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menstruação

Alterações no fluxo menstrual necessitam de acompanhamento médico

imagem menstruação

A menstruação é o sangue proveniente da descamação de uma camada de tecido dentro do útero chamada endométrio. Este tecido cresce e se torna espesso (grosso) pela ação do estrogênio e da progesterona (hormônios produzidos pelos ovários). O estrogênio é o hormônio que estimula a formação do endométrio e a progesterona é o hormônio secretado após a ovulação para receber o óvulo fecundado. Quando a gravidez não ocorre, este tecido que teve sua espessura aumentada pela ação dos hormônios descama e é expulso pelo útero para fora do corpo juntamente com o óvulo que não foi fecundado. Está caracterizada desta forma a menstruação.

Após todo sangue eliminado, dá-se início a um novo ciclo. O endométrio cresce novamente pela ação dos hormônios na espera de mais um novo óvulo para ser fecundado. 

O tempo de menstruação considerado normal varia de 3 a 5 dias. É importante ressaltar que as mulheres que usam DIU de cobre tendem a sangrar mais e por um período mais longo. Já as que fazem uso da pílula anticoncepcional tendem a menstruar pouco.

É necessário consultar imediatamente um ginecologista se houver algum dos seguintes sinais de sangramento anormal:

  • Menstruações extremamente intensas, especialmente se o fluxo não costuma ser intenso;
  • Menstruações que dure mais de sete dias, ou com duração de dois ou mais dias acima do normal;
  • Menstruações frequentes, com intervalos menores do que 21 dias, entre o início de dois ciclos seguidos;
  • Escape ou sangramento entre menstruações;
  • Sangramento vaginal após relação sexual.

Na adolescência é comum o sangramento intenso devido a ciclos sem ovulação, característicos do início da vida menstrual. Isso ocorre pelo crescimento do tecido do endométrio, sem a ação da progesterona, que até a entrada da puberdade permanece "em repouso" (sem produção). Quando o útero descama havendo apenas a ação do estrogênio, pode provocar uma menstruação mais intensa, inclusive, com coágulos de sangue. Independente da idade, o mesmo pode acontecer em mulheres que não ovulam pois, a progesterona, só é secretada se houver ovulação.

Mas atenção: em todas as idades, coágulos no fluxo menstrual podem ser sinal de algum problema e é preciso procurar um médico. As causas mais comuns que provocam este tipo de hemorragia são miomas, pólipos endometriais e endometriose.

CAUSAS DE ALTERAÇÕES NA MENSTRUAÇÃO

  • Desequilíbrio hormonal: sangramentos irregulares ou intensos podem ser causados por um desequilíbrio na produção de estrogênio e progesterona dos ovários. Outras anomalias hormonais, como nível baixo de hormônio tireoidiano, também podem causar mudanças na menstruação.
  • Contraceptivos hormonais: muitos contraceptivos hormonais, geralmente indicados para controle de natalidade, podem estar associados ao sangramento irregular.
  • Gravidez: pode haver sangramento uterino anormal durante uma gravidez normal, gravidez nas trompas (gravidez desenvolvida na tuba uterina) ou ameaça de aborto (muitas vezes, a mulher ainda nem sabe que está grávida).
  • Miomas: esses tumores não cancerosos, que crescem no útero ou ao redor dele, são causa comum de sangramento uterino prolongado ou intenso. Às vezes, eles também podem causar cólicas menstruais, dor nas costas, ou problemas na defecação ou micção. Embora a causa dos miomas seja desconhecida, o seu crescimento pode ser estimulado por picos de estrogênio na perimenopausa (período que antecede a menopausa). Os miomas geralmente regridem com a redução da produção de estrogênio após a menopausa. Entretanto, a reposição hormonal, pode impedir essa diminuição espontânea de tamanho.
  • Adenomiose: menstruações e cólicas intensas podem ocorrer quando o tecido da membrana que reveste o útero (endométrio) invade a musculatura uterina. Esses sintomas geralmente são resolvidos após a menopausa.
  • Anomalias no revestimento do útero: extensões não cancerosas do endométrio (revestimento do útero), como pólipos ou hiperplasia (crescimento excessivo do endométrio) podem causar sangramento uterino anormal.
  • Câncer: em casos raros, câncer no útero, na vagina ou no colo do útero pode causar sangramento vaginal anormal. A realização regular de exames pélvicos e teste papanicolau pode diagnosticar essas doenças precocemente para permitir um tratamento eficaz.
  • Outras causas: interferências na coagulação normal do sangue, por anticoagulantes, aspirina e óleo de peixe, podem causar sangramento uterino anormal. Outras doenças da vagina e do colo do útero, incluindo infecções, também podem ser a origem do sangramento, ao invés da causa ser do próprio útero. A mulher pode anotar seus períodos menstruais em um calendário para definir o que é um padrão normal ou anormal e ficar atenta as irregularidades que necessitam de acompanhamento médico.

Existem vários testes para identificar as causas do sangramento uterino anormal: exame da área pélvica com ultrassom comum ou com injeção de soro fisiológico, análise do tecido do revestimento do útero com biópsia do endométrio, histeroscopia.

A histeroscopia é um método moderno que substitui a curetagem para fins de diagnósticos. Trata-se de uma endoscopia através da qual avalia-se o canal cervical (a parte interna do colo do útero) e a cavidade do útero. Pela histeroscopia é possível investigar toda a cavidade do útero e realizar biópsia. Este método além de mais moderno é muito mais eficiente pois torna-se possível verificar todo o revestimento da cavidade uterina.

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