são constituídos pelos gêneros A, B e C, que são diferentes entre si na produção da sintomatologia. No resfriado, os agentes virais mais comuns são os rinovírus, adenovírus, parainfluenza, vírus sincicial respiratório (VSR), entre outros”, explica a especialista em infectologia e epidemiologia Raquel Guimarães, de Alagoas. Segundo a médica, no resfriado os principais sintomas são coriza, espirro e tosse, já na gripe o paciente apresenta, além dos mesmos sintomas do resfriado, febre alta, dor de garganta e dores musculares. 

Especialistas informam que o resfriado tem sintomas menos intensos que duram um tempo menor, enquanto que as gripes têm potencial mais agressivo, podendo deixar o paciente de cama e impossibilitado de realizar as suas atividades diárias. Em geral, tanto a gripe quanto o resfriado são combatidos pelo próprio organismo. Independente dos sintomas e da gravidade da doença, o importante é nunca se automedicar e procurar ajuda médica. A automedicação pode mascarar a evolução de infecções importantes, com risco de evoluir para estágios mais graves. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, na maior parte dos casos, os antibióticos não são recomendados. Os médicos costumam indicar medicamentos sintomáticos, ou seja, que aliviam alguns dos sintomas da doença.

Raio X da Gripe

Os vírus da gripe costumam atingir nariz, garganta, pulmões e ouvidos. “É uma doença aguda, infecciosa, que pode ser periódica, variando em cada região do Brasil, sendo, portanto, sazonal. Ela pode evoluir para pneumonia e, mais raramente, para quadros neurológicos. Em pessoas idosas, já com alguma doença, pode haver complicações maiores”, enfatiza Helena Brígido, mestre em medicina tropical, infectologista e epidemiologista docente da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O aposentado Antonio Ruiz, 89 anos, conta que com o passar dos anos, as gripes chegam cada vez mais fortes, a ponto de deixá-lo acamado e sem condições de praticar suas atividades diárias por algumas vezes. Ele ainda afirma que o incômodo maior é a moleza no corpo, o cansaço e a tosse. “Tenho muitas crises de tosse e, por mais água que eu tome, parece que nunca é suficiente para hidratar a região.” Ele acrescenta que, normalmente, os sintomas costumam passar por volta do sétimo dia. Segundo Ruiz, por mais que evite o contato com as pessoas que apresentam os sintomas, ele não escapa de ter a doença pelo menos duas vezes no ano.

Isso ocorre, segundo Helena, porque os sintomas da gripe são variados e podem durar de sete a 10 dias. O paciente apresenta febre alta ou moderada, dor nas articulações e músculos, dor de garganta sem pus, tosse seca ou produtiva, dor de cabeça, nariz entupido, espirros e coriza. As crianças podem ter ainda vômito e diarreia. “A doença pode desenvolver sintomas mais intensos ou ter uma duração maior quando a pessoa já tem algum problema respiratório, como rinite, bronquite, asma brônquica, tuberculose, entre outros”, afirma.

Raio X do resfriado

Este se caracteriza por uma infecção do trato respiratório superior, que afeta, principalmente, o nariz e a garganta. A doença torna-se contagiosa apenas nos três primeiros dias. “Os sintomas do resfriado são mais brandos, geralmente duram em média cinco dias e se caracterizam por febre baixa, coriza, espirros, obstrução nasal, tosse seca e coceira na garganta”, informa Helena. Casos de complicação são bem mais difíceis de ocorrer, mas pode haver o aumento da asma, assim como o surgimento de infecções causadas por bactérias, como a sinusite.

Atenção às crianças e bebês

Os pequenos são mais suscetíveis aos vírus da gripe e resfriado, pois ainda não desenvolveram resistência adequada e, geralmente, não têm os hábitos higiênicos de lavar as mãos e de cobrir a boca e o nariz sempre que espirrarem ou tossirem para não propagarem doenças. Outro ponto é o fato de muitas crianças passarem o dia todo em creches e escolas, em ambientes fechados, sem ventilação.

“A partir do momento que coloquei minha filha na escola, no ano passado, os episódios de resfriado foram recorrentes. A rinite e a adenoide contribuíram para prejudicar a respiração dela”, informa a jornalista Francine Taís de Almeida, 32 anos, mãe da pequena Heloíse Almeida Simoni Guilhermino, de três anos. “Eles duram em torno de três dias, sempre com sintomas leves, como nariz escorrendo, espirros e temperatura por volta de 37.5 graus”, diz ela. Com relação à gripe, Francine explica que as crises são mais raras, mas que quando acontecem deixam a filha mais quieta, abatida, com febre e dor de garganta.

Como se prevenir do vírus?

  • Alimente-se bem e beba cerca de 2 litros de água por dia. Isso ajuda a manter o bom funcionamento do organismo e a imunidade sempre em alta;
  • Mantenha o nariz limpo e úmido. Aplique soro fisiológico nas narinas até três vezes ao dia;
  • Evite ambientes fechados, o que favorece a contaminação por vírus e bactéria;
  • Lave as mãos com frequência ou tenha sempre na bolsa álcool em gel, que possui ação antisséptica.

O que é mito e o que é verdade

Dormir com o cabelo molhado ou sair do banho quente em um dia muito frio causa gripes e resfriados?

Não há comprovação científica que o choque térmico seja responsável pelas doenças. Até porque tanto a gripe quanto resfriado são transmitidos se o indivíduo tiver contato com o vírus.

A hidratação constante ajuda a melhorar o quadro?

Além de auxiliar no controle da febre, tomar água ajuda a reduzir a coriza, a tosse e o nariz congestionado.

O resfriado pode se transformar em gripe?

Essa é uma das lendas mais antigas sobre a gripe e o resfriado, uma vez que cada uma das infecções é transmitida por vírus específicos.

O vírus da gripe é considerado mutante, por isso, não existe defesa permanente contra ele?

Por isso as vacinas seguem um protocolo que precisam ser sempre alteradas para se tornarem eficazes contra esse vírus.

É possível se contaminar com o vírus da gripe por meio da vacinação?

De forma alguma, pois o vírus utilizado na vacina já está morto.

atenção para os rins

Cuidado com a hidratação nos dias mais quentes para evitar problemas renais

imagem atenção para os rins

Nas estações mais quentes é preciso redobrar os cuidados com os rins. Com o aumento da transpiração, a recomendação é a ingestão de maior quantidade líquidos para manter o corpo hidratado, além de uma dieta equilibrada com a redução do sal, proteína animal e frituras. De acordo com o Centro de Referência em Saúde do Homem, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o calor é o causador de 30% dos números de casos de cálculos renais, problema popularmente conhecido como “pedras nos rins”.

Os rins são vitais para a sobrevivência do ser humano. Eles fazem parte do sistema excretor e têm a importante missão de filtrar o sangue e eliminar substâncias que podem prejudicar o organismo, além de regular a estabilidade do ácido básico para manter o pH sanguíneo constante, preservar o equilíbrio de eletrólitos no corpo, como o sódio, potássio, cálcio, fósforo etc, e de produzir hormônios que auxiliam na fabricação dos glóbulos vermelhos.

Formação dos cálculos renais

A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Carmen Tzanno, informa que, em geral, as pessoas com propensão a ter pedras nos rins têm uma excreção mais elevada de cristais na urina e, quando a hidratação deixa de ser eficaz, a urina fica mais concentrada e os cristais tendem a se depositar. “Em geral, os cálculos urinários podem ser resultado de um distúrbio metabólico que pode causar a hipercalciúria (excreção de cálcio). Em outros casos, se deve à hipocitratúria (deficiência de citrato urinário). Também as pedras nos rins podem estar associadas à doenças como o hiperparatireoidismo (excesso de hormônio que equilibra o cálcio, a vitamina D e o fósforo), além do uso de alguns tipos de medicamentos ou pós-cirurgia bariátrica”, enfatiza.

Sintomas e diagnóstico

As pedras nos rins nem sempre demonstram evidências que estão presentes no organismo. Em alguns casos, quando o paciente percebe, o problema já está em estágio avançado. “Muitas pessoas nem imaginam que têm pedras nos rins. Elas acabam descobrindo em exames de rotina como, por exemplo, em uma ultrassonografia renal e das vias urinárias. Nesses casos, não existem sintomas aparentes e podem surgir cristais ou alteração do sedimento no exame de urina. Quando a pedra está sendo expelida, ocorrem cólicas que, em geral, se iniciam nas costas (região lombar) e migram para a região abdominal, escroto e face interna das coxas. A urina pode se apresentar vermelha devido à presença de sangue”, explica Carmen. Especialistas explicam que a cólica pode ser tão intensa a ponto de causar náuseas e vômitos e necessitar de internação hospitalar para acompanhamento do caso. Esses episódios costumam atrapalhar o dia a dia do indivíduo, impossibilitando-o de realizar atividades cotidianas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SMN), quando os sintomas se manifestam, eles se caracterizam por dificuldade em urinar, queimação ou dor, urina com aspecto sanguinolento, pressão alta, inchaço nas pernas e ao redor dos olhos, fraqueza constante e dor lombar. O paciente ainda pode ir repetidas vezes ao banheiro, principalmente à noite.

Tratamento

Antes da prescrição do tratamento mais eficaz, é necessário descobrir qual a causa dos cálculos renais. “A indicação pode variar desde somente a correção da má alimentação, substituição de medicamentos, chegando à cirurgia em caso de hiperparatireoidismo. Durante os quadros de cólicas renais, o paciente é medicado com analgésico e anti-inflamatórios, e a pedra pode ser expelida espontaneamente ou passar por um processo de “quebra” em pequenos fragmentos a laser ou por meio da litotripsia (ondas de choque no local dos cálculos)”, elucida a nefrologista.

A profissional ainda enfatiza que quem tem pedra nos rins devido a distúrbios metabólicos pode ter o problema mais de uma vez. No entanto, quando elas são causadas por medicamentos ou estão associadas a algum tipo de doença, o paciente pode ficar curado.

A dieta certa

Para as pessoas que têm tendência a desenvolver cálculos renais, é recomendado não exagerar no consumo de conservas (azeitona, palmito, milho) enlatados (seleta de legumes, extrato de tomate), embutidos (presunto, mortadela, salsicha), salgadinhos e aperitivos (amendoim, batata frita), biscoitos, molhos prontos (mostarda, ketchup, shoyo), frutos do mar, margarina ou manteiga, café, chá, refrigerante, chocolate etc. Não abra mão de consumir alimentos ricos em água, fibras (pão integral, arroz integral, verduras de folhas) e suco de frutas cítricas.

Fatores que podem levar a cálculos renais

  • Genética: o histórico familiar pode influenciar;
  • Adultos acima dos 40 anos são mais propensos que pessoas mais jovens;
  • Homens são mais suscetíveis que mulheres;
  • Alguns tipos de medicamentos;
  • Excesso de peso;
  • Consumo em excesso de proteína, sódio, açúcar ou água inadequada;
  • Doenças digestivas, intestinais e ácido úrico elevados.
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