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diabetes, doença silenciosa

imagem diabetes, doença silenciosa

A palavra diabetes origina-se do grego e significa “sifão”. A doença recebeu este nome por causar uma emissão frequente e abundante de urina. Existem dois tipos de diabetes: o diabetes mellitus, que é o mais comum e frequente, e o diabetes insípido, que costuma ser raro.

O diabetes insípido está relacionado a uma disfunção da hipófise e ocorre por uma deficiência do hormônio antidiurético. Consequentemente, provoca grande eliminação de urina. 

Já o diabetes mellitus é uma doença de origem pancreática (órgão produtor de insulina), causado por um distúrbio no metabolismo da glicose. Quanto mais alto o nível de glicose no sangue, mais água o corpo necessita para diluí-la e eliminá-la. Desta forma, o paciente com diabetes mellitus sente muita sede, tem micção frequente e urina adocicada.

Porém, o diabetes mellitus e o diabetes insípido são doenças completamente diferentes, que apenas tem em comum, a alta produção e eliminação de urina. E é por isso, que ambos levam o nome de diabetes (sifão).

Neste artigo vamos abordar o diabetes mellitus que afeta cerca de 13,4 milhões de pessoas no Brasil e é caracterizado como tipo 1 e tipo 2. Os dois tipos têm em comum a hiperglicemia embora sejam divergentes tanto do ponto de vista de gênese da doença como do ponto de vista de tratamento. Mas antes de explicar este tipo de diabetes você deve entender o que é a hiperglicemia e a importância da insulina no metabolismo da glicose.

Hiperglicemia e insulina

Hiperglicemia significa a elevação de glicose no sangue. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e responsável por transformar a glicose (açúcar) dos alimentos em energia para o corpo. Quando o organismo não fabrica insulina ou não é capaz de utilizá-la adequadamente, o corpo não consegue usar a glicose dos alimentos e esta passa para o sangue mantendo-se na circulação.  Apesar de todo paciente diabético apresentar hiperglicemia, não significa que pessoas que tenham um episódio de hiperglicemia sejam diabéticas. Uma alimentação excessiva, por exemplo, pode provocar um quadro de hiperglicemia.

DIABETES MELLITUS TIPO 1

O diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes juvenil ou diabetes insulino-dependente, é a forma mais grave do diabetes mellitus e se inicia, em geral, na infância ou adolescência, quando ocorre a destruição das células produtoras de insulina. O nível deste hormônio cai virtualmente a zero e há dependência de reposição da insulina por injeções subcutâneas. Habitualmente, não existem outros casos de diabetes na família e o componente genético não é importante.

É caracterizado como doença autoimune e as causas são desconhecidas. Nas doenças autoimunes ocorre um desequilíbrio do sistema imunológico que altera sua função de defesa e ataca o próprio organismo. No diabetes tipo 1, esses anticorpos atacam e destroem a célula pancreática (célula beta) que gera a insulina. Não existe prevenção para este tipo de diabetes e o tratamento baseia-se na administração de insulina. A falta de insulina pode levar a grave desidratação e coma.

DIABETES MELLITUS TIPO 2

O Diabetes tipo 2 inicia-se na idade adulta, em geral após os 40 anos, e há um forte componente familiar tendo vários membros da família afetados, na maioria dos casos. É conhecido como diabetes do adulto ou diabetes não-insulino-dependente sendo, este tipo, o mais frequente na população atingindo uma proporção de 4 em cada 5 casos de diabetes mellitus.

Enquanto no diabetes tipo 1 o pâncreas não produz insulina, no tipo 2 a insulina é produzida normalmente, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica.  A obesidade é uma das principais causas do diabetes tipo 2,  o que torna esta doença um problema de saúde pública atingindo 10% da população mundial. O excesso de peso leva a um aumento da produção de insulina pelo pâncreas para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge então, o diabetes.  

Ao menos nos primeiros anos do diabetes tipo 2, não há necessidade do uso de insulina, podendo-se controlar os níveis de glicose com comprimidos, alimentação balanceada e atividades físicas.

Fatores que podem desencadear o diabetes tipo 2

  • Forte estresse físico: infecções graves, infarto do miocárdio, derrame cerebral ou cirurgias, por exemplo. São situações que podem alterar a glicemia e impedir que o corpo produza insulina ou a utilize de forma adequada.  
  • Uso constante de medicações contendo cortisona: aumenta os níveis de glicose no sangue e, da mesma, forma pode desregular a insulina.
  • Estresse emocional: durante a emoção, há liberação de hormônios chamados contrarreguladores, isto é, que se opõem aos efeitos da insulina.  Dessa forma, é possível tanto o desencadeamento, como a piora do diabetes já instalado. Existem relatos na literatura médica de pequenas "epidemias" de diabetes em cidades acometidas por grandes catástrofes (terremotos e furacões), o que reforça essa tese.

No diabetes tipo 2, a prevenção é, até certo modo, possível. Se existem casos de diabetes na família, o indivíduo deve controlar o peso adotando hábitos de vida saudáveis, tanto em relação à atividade física, como em relação ao comportamento alimentar.

Outras formas de diabetes

Diabetes gestacional: pode ocorrer em qualquer mulher e não é comum a presença de sintomas.  Costuma ser um aviso de uma tendência para a manifestação posterior de um diabetes não relacionado à gravidez. Algumas mulheres tem maior risco de desenvolver a doença e devem estar mais atentas. 

São considerados fatores de risco para o diabetes gestacional:  idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 quilos) ou de diabetes gestacional, história familiar de diabetes em parentes de 1º grau, história de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação e gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

Segundo o obstetra e ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop, o diabetes gestacional tem, normalmente, uma evolução benigna e é mais facilmente compensável que aquele observado em paciente anteriormente diabética. Se não for tratado adequadamente, o diabetes predispõe a uma frequência maior de malformações no feto e também o nascimento de bebês muito grandes (acima de 4 quilos), exigindo maiores cuidados durante o parto.

A hiperglicemia da mãe provoca um aumento da secreção de insulina no bebê. Após o nascimento, essa insulina abaixa os níveis de glicose no recém-nascido, devido à ausência da grande fonte de glicose existente na vida uterina, provocando a hipoglicemia (queda nos níveis de glicose no sangue). Os tremores são a representação mais comum da hipoglicemia no recém-nascido.

Existem também, formas raras do diabetes mellitus:

 

  • Diabetes associado à desnutrição: que ocorre apenas em algumas regiões da África, Ásia e Caribe;
  • Diabetes associado ao alcoolismo: por pancreatite alcoólica grave;
  • Diabetes por síndromes genéticas muito raras.

Pré-diabetes

Pré-diabetes é quando o nível de glicose no sangue está mais alto que o normal mas não atinge o valor para o diagnóstico de diabetes. Estudos indicam que a cada ano, 7 milhões de pessoas no mundo desenvolvem o diabetes. Atualmente são 250 milhões de pessoas acometidas pela doença. A mudança de hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos são as principais medidas preventivas. O controle glicêmico reduz o risco da evolução do diabetes.

MITO

Muitos acreditam que é a ingestão excessiva de açúcar que desencadeia o diabetes. Essa hipótese apenas tem fundamento caso a ingestão de açúcar provoque ganho de peso e o indivíduo seja predisposto ao diabetes. Não é o açúcar que é maléfico, e sim a obesidade.

Obesidade abdominal grave é quando a medida da circunferência do abdome na altura da cintura tem valores acima de 100 cm (1 metro) para homens, ou acima de 90 cm para mulheres. Observa-se, cada vez mais, o desenvolvimento do diabetes em adultos jovens. Infelizmente, não são todas as pessoas com problemas de obesidade que procuram tratamento. Nesta situação, a descoberta do diabetes em sua fase inicial passa ser um fator de "sorte" já que isso acontece apenas quando esses pacientes procuram o endocrinologista.

SINTOMAS DO DIABETES

Os sintomas do diabetes mellitus são semelhantes, independente de ser o tipo 1 ou 2. A diferença principal é que no diabetes tipo 1, os sintomas se desenvolvem rapidamente e o paciente, normalmente, emagrece. No tipo 2, surgem de forma gradativa e a obesidade, normalmente está presente. Se você tem muita sede, aumento da diurese, apetite excessivo, sente dores nas pernas e alterações visuais, pode já estar com diabetes em fase avançada.

É importantíssimo o diagnóstico precoce do diabetes. Pessoas com diabetes tipo 2 não diagnosticado, tem risco maior de apresentar acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e doença vascular periférica do que pessoas que não têm diabetes.

Se você está obeso faça o teste da circunferência abdominal e marque uma consulta no endocrinologista com urgência. Como você pode observar o mecanismo da insulina causado pela obesidade é semelhante ao mecanismo do diabetes tipo 2.

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