logo extrafarma

A versão deste navegador nao é compatível com este site.
Por gentileza, atualize seu navegador aqui
Ou baixe uma das opções abaixo:
Google Chrome , Firefox.

Assuntos

OS DIFERENTES TIPOS DE DORES DE CABEÇA: CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO

imagem OS DIFERENTES TIPOS DE DORES DE CABEÇA: CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO

As dores de cabeça, também chamadas de cefaleia, é uma queixa frequente na população e representa um sintoma muito inespecífico, que pode estar relacionado principalmente à enxaqueca, às tensões psicológica ou muscular, estado febril, problemas nos olhos ou nos seios paranasais (sinusites), distúrbios na articulação mandibular, doenças inflamatórias dos vasos sanguíneos (arterite temporal, especialmente em idosos) e nas condições graves, as meningites, AVC, tumores na cabeça, entre outras.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, e cerca de 70% das mulheres e 50% dos homens apresentam pelo menos um episódio de cefaleia ao mês. Quanto a famosa enxaqueca, ela representa um dos tipos de cefaleia e chega a afetar 15% da população brasileira (31 milhões de pessoas). Um número alarmante e, embora seja o tipo mais doloroso, o neurologista Prof. Dr. Milberto Scaff esclarece que não indica presença de doença grave. Entretanto, em pessoas que abusam de medicamentos, especialmente aqueles com ação vasoconstritora, estão sujeitas a desenvolver uma isquemia cerebral, o que é preocupante e sério.
A dor de cabeça quando não é secundária a doenças, são investigadas a partir de sinais e sintomas clínicos, e não há exames de laboratório que possam esclarecer a causa da dor. Nesta situação, para diagnosticá-la, o que leva em conta é o quadro clínico do paciente.
As cefaleias podem ser agudas ou crônicas. Diferente da cefaleia do tipo enxaqueca, os outros tipos sempre tem uma causa desencadeante que pode ser grave ou não. Quando é passageira ou dura pouco tempo (de 1 hora até vários dias, e é esporádica) chamamos de cefaleia aguda. Se for contínua ou recorrente a algum estímulo (“vai e volta” – tal como o tipo enxaqueca), é tida como cefaleia crônica.
O fato de ser aguda ou crônica não é o que determina a gravidade. A crônica é o sintoma da doença que persiste, o que não significa que esta doença seja perigosa e fatal. Por outro lado, a cefaleia aguda pode ser secundária a patologias graves como AVC, meningite e tumores que levam à morte.

Dor de cabeça que representa risco de vida
Quando a dor de cabeça é sintoma de doença grave, alguns sinais indicam a necessidade de assistência médica imediata. Dentre esses, podemos citar: rigidez de nuca (pescoço duro), febre alta, confusão mental ou sonolência, presença de paralisias ou outro déficit, dor que não melhora com analgésicos comuns e dor de cabeça súbita durante realização de esforço físico. É também aconselhável que toda pessoa que apresente, pela primeira vez, uma dor de cabeça com características diferentes das habituais procure orientação médica.

Cefaleia tensional
cefaleia tensional (a tradicional dor de cabeça causada por tensão, estresse ou postura inadequada) origina-se por alteração da musculatura da cabeça e região cervical (nuca), através de contraturas e hipertonia (aumento do tônus muscular), ocasionando dor contínua, geralmente em peso, afetando mais frequentemente a região frontal da cabeça. Também pode se manifestar em forma de pressão ou aperto em toda a cabeça. Normalmente, costuma ocorrer ao final do dia. É recomendado analgésico com relaxante muscular na composição, para o alívio da dor.

Cefaleia de causa ocular
As cefaleias de causa ocular podem ser devidas à necessidade de óculos ou a doenças da córnea, como o glaucoma, por exemplo.  Dores assim, geralmente, ocorrem após esforço visual relacionado à leitura. Quando a dor de cabeça for por esforço visual, o paciente não costuma acordar se queixando dela, como ocorre nos casos de doenças oculares relacionadas ao glaucoma ou a outras inflamações no globo ocular. Dores de cabeça secundárias a inflamações são tratadas com anti-inflamatórios não esteroides e analgésicos.

Cefaleia da enxaqueca
A enxaqueca é um tipo de cefaleia caracterizado por crises de dor intensa, latejante, afetando, normalmente, apenas um lado da cabeça (apesar de também poder afetar ambos os lados). Costuma ser acompanhada por náuseas e vômitos, tonturas, alterações visuais, fotofobia e fonofobia (repúdio a luz e sons, durante as crises), além de outros fenômenos menos frequentes, como vertigens e embaçamento visual.  Muitas vezes, estes sintomas manifestam-se antes da instalação do quadro doloroso, como se estivessem anunciando a crise de dor. Chamamos esse estado de aura da enxaqueca. A enxaqueca também pode desaparecer — são os denominados períodos de acalmia — para retornar após anos.

Causas da enxaqueca
Costuma ser mais frequente entre mulheres (25 a 45 anos), tem forte componente familiar e torna-se mais intensa nos períodos menstruais. Apesar da predisposição para a enxaqueca ser por toda a vida, sabe-se também que as variações hormonais naturais na mulher predispõem ao seu aparecimento. Na menopausa, por exemplo, há um alívio ou desaparecimento da dor em várias mulheres que sofrem de enxaqueca. Durante a gravidez, principalmente, no segundo trimestre, também ocorre uma trégua nas crises.

Outros fatores desencadeantes da enxaqueca: estresse, alimentos (vinho tinto, chocolate amargo, embutidos, queijo forte, glutamato de sódio), medicamentos (vasodilatadores, anticoncepcionais), jejum prolongado, ingestão de álcool, odores fortes, falta ou excesso de sono.
Acredita-se que muitos desses fatores precipitantes (estresse, alimentos ou substâncias químicas) levam a mudanças bruscas no calibre de vasos cerebrais (vasoconstrição e vasodilatação), e consequente liberação de substâncias químicas que causam dor. Somente as pessoas com predisposição para a enxaqueca seriam sensíveis a tais mudanças e teriam as crises de dor de cabeça.

Tratamento da enxaqueca
Para o controle da enxaqueca é utilizado medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (com orientação médica) ou os específicos para enxaqueca que reúnem uma combinação de substâncias (vendidos sem receita médica). No caso de enjoos típicos da crise forte, é importante tomar os antieméticos em conjunto com o analgésico para evitar que, em caso de vômitos, perca-se o efeito do analgésico. Acredita-se, inclusive, que os antieméticos associados aos analgésicos têm um efeito melhor sobre a dor. Entretanto, vale lembrar que o uso abusivo de analgésicos ou outras drogas podem trazer graves consequências, inclusive o efeito rebote, tornando a dor mais frequente.
Muita gente sofre com várias crises mensais e tornam-se escravos da dor. Essas pessoas acreditam que por se tratar de doença que não mata, a enxaqueca não necessita de tratamento específico. Na verdade, mesmo não existindo a cura, ela pode ser tratada com terapêutica adequada.  Segundo o neurologista Prof. Dr. Milberto Scaff, a enxaqueca pode ser controlada com a utilização de medicamentos ditos profiláticos (aqueles administrados independentemente da presença da dor) e com medicamentos recomendados quando a dor se manifesta. Com o controle correto, a vida do paciente torna-se absolutamente normal e, com o passar do tempo, as crises mais fortes são mais raras. Quanto aos outros tipos de cefaleia, diante de crises frequentes ou intensas, procure ajuda médica para o diagnóstico correto.

Assuntos