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anticoncepcional

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A escolha pelo melhor método anticoncepcional deve ser feita pela usuária com ajuda do ginecologista que irá orientar a melhor opção para cada caso. Uma mulher com miomas, que sente forte cólica menstrual ou que menstrua em abundância, tende a ter contraindicação para o uso do DIU, por exemplo. Portanto, é importante uma consulta com seu médico para entrar em um consenso. O ginecologista e obstetra Prof. Dr. Thomaz Gollop esclarece sobre os métodos anticoncepcionais disponíveis, assim como riscos, benefícios, indicações e contraindicações:

  • DIU de cobre: dispositivo intrauterino em formato de “T” cilíndrico que é inserido dentro do útero pelo ginecologista. Tem vida útil de dez anos quando, então, deve ser substituído.  Pode ser usado durante toda a vida reprodutiva para impedir a gravidez. No momento em que a mulher desejar um filho, o DIU deve ser removido pelo médico, e a partir do ciclo menstrual seguinte, ela já está apta para a gravidez.
  • DIU medicado: tem durabilidade de cinco anos e também pode ser usado sequencialmente (quando se tira o vencido, pode ser colocado outro novo no mesmo momento). Libera pequenas e constantes quantidades do hormônio progesterona na camada interna do útero que impede o crescimento do endométrio. Mulheres que desejam parar de menstruar também podem se fazer valer deste método. Há também outras indicações para o uso do DIU medicado, como, por exemplo, casos leves e moderados de endometriose e em algumas patologias que evoluem com hemorragia no climatério (a critério médico).  

Os dois tipos de DIU, uma vez retirados, não comprometem a fertilidade. Uma consideração importantíssima é que as mulheres que venham a contrair doença inflamatória pélvica aguda (DIPA) podem ter o seu quadro muito piorado em função da presença de um DIU. Neste caso, o DIU deve ser retirado quando da introdução da terapêutica adequada.

  • Anel vaginal com hormônio: o anel vaginal é recomendado pelo fabricante para ser usado por 21 dias e 7 de descanso. Pode, entretanto, ser usado por 4 ciclos seguidos de 21 dias, ou seja, totalizando 84 dias de uso contínuo durante os quais a mulher poderá não menstruar.  O anel vaginal combina dois tipos de hormônios: estrogênio e progesterona.
  • Adesivos hormonais: os adesivos são a base de hormônios que são absorvidos pela pele. São em número de 3, colocados cada um por período de 7 dias a partir do primeiro dia da menstruação, totalizando 21 dias de uso (3×7 adesivos).  Há um período de 7 dias de descanso (sem adesivo).
  • Pílula anticoncepcional: os efeitos colaterais costumam atingir cerca de 10% das usuárias. Entre eles podemos citar: ganho de peso, celulite, retenção de líquidos, dor nas mamas, dor de cabeça e dilatação dos vasos nos membros inferiores (pernas).
  • Existem outros métodos anticoncepcionais menos divulgados, também à base de hormônios. A injeção mensal, por exemplo, é bem tolerada por algumas pacientes, embora, às vezes, provoque perdas de sangue no meio do ciclo. É importante esclarecer que, em se tratando de métodos hormonais, existem algumas contraindicações: a mulher não pode ser diabética, hipertensa, obesa nem ter tendência à flebite (inflamação das veias).
  • Preservativo: a popular "camisinha" é um excelente método anticoncepcional, apesar de alguns homens e mulheres considerarem-na desconfortável. Em várias situações, o incômodo diz respeito a problemas culturais pois, nos Estados Unidos e na Europa, é um método altamente aceito e com bons resultados. Os benefícios do preservativo vão além da contracepção. É o único método anticoncepcional que atua como barreira contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive contra a AIDS, HPV (Papilomavírus) além das hepatites tipo B e C.
  • Diafragma é outro método muito bom, sem nenhum tipo de efeito colateral. Basta a mulher colocá-lo antes do ato sexual e mantê-lo por dez horas após a relação. É possível ter várias relações durante esse período, sem precisar tirá-lo. Essa é uma vantagem sobre a camisinha, apesar de não proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis.
  • Os métodos naturais, para quem se adapta a eles, representam uma alternativa: a tabelinha e o coito interrompido são maneiras pelas quais o homem também participa do planejamento familiar. Existem casais que usam coito interrompido por anos e se dão bem. Nesse caso, o homem não deposita seu sêmen dentro da mulher. Porém não é um método totalmente seguro, podendo ocorrer a gravidez. Para maior segurança é importante que a relação sexual seja fora do período fértil da mulher. O método da tabelinha consiste em abster-se de relações sexuais nos dias férteis. Em uma mulher com ciclo absolutamente regular, o método oferece risco mínimo de falha, quando são respeitados rigorosamente os dez dias de abstinência sexual. Em um ciclo de 28 dias, por exemplo, a ovulação habitualmente ocorre no meio do ciclo, por volta do 14º dia. Como margem de segurança, não se aconselha ter relações 5 dias antes e 5 dias após a ovulação, levando-se em conta que o óvulo pode sobreviver por até 24 horas e os espermatozoides por no máximo 5 dias.

Atualmente, as opções para evitar a gravidez indesejada são muitas. Garantir uma contracepção eficiente é uma questão de responsabilidade, não apenas da mulher como do homem também. Finalmente, temos de considerar os dois métodos definitivos de contracepção: a ligadura de trompas e vasectomia.

  • A vasectomia não representa nenhum risco à saúde do homem ou à sua potência. O mito machista que associa a impotência à vasectomia expressa o medo de que a masculinidade e a virilidade estejam vinculadas aos órgãos genitais, e de que qualquer intervenção sobre eles possa causar danos ao desempenho sexual. Não existe qualquer possibilidade de distúrbios de ereção em decorrência da vasectomia pois os mecanismos da ereção e do sistema reprodutivo são completamente independentes. O homem vasectomizado segue sua vida sexual absolutamente normal, apenas não podendo gerar filhos. A vasectomia também não altera a quantidade de sêmen eliminada em cada ejaculação (em torno de 1,5 a 5 ml, pouco menos de uma colher de chá), pois os espermatozoides colaboram com menos de 1% desse volume, sendo o restante fabricado pela próstata e vesículas seminais. Vale lembrar que os homens candidatos à vasectomia podem valer-se dos bancos de sêmen, sendo este previamente coletado e devidamente conservado e, no caso de arrependimento da vasectomia, podem recorrer a reprodução assistida. Com os avanços da medicina, hoje também já é possível coletar espermatozoides diretamente do testículo de homens vasectomizados. 
  • Laqueadura também chamada de ligadura de trompas, laqueadura tubária, ligadura tubária é um método de esterilização definitiva por meio de cirurgia. As trompas de falópio são amarradas ou cortadas para impedir que óvulo e espermatozoides se encontrem, evitando desta forma, a gravidez. Além dos benefícios de ser um método eficaz e permanente, estudos comprovam que a ligadura de trompas reduz o risco de doenças inflamatórias pélvicas e protege a mulher contra o câncer de ovário.
  • Método de emergência – pílula do dia seguinte: contém 1,5 mg de levonorgestrel e deve ser usada preferencialmente nas primeiras 72 horas após uma relação sexual desprotegida. Em alguns casos, a pílula pode ocasionar vômitos, fadiga, náuseas e sangramentos. Jamais utilizar como método anticoncepcional frequente, pois além do medicamento não apresentar 100% de eficácia, perde também suas características se ingerido usualmente.  O Ministério da Saúde facilitou acesso à pílula do dia seguinte, distribuindo gratuitamente o medicamento, contudo existem orientações médicas para que a usuária não tenha a saúde comprometida. Este medicamento é contraindicado para quem possui problemas de hipertensão vascular, obesidade mórbida e doenças hematológicas. A alta quantidade de hormônios pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem as artérias.

Vimos que para garantir uma contracepção eficiente torna-se apenas uma questão de escolha do melhor método, envolvendo, até mesmo, a quebra de preconceitos. É importante não esquecer que de todos os métodos anticoncepcionais citados, o único que protege contra as doenças sexualmente transmissíveis é a popular camisinha e, portanto, o preservativo deve continuar sendo usado.

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