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dengue

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A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e mais de 100 milhões de pessoas no mundo já foram infectadas pelo vírus. É um problema de saúde pública e, em 2015, foram registrado 1.649.008 casos no Brasil. Número recordista desde 1990. Existem quatro variações diferentes de vírus da dengue, o que faz com que as pessoas possam contrair a doença até quatro vezes ficando imunizadas apenas pelo vírus que já contraiu. A dengue pode evoluir para a forma hemorrágica com comprometimento de órgãos vitais como fígado, coração e sistema nervoso e complicações como hemorragia digestiva e choque hipovolêmico. Neste caso, a taxa de mortalidade supera os 10% dos casos.

Transmissão 

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico que pica apenas durante o dia. Costuma voar baixo e tem preferência pelos pés, tornozelos e pernas. A transmissão da dengue não ocorre de uma pessoa para outra sendo necessária a picada do mosquito para contrair a doença. Quem pica sempre é a fêmea, que se alimenta de sangue humano e deposita seus ovos em água parada (limpa ou suja) para reproduzir seus filhotes. Por isso é de extrema importância eliminar os focos do mosquito evitando deixar recipientes com água parada.

Incubação
Após ser picado pelo Aedes aegypti, os sintomas da doença costumam se manifestar entre 3 e 15 dias.  

Sintomas 
Apesar de existir quatro tipos de vírus, os sintomas são os mesmos. A gravidade não tem ligação com o tipo do vírus e sim com a evolução para a forma hemorrágica devido a lesões nos vasos sanguíneos. Por outro lado existem pessoas picadas pelo Aedes aegypti que não apresentam qualquer sintoma pois nem sempre o mosquito está contaminado com o vírus da dengue.

Os sintomas podem se apresentar de forma leve a intenso e não necessariamente o paciente sente todos os listados abaixo:

  • Febre alta (38ºa 40º graus) que dura de 2 a 7 dias;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dor no corpo e nas articulações;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Falta de apetite;
  • Muito cansaço;
  • Pode ocorrer náuseas e vômitos;
  • Em alguns casos surgem erupção e coceira na pele (a partir do 4º dia).

Na forma hemorrágica acrescentam-se os sintomas de:

  • Suor frio;
  • Pressão baixa;
  • Mão pegajosa e pele fria;
  • Sangramentos na gengiva ou no nariz;
  • Dor nas costas;
  • Fezes escuras.

O período de maior gravidade começa depois dos três primeiros dias após o desaparecimento da febre. O dengue hemorrágico pode evoluir à morte por consequência do choque hipovolêmico caracterizado pela falha do sistema circulatório que dificulta a manutenção do volume adequado de sangue aos órgãos vitais. Consequentemente, a pressão arterial se torna demasiada baixa para manter a pessoa viva. É uma condição de perigo de vida que requer tratamento imediato e intensivo.

Diagnóstico
Exames de sangue com contagem de hematócrito e plaquetas ajudam no diagnóstico mas a comprovação é realizada apenas através de sorologia que detecta a presença de anticorpos contra o vírus da dengue a partir do quarto dia da doença.  Atualmente é possível ter o resultado positivo em apenas 20 minutos por meio do teste Assure IgA Teste Rápido com sensibilidade de 85% a 90% de detecção da dengue.

Na suspeita de dengue procure imediatamente assistência médica. Ela pode ser confundida com gripe e outras doenças como meningite e leptospirose sendo que pacientes com dengue devem evitar medicamentos que agravam o risco de hemorragia. Entre eles podemos citar:

  • Ácido acetilsalicílico (AAS): diminui o número de plaquetas responsável pela coagulação do sangue favorecendo, portanto, as hemorragias;
  • Anti-inflamatórios: aumentam o risco de hemorragia digestiva.

Tratamento
Não existe tratamento contra o vírus da dengue. O processo é autolimitado, ou seja, cura-se sozinho. É importante, porém, manter o corpo muito bem hidratado, repousar e evitar tomar medicamentos por conta própria pois, como já explicamos acima, alguns remédios podem desencadear a forma hemorrágica da doença. Seu médico irá receitar a medicação correta para aliviar os sintomas de dor e febre.

Vacina
Desde o início deste ano de 2016, a única vacina existente e aprovada pela ANVISA tem comprovação de segurança limitada a indivíduos entre 9 e 45 anos e está contraindicada para gestantes e pessoas com imunidade comprometida. Deve ser tomada em 3 doses com intervalo de 6 meses entre cada uma. Tem indicação terapêutica na prevenção dos quatro tipos de vírus da dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4) mas não oferece imunidade contra os vírus da Zika e Chicunguya.  A eficácia da vacina contra a dengue gira em torno de 80,8% dos imunizados.

Reconheça o Aedes aegypti 

  • Tamanho pequeno: mede em média, 0,5 cm de comprimento;
  • Cor: preto com riscos brancos no dorso, pernas e cabeça;
  • É silencioso: não faz ruído como o pernilongo;
  • Voam a uma altura média de 0,5 metros do solo, por isso picam preferencialmente os pés, tornozelos ou pernas;
  • São diurnos: preferem o começo da manhã e o fim de tarde, quando o sol não está tão forte.  Não picam a noite. Adoram os períodos de chuva quando conseguem se reproduzir.

proteção certa

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Em busca de proteção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, a procura pelos repelentes aumentou, e muito, nos últimos tempos. Porém, na hora de escolher o produto, alguns cuidados básicos são necessários. A SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) informa que bebês com até seis meses não devem usar repelente e que, em crianças menores de dois anos, o ideal é que seu consumo seja evitado, exceto se houver indicação de um profissional da saúde. 

As grávidas também precisam de cautela e prescrição médica. De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os produtos seguros para aplicação são os que contêm substâncias ativas registradas na Agência de Proteção Ambiental (EPA) ou na própria Anvisa.

Os repelentes devem contar com as seguintes substâncias, comprovadamente eficazes, contra os insetos: icaridina, dietiltoluamida (DEET) nas versões tradicional e infantil, e o IR3535.

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