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um colírio para os olhos!

imagem um colírio para os olhos!

Lentes de contato, ar-condicionado, poluição, pó, fumaça de cigarro, tempo em excesso na frente do computador, uso de maquiagem inadequada e clima seco podem prejudicar a lubrificação dos olhos, diminuindo a quantidade de lágrima. De vital importância para a saúde ocular, ela é responsável por dois processos: proteção e lubrificação, importantes para defender os olhos das agressões externas e manter a saúde das córneas.

Os hidratantes oculares, também conhecidos como colírios, são uma boa opção de tratamento para manter a umidade da superfície. No entanto, é necessário consultar um especialista para não fazer uso indiscriminado do medicamento. De acordo com a “Ophtalmology Journal”, até 2050, cerca de 4,8 bilhões de pessoas apresentarão problemas relacionados aos olhos.

Uma das doenças mais comuns é a Síndrome do Olho Seco, que também pode ter como causa a redução da produção do líquido lacrimal ou anormalidade biológica de seus componentes, ou seja, a lágrima pode apresentar-se em pouca ou má qualidade.

E este problema é mais comum do que se imagina. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a Síndrome atinge três mulheres para cada homem e pode ser considerada a doença ocular mais comum do mundo. “Apesar dos sintomas variarem, os mais comuns são irritação e ardor nos olhos, sensação de areia ou como se tivesse um corpo estranho, visão embaçada e incômodo nos olhos ao ficar em frente à televisão ou computador”, informa o professor doutor Gildásio Castello, especialista em cirurgia refrativa e córnea.

Diagnóstico e tratamento

Em geral, o diagnóstico para detecção do problema é clínico, porém, o especialista poderá solicitar o “Teste de Schirmer”, que serve para medir a produção de lágrima do paciente e o exame da lâmpada de fenda. “O tratamento varia de acordo com o diagnóstico e da averiguação de qual a verdadeira causa da síndrome, mas em geral, a indicação é o uso de colírios e lágrimas artificiais”, exemplifica Castello. O médico ainda salienta que os pacientes devem seguir as orientações medicamentosas do oftalmologista. Ele desaconselha a automedicação.

Pingar colírio não é tão simples assim. Para começar, lave as mãos, afinal, essa é uma região muito sensível e vulnerável. Em seguida, incline a cabeça para trás, puxe de leve a pálpebra inferior e coloque o produto em cima do olho, sem encostar o tubo.

Os diferentes tipos de produtos

  •  Vasoconstritor: é indicado para diminuir a vermelhidão dos olhos;
  •  Lubrificante: para pessoas que apresentam baixa lubrificação dos olhos e usuários de lente de contato em geral;
  •  Antialérgicos: para pacientes com conjuntivite alérgica ou com casos de coceira e irritação leves;
  •  Anti-inflamatórios: para casos pós-operatórios e doenças como conjuntivite viral e ceratite (inflamação da córnea);
  •  Antibiótico: para casos de conjuntivite bacteriana, ceratite com infecção da córnea e pós-operatórios;
  •  Anestésico: usado apenas em ambiente hospitalar ou consultórios antes de exames.

cuidado com os olhos

As principais doenças que afetam a visão após os 40 anos

imagem cuidado com os olhos

Todas as pessoas que apresentem sintomas como dificuldade para enxergar, coceira ou dor nos olhos, vista embaçada e qualquer outro sintoma que incomode a visão, devem procurar um médico oftalmologista conhecido, popularmente, como oculista.

A partir dos 40 anos é importante dar início as consultas preventivas, uma vez ao ano. O olho não foi “programado” para durar o tempo que hoje, felizmente, já se vive. A expectativa de vida no século XIX não passava de 35 anos e atualmente se prolonga até 80 ou 90 anos. Desta forma, os olhos de quase todas as pessoas necessitam de ajuda médica, clínica ou cirúrgica para manter uma visão saudável.

Um dos muitos aspectos relacionados ao tempo de “vida útil dos olhos” é a famosa "vista cansada", que começa em torno dos 40 anos, quando, progressivamente, naqueles indivíduos que não são míopes, surge uma dificuldade para enxergar de perto.

Ao redor dos 50 ou 60 anos ocorre, com muita frequência, a catarata, além de outras doenças como o glaucoma e a retinopatia. A retinopatia afeta, principalmente, pacientes portadores de diabetes ou hipertensos.

Na faixa de 60 a 70 anos existe o fator de risco para a degeneração macular senil. Esta doença acomete o centro da visão na área da retina chamada mácula. Começa com sintomas muito discretos de alteração das formas, piora da visão central evoluindo, depois, para uma mancha no centro da visão. A degeneração macular relacionada à idade é a principal causa de cegueira irreversível em pessoas acima dos 60 anos, inclusive nos países desenvolvidos. Esses pacientes não ficam completamente cegos, ainda resta à visão periférica, mas a visão para enxergar detalhes fica prejudicada, dificultando atividades como leitura, dirigir carro etc.

Outras doenças prejudiciais à visão e, nessas condições, à ida ao oftalmologista deve ser revista e com mais frequência são:

  • Glaucoma,
  • Miopia maior que 6 graus,
  • Doenças reumáticas,
  • Portadores de diabetes,
  • Pacientes com câncer,
  • Tratamento com quimioterapia,
  • Traumas ou acidentes que envolvam os olhos.

O oftalmologista Prof. Dr. Rubens Belfort Jr. explica abaixo um pouco mais sobre as principais patologias que afetam a visão da população a partir dos 40 anos:

PRESBIOPIA, chamada de “vista cansada”

Presbiopia é a baixa de visão para perto (na leitura) depois dos 40 anos. A presbiopia não é considerada doença e atinge todas as pessoas. Com a idade a visão piora, mas perto dos 55 anos o grau tende a estabilizar. Os míopes costumam ter vantagem nesse caso, pois ao tirarem os óculos para longe, a visão de perto melhora.

A melhor maneira de corrigir esta dificuldade para perto é com óculos ou lentes de contato. É permitido inclusive, o uso de óculos vendidos em farmácia. Pacientes que tem outra patologia associada pode se valer dos multifocais, feitos com receita médica. 

CATARATA

Qualquer pessoa pode ter catarata. Catarata é como cabelo branco. Todas as pessoas, a partir de certa idade, têm algum grau de catarata. É a causa mais importante de cegueira no mundo. Felizmente também é um tipo de cegueira curável.

A catarata é a opacidade da lente natural dos olhos (localizada atrás da pupila) que, no estado normal, deve ser transparente. Na pessoa com catarata, esta lente torna-se progressivamente esbranquiçada e é possível, inclusive, enxergá-la branca pela pupila dos olhos. A catarata cega por impedir a entrada de luz no olho.

A cirurgia de catarata é rápida e precisa, com grande possibilidade de cura. O processo é delicado e complexo para o cirurgião, mas simples para o paciente. Sob efeito de anestesia local, geralmente com colírio, a catarata é removida e substituída por uma lente artificial chamada implante ou lente intraocular. A cirurgia demora cerca de 20 minutos e depois de algumas horas o paciente já é liberado para casa. Após a cirurgia não será mais necessário o uso de óculos para longe, exceto nos casos com astigmatismo maior que não pode ser utilizada a lente tórica na cirurgia. Já pacientes com presbiopia (vista cansada), continuarão necessitando de óculos para leitura.

GLAUCOMA

Glaucoma é a doença causada pela pressão ocular alta. O olho possui uma pressão interna e o sangue precisa penetrá-lo para nutri-lo. A pressão muito alta dificulta a passagem do sangue e, desta forma, os tecidos recebem menos oxigênio e substâncias nutritivas. Isso faz com que, lentamente, algumas células acabem morrendo. A pressão do olho, se mantida alta durante muito tempo, aparentemente não causa mal algum, mas está lentamente lesando os olhos, o que acaba provocando o surgimento do glaucoma crônico. É como se os canais de saída do líquido do olho fossem, progressivamente, se entupindo com a idade. É um processo normalmente lento que leva à morte de algumas partes da retina causando cegueira. O glaucoma, portanto, não é apenas a pressão alta no olho. É a pressão alta no olho acompanhada da perda de campo visual (células mortas da retina) e das fibras nervosas do nervo ótico que são responsáveis por transmitir a imagem capturada pela retina para o cérebro.

O glaucoma é frequente depois dos 50 anos. Portanto, a partir dos 40 anos, o paciente deve ter a pressão dos seus olhos medida toda vez que for ao médico oftalmologista. Existe também o glaucoma agudo em que, como o próprio nome já diz, é uma situação aguda, ou seja, passageira. Ele causa muitos sintomas de dor e o paciente, normalmente, tem de ir para o pronto-socorro. Porém, é o glaucoma crônico que ocorre com maior frequência. E mesmo estando em uma fase muito avançada, o glaucoma crônico pode não causar nenhum sintoma. Portanto, é indispensável medir a pressão do olho.

Quando o oftalmologista diagnostica o problema nas fases iniciais, pode tratar por meio de colírios, laser ou cirurgia, buscando a normalização da pressão e evitando assim a progressão da doença. Mas, infelizmente, depois que a cegueira já foi causada pelo glaucoma, não há mais meios para revertê-la.

RETINOPATIA

Retinopatia são lesões na retina, não inflamatórias, decorrentes de alguma outra doença. A retina tem a função de receber ondas de luz e convertê-las em impulsos nervosos que são transmitidos para o cérebro, permitindo, dessa forma, enxergar. Portanto, pacientes com retinopatia apresentam perda da visão. O tipo de retinopatia mais comum nesta faixa etária é a diabética e a causada pela hipertensão arterial, chamada de retinopatia hipertensiva.

Em ambas as situações, são causadas por alterações nos vasos sanguíneos de dentro da retina. Na retinopatia diabética, o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos. Na retinopatia hipertensiva, as alterações vasculares da hipertensão arterial (conhecida, popularmente, como “pressão alta”) interferem da mesma forma, nos vasos sanguíneos que irrigam os olhos. Por sorte, nos olhos, a realização de um simples exame oftalmológico já permite que o especialista observe esses vasos determinando a gravidade da doença. Este é o chamado exame do fundo de olho direto e/ou indireto realizado mediante a dilatação da pupila. É importante não apenas para diagnóstico, mas também como parâmetro de prognóstico. É importante esclarecer que, no começo, o paciente não sente alteração na visão, até a retina estar comprometida, quando é mais difícil tratar e impedir perda da visão.

Outra causa de baixa de visão em pacientes com hipertensão arterial é decorrente do acometimento da mácula, por micro sangramentos ou edema (inchaço). A mácula é região da retina responsável pela visão de detalhes. Essas alterações (sangramento e edema) não são observadas do lado de fora do olho do paciente, apenas pelo exame de fundo de olho e podem ser confirmadas por exames como angiofluoresceinografia e OCT (tomografia de coerência óptica).

Tratamento

Ainda não existe cura para a retinopatia hipertensiva e diabética, mas há como preveni-la, evitar a sua evolução e em alguns casos recuperar parte do dano. Todo paciente com pressão alta ou diabetes deve realizar um exame de fundo do olho no momento do diagnóstico e investigar a existência de outras doenças associadas como glaucoma, por exemplo, que ameaça a visão.

DEGENERAÇÃO MACULAR SENIL

Degeneração macular significa a degeneração da parte da retina chamada mácula levando a perda da visão central. Não se sabe direito a causa, mas acredita-se que a degeneração ocorra devido à exposição intensa da mácula aos raios de luz durante a vida. Por isso, a idade é o fator de risco para esta doença que é mais frequente após os 60 anos de idade.

Os pacientes não ficam cegos, uma vez que mantêm uma visão de campo. Mas, frequentemente, têm os dois olhos acometidos e perdem a capacidade de enxergar quando centram a atenção visual em uma direção como, por exemplo, para assistir televisão, ver objetos ou pessoas. O sinal mais precoce da degeneração macular é a presença de drusas na retina. Drusas são pequenos depósitos abaixo da retina que só podem ser observados no exame de fundo de olho ou com uso de equipamentos especiais. De acordo com o número e tamanho das drusas pode-se determinar o risco do paciente perder visão.

O tratamento para a degeneração macular senil melhorou muito nos últimos quatro anos, a partir do laser e, mais recentemente, com o uso de injeções e implantes intraoculares. Foi uma verdadeira revolução e, agora, consegue-se evitar muitos casos de cegueira. Mas o tratamento deve ser precoce, pois no momento em que a mácula é destruída, não existe possibilidade de regeneração. A injeção de medicamento dentro do olho é pouco dolorida e apresenta mínimo risco de infecção. É fundamental conversar com seu médico sobre os riscos de infecção e os sinais e sintomas de uma possível complicação.

Muitos trabalhos científicos buscam entender melhor esta doença e a cada ano surgem muitas informações novas. Estão sendo testadas novas drogas que agem como as injeções anti-VEGF, mas que permanecem por mais tempo dentro do olho, reduzindo a frequência das injeções. Entretanto, estas drogas ainda não estão disponíveis para uso fora de protocolos de pesquisa. Outra linha de pesquisa que pode resultar em tratamento no futuro utiliza células tronco.

Consulte regularmente um oftalmologista. Proteja a saúde dos seus olhos.

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