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Xô, Assaduras!

imagem Xô, Assaduras!

Pele irritada, dolorida e sensível ao toque. Essas são algumas características que definem a tão temida assadura. Felizmente, existem cremes específicos tanto para preveni-las quanto para tratá-las. Quando o objetivo é a prevenção, existem tópicos cujos ingredientes possuem ativos com ação protetora (óxido de zinco), hidratante (óleos vegetais) e associações de vitaminas (B5, A e E). Já as pomadas para tratamento têm como principal componente a nistatina (ação bactericida e fungicida) associada ao óxido de zinco. O ideal é consultar um dermatologista para saber exatamente em quais locais do corpo os produtos são recomendados. Em geral, são usados para assadura nas dobras, cotovelos e joelhos.

Sorriso saudável

imagem Sorriso saudável

O seu sorriso é o seu cartão de visitas. E para deixá-lo sempre bonito é necessário manter sua boca saudável. A correta higiene bucal deve fazer parte da rotina, assim como tomar banho.

De acordo com Eliana Lourdes Savian Serai, especialista em dentística restauradora e estética pela Universidade de São Paulo (USP), a higiene completa consiste na escovação de, no mínimo, três vezes ao dia, sempre após as principais refeições, o uso do fio dental diariamente, limpeza lingual e, se recomendado pelo dentista, o bochecho com enxaguante bucal. “Além dos cuidados de higiene, é necessário escolher uma boa escova com cerdas retas e macias, com cabeça pequena e cabo não angulado e ainda fio dental ou fita dental de qualidade.”

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), coletados em 2013 e divulgados em 2015, somente um pouco mais da metade da população brasileira, 53%, admitiu fazer a higiene completa com escova de dente, pasta e fio dental. Ainda de acordo com o IBGE, 89,1% dos brasileiros escovam os dentes pelo menos duas vezes por dia. Os percentuais são mais altos entre as mulheres (91,5%), pessoas com nível superior (97,7%) e com idades entre 18 a 29 anos (94,9%).

Prevenindo doenças

“A higiene bucal pode prevenir, principalmente, as cáries, mau hálito e doenças periodontais, que acometem a gengiva e causam sangramento, mobilidade dentária, perda de osso, podendo chegar à perda dos dentes com diversas implicações na alimentação, na fala e ainda afetando negativamente a autoestima do paciente”, explica Eliana. A profissional ainda informa que a endocardite bacteriana aguda, doença cardíaca que afeta as válvulas do coração, também pode ser causada por falta de higienização correta.

Halitose

“O mau hálito que pode ser causado por consequência de problemas estomacais, refluxo, amídalas grandes e restritivas, cavidades abertas nos dentes e gengiva inflamada, entre outros, tem como principal vilã a má higiene. A halitose é um problema social extremamente limitante”, informa a especialista. A dentista explica que um paciente com mau hálito perde a confiança em si e não consegue se expressar com segurança, o que reflete negativamente em diversos aspectos da sua vida pessoal.

Atenção especial aos bebês

Os bons hábitos e higiene bucal começam literalmente no berço. Especialistas indicam que os recém-nascidos e bebês com até seis meses de vida precisam de uma limpeza realizada com gaze umedecida em água tratada por toda a gengiva, bochecha, céu da boca e língua.

Assim que os primeiros dentes já começarem a apontar, a higienização já pode ser feita com uma dedeira e, depois do primeiro ano, com escova de dente apropriada e macia. Esses cuidados evitam a “cárie de mamadeira”, que podem causar mau hálito e dificuldade na fala e mastigação. 

 

Escova de dente macia e pequena

Segundo especialistas, a melhor escova de dente é aquela que apresenta cabeça pequena e cerdas macias, no máximo médias. As cerdas duras podem machucar a gengiva. Além de optar pela escova macia, é importante maneirar na força: escovação agressiva não é sinônimo de limpeza e prejudica os dentes.

As escovas de cabeça pequena alcançam todos os cantinhos da boca e limpam os dentes por igual. Na hora da escovação, é importante lembrar que os dentes do fundo e as laterais internas também merecem atenção tanto quanto os dentes da frente.

Cuidados que sua boca agradece

  • Visite seu dentista regularmente
  • Troque a escova dental no máximo a cada três meses
  • Passe o fio dental diariamente
  • Escove o dente no mínimo três vezes ao dia
  • Evite consumir açúcar três horas antes de dormir

novembro azul

Alerta para saúde do homem

imagem novembro azul

Depois de Outubro Rosa, entra em cena Novembro Azul. Este mês é dedicado a ações para lembrar a população masculina da importância dos exames preventivos relacionados à saúde do homem, principalmente, o câncer de próstata, que representa a segunda causa mais frequente de mortes por câncer em homens com mais de 50 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, aumentam as chances de cura. O urologista Prof. Dr. Sami Arap, esclarece as principais dúvidas relacionadas ao tema:

PRÓSTATA E FUNÇÃO

A próstata é uma glândula sexual exclusivamente masculina, situada abaixo da bexiga, com o formato parecido ao de uma castanha. Tem a função de produzir o fluído que protege e nutre os espermatozoides no sêmen (esperma), tornando-o mais líquido. Cerca de 30% do volume ejaculado corresponde a secreções fabricadas pela próstata.

TUMOR NA PRÓSTATA

A próstata pode ser acometida, principalmente, por dois tipos de tumores:

  • Tumor benigno: hiperplasia benigna da próstata, também conhecida como HBP ou adenoma (tumor na glândula). Tal como o nome já diz, significa aumento benigno do tamanho da próstata. Portanto, não é câncer. No adulto saudável, a próstata pesa, aproximadamente, 20g. Na HBP pode chegar a pesar até 90g. O aumento da próstata é comum em homens com mais de 50 anos e isso não representa risco aumentado para o câncer de próstata.
  • Tumor maligno: adenocarcinoma, que é o câncer da próstata. A palavra aden vêm do grego e significa glândula. Oma, tumor. E carcinoma, câncer.

Enquanto 30 de cada 100 homens, em média, terão de se submeter a cirurgia para tratamento da hiperplasia benigna, a incidência do câncer da próstata varia com a idade e é mais alta quanto mais velho for o paciente. Pelas estimativas do INCA, em 2016, mais de 60 mil homens serão acometidos pelo câncer de próstata no Brasil.

O CÂNCER DE PRÓSTATA

Tal como os outros tipos de câncer, o câncer da próstata é resultado da multiplicação desordenada de células malignas na próstata. Em estágio avançado, essas células dirigem-se aos gânglios linfáticos (metástase) podendo alcançar, principalmente, os ossos e pulmões. O sintoma mais comum nesta fase é a dor óssea, emagrecimento e fraqueza, com elevado risco de morte.

A grande maioria, porém, cresce de forma lenta, e pode demorar entre 6 meses até 20 anos para se desenvolver, o que gera uma polêmica gigantesca quanto a necessidade da biópsia da próstata (exame que confirma o câncer), já que este procedimento pode trazer complicações desnecessárias ao paciente. O benefício da exatidão do diagnóstico não compensaria potenciais malefícios do procedimento em pacientes sem sintomas e fora do grupo de risco, pois os poucos tumores que se desenvolvem rapidamente apresentarão sintomas e, neste caso, justificaria a biópsia e o tratamento com a agilidade necessária para a cura.

FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS

Por ter um crescimento lento, normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. Mas pela próstata estar localizada na parte inicial da uretra e abaixo da bexiga, os primeiros sintomas que indicam o crescimento do tumor, estão relacionados a obstrução da micção, semelhantes aos que ocorrem na hiperplasia benigna da próstata:

  • Jato urinário fraco, intermitente, dificultoso e com gotejamento final
  • Aumento da frequência diurna de micção e nictúria, ou seja, acordar uma ou mais vezes durante a noite para urinar
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Urgência miccional, caracterizada pela necessidade imperiosa de urinar

GRUPO DE RISCO

Idade: O câncer da próstata tem maior incidência após os 45 anos de idade. Homens acima de 65 anos representam a maioria, com 62% do total de casos. A partir de 80 anos, o câncer de próstata passa a ser muito frequente, o que não significa maior risco de morte pelo tumor.

Histórico familiar: estudos mostram que a incidência do câncer da próstata é 3 a 8 vezes maior, entre filhos e irmãos de portadores da doença.

Raça: homens da raça negra apresentam incidência e mortalidade mais elevada, em relação a indivíduos da raça branca.

Fatores hormonais: pesquisas indicam que anormalidades no metabolismo de esteroides sexuais estariam envolvidos, assim como elevados níveis de testosterona, ou ainda, alterações nos níveis de alguns hormônios da glândula da hipófise.

Alimentação rica em gorduras: também tem sido relacionada ao aparecimento do câncer da próstata, porém, estudos controlados não conseguiram comprovar essa associação, nem o possível fator protetor da vitamina A. Especula-se, ainda, sobre a influência do cádmio e do zinco na origem do processo. Porém, esses dados, e outros que especulam sobre a influência do meio ambiente, necessitam de melhor investigação. Deve-se ressaltar, entretanto, que nem a atividade sexual nem fatores infecciosos estão diretamente envolvidos.

Outros fatores envolvidos: sedentarismo e obesidade

EXAMES PREVENTIVOS

O exame preventivo do câncer da próstata consiste basicamente na realização de consulta urológica e exames subsidiários, caso necessário.

Consulta: é feita avaliação dos eventuais sintomas e, também, o exame físico, que consiste principalmente no exame digital da próstata, efetuado através de toque retal (introdução do dedo pelo ânus). O exame não é doloroso e permite a obtenção de informações muito valiosas para o médico, como o tamanho da glândula, sua consistência, presença de nódulos ou de áreas endurecidas.

Exames: a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) é o exame de sangue mais importante e controverso na atualidade. Tem como base, o fato de que no câncer da próstata, a produção dessa substância pode estar até 10 vezes mais elevada. Porém, como medida de prevenção ao câncer de próstata, é válido apenas em conjunto com a avaliação do médico pelo toque retal e a existência de sintomas, para evitar resultado falso positivo, seguido de biópsia desnecessária em homens que não façam parte do grupo de risco.

A biópsia prostática pode, em alguns casos, causar sequelas, tais como, incontinência urinária ou impotência sexual e por isso, estes riscos não compensariam a biópsia sem indicações estritamente precisas.

Em nota, o Ministério da Saúde esclarece: “apenas os exames de PSA e toque retal, não conseguem diferenciar cânceres graves e mortais, de cânceres que cresceriam lentamente e não viriam a matar o homem. Ou seja, muitos acabam sendo expostos a eventuais complicações desnecessariamente, por uma biópsia realizada devido a um resultado de PSA falso positivo”.

A dosagem do PSA pode se apresentar elevada por outros fatores que não implica necessariamente, no diagnóstico de câncer da próstata, tais como: hiperplasia benigna da próstata, prostatites agudas, massagem prostática, relação sexual e exame de ultrassom transretal.

TIPOS DE CÂNCER E TRATAMENTO

O tratamento do câncer da próstata depende, fundamentalmente, da idade do paciente, do grau de diferenciação celular do tumor e do estágio em que o tumor se encontra: ou seja, se está restrito à próstata, se atingiu estruturas vizinhas, se comprometeu gânglios linfáticos ou órgãos à distância (metástase).

  1. Nos tumores confinados à próstata, o tratamento é cirúrgico com a prostatectomia radical (retirada total da próstata).
  2. Nos pacientes em que o tumor ultrapassa apenas localmente os limites da próstata, classicamente está indicado o tratamento com radioterapia, a qual também tem sido usada nos tumores localizados, porém com resultados de cura inferiores aos da prostatectomia radical.
  3. Os tumores disseminados para gânglios ou órgãos distantes (metástase) são tratados com hormonioterapia, a qual permite apenas o controle da doença, sem caráter curativo. O crescimento do câncer de próstata é hormônio-dependente, especificamente do hormônio masculino, testosterona. Esse tratamento tem como fundamento abolir a ação da testosterona, por meio do bloqueio de sua síntese ou de sua ação sobre a próstata. Em último caso, o bloqueio pode também ser realizado pela remoção cirúrgica dos testículos, local da síntese de testosterona.

COMPLICAÇÕES E CONSEQUÊNCIAS SEXUAIS APÓS A CIRURGIA NA PRÓSTATA

A remoção cirúrgica da próstata pode ser necessária não apenas em casos de câncer, como também na hiperplasia benigna. Os aspectos técnicos cirúrgicos e as consequências são muito distintos para cada caso.

Nos casos de câncer, já explicamos na questão anterior. Na hiperplasia benigna da próstata, o fundamento cirúrgico é a remoção apenas do tecido hiperplásico. Assim, se compararmos a próstata a uma laranja, o princípio técnico consiste em remover apenas o miolo, mantendo intacta a casca (cápsula da próstata).

Tanto a cirurgia da hiperplasia como do câncer podem ter complicações, que dependem da técnica utilizada e da habilidade do cirurgião. Em alguns casos pode ocasionar estreitamentos uretrais, provocando dificuldade para urinar ou incontinência urinária (perda do controle de micção). Quando ocorrem tais complicações, o paciente tem de se submeter à nova terapêutica para tratá-las.

Entretanto, esse tipo de cirurgia tem como consequência uma diminuição do volume ejaculado, pois, como já foi dito anteriormente, a próstata é responsável por 30% do esperma. Porém, devido às alterações decorrentes da cirurgia, o restante do líquido, no momento da ejaculação, desemboca na bexiga ao invés de sair pelo pênis. O homem passa a ter um orgasmo seco, e o esperma é eliminado junto com a urina, no momento da micção. Na prostatectomia radical, o orgasmo também é seco, porém não existe mais a formação de esperma no indivíduo. Vale ressaltar que essas alterações não alteram a libido e o prazer.

Existe um grande misticismo relacionando a próstata ao desempenho sexual masculino. É importante ressaltar que a próstata não desempenha qualquer papel no mecanismo de ereção peniana ou na libido (desejo sexual). Por outro lado, a integridade do feixe vasculonervoso (por onde passam as artérias e nervos) que atinge os corpos cavernosos do pênis é fundamental para o processo de ereção, e ele pode, com alguma frequência, ser lesado durante a cirurgia para cura do câncer da próstata, pois passa adjacente à cápsula da glândula. Dessa forma, pode ser comprometida a potência, mas não a libido do paciente. Já nas cirurgias para correção da hiperplasia benigna da próstata, a ocorrência de lesão do referido feixe é muito remota.

Mesmo que devido à cirurgia o paciente apresente distúrbio total ou parcial da ereção, deve-se lembrar, que o propósito da cirurgia é a cura de uma doença potencialmente fatal. Além disso, os avanços na pesquisa e na terapêutica da impotência sexual permitem que praticamente todos os pacientes com transtornos de ereção peniana voltem a ter atividade sexual satisfatória.

gripe e resfriado

Sintomas e tratamentos

imagem gripe e resfriado

É muito comum as pessoas confundirem gripe e resfriado. Por terem sintomas parecidos, a gripe se tornou um rótulo genérico e errado para todas as doenças do aparelho respiratório, incluindo faringite, laringite, bronquite etc. Cada uma dessas patologias é causada por vírus diferentes, e tanto o tratamento como as consequências são distintas.

A gripe é causada pelo vírus Influenza, provoca febre alta, dor muscular, nas articulações, intenso mal-estar, além de tosse e/ou dor de garganta. Quando não é diagnosticada e tratada corretamente, pode desencadear complicações como a pneumonia.

Já o resfriado não provoca febre alta. Os sintomas são coriza, espirros e um pouco de mal-estar. Às vezes vem acompanhado de dor de garganta ou tosse intensa representando um quadro conjunto de faringite, laringite, bronquite, o que não significa gripe. 

A seguir, o infectologista Prof. Dr. Vicente Amato Neto esclarece as dúvidas mais frequentes assim como os principais erros relacionados ao tratamento de gripes e resfriados.

Posso tomar antibiótico para curar a gripe mais rápido? 
Essa é uma das situações mais inadequadas que ocorrem no dia a dia. O agente causador da gripe é um vírus e antibiótico mata apenas bactérias. Tomar antibiótico para tentar curar uma gripe, além de não fazer efeito, pode trazer consequências pelo uso abusivo. Os germes vão se tornando cada vez mais resistentes e quando você realmente precisar tomar o antibiótico, pode não ser mais eficiente para a cura. Além disso, existe o risco de efeitos colaterais como reações alérgicas, diarreia e doenças no sangue.

O antibiótico só surte efeito, se junto com o quadro da gripe ou resfriado ocorrer, por exemplo, dor de garganta (faringite/amigdalite) com formação de pus (que é o que evidência a existência de bactérias). Nesse caso, o antibiótico será administrado para curar a faringite/amigdalite bacteriana e não a gripe/resfriado em si. É importante esclarecer que mesmo a amigdalite também pode ser de origem viral, e da mesma forma, não deve ser administrado antibiótico para o tratamento. A conduta neste caso é o uso de anti-inflamatórios e pastilhas para alívio da dor.

Existe remédio para vírus? Qual a diferença entre vírus e bactérias?
Vírus são minúsculos agentes infecciosos que se alojam e se multiplicam dentro das células do organismo. Cada tipo de vírus tem predileção por células de uma parte específica do organismo. No caso dos vírus da gripe e do resfriado, eles atacam as células das vias respiratórias. O maior empecilho no tratamento é eliminar o vírus, já que quase não existem remédios para as doenças virais. A dificuldade em destruir o vírus está no fato dele se alojar dentro das células, e os remédios para matá-lo, às vezes, podem eliminar as próprias células do organismo.

Já existem no mercado medicamentos seguros que agem contra o vírus da gripe, mas que surtem efeito apenas quando tomados bem no início dos sintomas. O Ministério da Saúde recomenda que todos os pacientes com sintomas de gripe e que façam parte do grupo vulnerável (gestantes, crianças pequenas, idosos e portadores de doenças crônicas) sejam medicados sem aguardar os resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento da gripe. Os antivirais são encontrados nas farmácias e também oferecidos gratuitamente pelo SUS, mas há necessidade de receita médica.

Já as bactérias são germes, ou seja, organismos vivos que tem célula própria e por isso podem ser manipuladas em laboratório para a produção de antibiótico. Cada antibiótico tem características próprias e age destruindo apenas a bactéria para o qual foi formulado. O antibiótico produzido para a bactéria “X” não mata a bactéria “Y”. Por isso, alguns antibióticos, mesmo na existência de bactéria, podem não fazer efeito.

O tratamento para a gripe é o mesmo do resfriado? Que tipos de medicamentos posso usar?
Sim. O tratamento tanto para gripe como para o resfriado se resume apenas em minorar os sintomas, ou seja: repousar, beber muito líquido, alimentar-se bem, tomar remédio contra dor de cabeça, febre e dor no corpo. Quanto aos antigripais, são compostos de substâncias para tosse e dor, e as vezes um pouco de cafeína, que além de aliviar a dor é estimulante. Mas observe: nenhuma dessas medicações tem potencial de cura. O objetivo é apenas melhorar os sintomas até o ciclo do vírus passar. É importante seguir as orientações do seu médico, pois gripe mal curada pode evoluir para pneumonia e levar inclusive, ao óbito. Idosos e diabéticos merecem atenção especial.

Qual o tempo de duração da gripe?
Os resfriados duram cerca de três a cinco dias, geram apenas um desconforto que não chega a limitar as atividades diárias. A gripe é mais forte, dura em torno de uma semana, mas o paciente pode continuar sentindo ainda um pouco de mal-estar, tosse com expectoração (expulsão de catarro) ou dor de garganta. É a fase da convalescença que pode permanecer por mais duas ou três semanas.

Algumas doenças são parecidas com gripe. Portanto, se persistirem os sintomas por mais de uma semana, busque orientação médica, principalmente se você estiver grávida. O citomegalovírus e a toxoplasmose, por exemplo, se manifestam com sintomas semelhantes aos da gripe e podem provocar malformação no feto. Nesse sentido, é importante a ajuda do médico para diagnosticar a doença. Os medicamentos a serem utilizados para controlar os sintomas da gripe na gravidez devem sempre ter orientação médica. A automedicação pode causar sérios danos ao feto.

Qual o período de encubação do vírus da gripe? E qual a forma de contágio?
Existem mais de 200 tipos de vírus do resfriado e o vírus Influenza da gripe, são de três tipos (A, B e C) com vários subtipos. Todos eles são altamente contagiosos. Pessoas com queda de imunidade ou sistema imunológico fraco ficam mais propensas ao contágio. O ciclo da gripe e resfriados tem quatro fases:

  1. Contágio: partículas do vírus de pessoa infectada são transmitidas pela saliva durante o espirro, tosse ou mesmo pela fala. A contaminação também pode ocorrer por compartilhamento de objetos de uso pessoal, como copos, talheres, guardanapo, lençol, batom etc.
  2. Instalação do vírus no corpo: após o vírus conseguir entrar no organismo através do nariz ou boca, começa o período de encubação que leva em torno de 24 horas, até o início dos primeiros sintomas.
  3. Multiplicação: já infiltrado nas células das vias respiratórias, o vírus passa a se multiplicar quando então, a pessoa já tem a certeza de estar gripado/resfriado pelos sintomas tornarem-se mais fortes.
  4. Reação do corpo e cura: o sistema imunológico do organismo começa a luta para destruição dos vírus. O grau de imunidade de cada um é que determina se a gripe se torna um pouco mais curta ou se estende por mais uns dias, assim como o nível de gravidade.

Se não existe remédio para o tratamento das doenças viróticas, como o vírus é eliminado pelo corpo caso a pessoa esteja com a imunidade baixa?
Com ou sem remédios, o vírus da gripe é eliminado pelo corpo em no máximo 14 dias. Este é o tempo que leva para os anticorpos produzidos pela defesa de nosso organismo localizar o vírus, e depois destruí-los e eliminá-los. Após este período, o que pode permanecer são as complicações decorrentes da gripe.

Pacientes que não se submetem ao tratamento adequado (repouso, ingestão de líquidos e etc.), os do grupo de risco e que possuem uma resposta imunológica mais fraca, tem uma maior chance desses vírus se propagarem e migrarem para o pulmão, por exemplo, determinando o aparecimento da pneumonia. Como o pulmão é um órgão vital, e estando o paciente com seus mecanismos de defesa enfraquecidos, os vírus podem comprometer gravemente o órgão levando a pessoa à morte.

Posso pegar gripe por estar exposto ao frio?
Isso é um mito. Não é o frio que transmite os vírus da gripe/resfriado e sim a aglomeração de pessoas em lugares fechados comuns na época de frio que facilita a contaminação. Também, os vírus sobrevivem por maior tempo em temperaturas baixas e ambientes fechados o que colabora para o contágio.

outubro rosa

Câncer de mama

imagem outubro rosa

O diagnóstico precoce do câncer de mama é o primeiro e mais importante passo para a cura, que fica em torno de 90%, quando o tumor é diagnosticado precocemente. Este é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 25% de novos casos a cada ano.

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2016, o Brasil deverá registrar 300.870 novos casos de câncer em mulheres, e o de mama dispara na frente. Compare:

  1. Mama: 57.960
  2. Cólon e reto: 17.620
  3. Colo do útero: 16.340
  4. Pulmão: 10.860
  5. Estômago: 7.600
  6. Corpo do útero: 6.950
  7. Ovário: 6.150
  8. Glândula tireoide: 5.870
  9. Linfoma não-Hodgkin: 5.030

Na mortalidade proporcional, os óbitos em mulheres por câncer de mama, também ocupam o primeiro lugar, representando 16,1%, com 14.388 mortes registradas no último levantamento.

A descoberta do câncer de mama em estágio avançado traz consequências graves, aumentando as chances de metástase para o pulmão, ossos, fígado e cérebro. Esta situação acaba por dificultar o tratamento e as chances de sobrevida.

Metástase é quando a célula cancerígena de um tumor se espalha para outros órgãos através dos vasos sanguíneos ou linfáticos, formando um novo tumor em outro órgão. Ou seja, as células cancerígenas da mama podem “viajar” e alcançar o pulmão, por exemplo, e o paciente, neste caso, terá o câncer nos dois órgãos (mama e pulmão). 

Diante da gravidade deste tipo de câncer, desde 2008, o Brasil aderiu ao movimento internacional chamado OUTUBRO ROSA. Esta campanha nasceu em 1990, nos EUA, com o objetivo de programar ações para conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de mama. 

Os resultados tem se mostrado cada vez mais positivo. Um levantamento inédito do INCA revelou que as próprias mulheres (66,2%) conseguiram identificar sinais e sintomas do câncer de mama e buscaram ajuda médica.

Isso mostra a importância da conscientização e eficácia da campanha e, nós da Extrafarma, estamos juntos com você unidos nesta causa, esclarecendo e informando a importância da prevenção para o diagnóstico precoce quando as chances de sobrevida são maiores.

O que é o câncer de mama?

O câncer de mama é resultante da multiplicação desordenada de células da mama dando origem a um tumor maligno. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns crescem rapidamente, outros são mais lentos. Ele pode surgir nos lóbulos e ductos mamários, pode estar encapsulado na glândula e há também aqueles mais agressivos que se espalham rapidamente (metástase). O câncer de mama desenvolvido antes da menopausa tende a ser mais grave do que os que surgirem após a menopausa.

Como reconhecer alterações na minha mama?

As mamas de cada mulher apresentam características próprias e que variam ao longo do tempo, desde a adolescência até a fase adulta e a velhice. Desta forma, ninguém melhor que você mesma, para observá-la com frequência, e identificar o que é normal, e se possíveis mudanças estão relacionadas apenas ao ciclo menstrual, por exemplo, ou se são sinais sugestivos de câncer de mama. O câncer de mama também atinge os homens, representando 1% dos casos.

Sinais e sintomas que necessitam avaliação médica com urgência de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde:

  • Qualquer nódulo mamário, principalmente em mulheres com mais de 50 anos
  • Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual
  • Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade
  • Secreção saindo de apenas um mamilo
  • Lesão na pele da mama que não responde a tratamentos com pomadas
  • Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema (inchaço), e pele com aspecto de casca de laranja
  • Retração na pele da mama
  • Mudança no formato do mamilo
  • Inversão do mamilo
  • Presença de nódulo na axila
  • Homens com mais de 50 anos com nódulo/caroço em apenas uma mama

O câncer de mama é hereditário?

Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama ou ovários, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Fatores genéticos, especialmente alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 também elevam o risco. Esse grupo deve ser acompanhado por especialista a partir dos 35 anos (a critério médico). É o profissional de saúde quem vai decidir se o acompanhamento deve ser iniciado antes desta idade e quais exames a paciente deverá fazer.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), não existe uma causa única para o câncer de mama e a idade é um importante fator de risco para a doença. Mulheres com mais de 50 anos são as mais atingidas. Os principais fatores de risco relacionados ao câncer de mama:

  • Primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos)
  • Primeira gravidez após os 30 anos
  • Não ter amamentado
  • Não ter tido filhos
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona)
  • Menopausa tardia (após 55 anos)
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos
  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa
  • Sedentarismo (não fazer exercícios)
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X)

A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença.

O que posso mudar no meu estilo de vida para prevenir o câncer de mama?

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco indicados na questão anterior.

Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança, mas fatores relacionados ao estilo de vida, como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal, são modificáveis.

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 30% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama:

  • Pratique atividade física
  • Alimente-se de forma saudável
  • Mantenha o peso corporal adequado
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas
  • Amamente seu filho

O ginecologista Prof. Thomaz Gollop chama a atenção para o excesso de gordura na alimentação: “o consumo de gordura animal faz com que sejam acumuladas substâncias tóxicas no organismo que agem no corpo como estrogênio, favorecendo o câncer de mama”. Por isso que a obesidade é fator de risco para o câncer de mama já que as células de gordura também provocam o aumento da produção de estrogênio.

Que exames preventivos devo fazer e a partir de que idade?

As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico pelo médico e a mamografia. Entretanto, apenas o exame clínico não é capaz de confirmar o câncer precocemente, pois detecta apenas casos de tumor localizado na parte superficial da mama e com medida acima de um centímetro. Mesmo assim, é recomendado ser feito, anualmente, a partir dos 35 anos, para que o médico capacitado possa identificar qualquer anormalidade suspeita.

Já a mamografia é realizada em um aparelho de raio-X, chamado de mamógrafo. Ele permite a detecção precoce do câncer, por conseguir mostrar lesões em fase inicial enquanto muito pequenas (medindo milímetros). Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é suportável. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade, as mamas são mais densas e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

Como medida preventiva, a recomendação do Ministério da Saúde é que a mamografia seja realizada a cada dois anos apenas em mulheres entre 50 e 69 anos. Entretanto, em casos de investigação de lesões suspeitas, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades quando há indicação médica. Em mulheres com risco elevado de câncer de mama, esta rotina deve se iniciar aos 35 anos, com exame clínico das mamas e mamografia anuais.

Existe também outro exame indicado para a detecção do câncer de mama chamado ultrassonografia das mamas, porém quando feito isoladamente (separado da mamografia) não tem capacidade diagnóstica efetiva.

A faixa etária estipulada para a realização da mamografia pelo Ministério da Saúde é estipulada pela estatística, já que cerca de 4 em cada 5 casos de câncer de mama, ocorrem após os 50 anos. Tem também o intuito de preservar as mulheres de resultado falso positivo e tratamentos desnecessários, tais como:

  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama.
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Quem já o teve câncer de mama pode amamentar?

As mulheres que tiveram câncer de mama, após a alta, poderão, a critério médico, amamentar. Porém, em relação a terapia hormonal na menopausa, não existe, até o momento, permissão para fazê-la. Vale lembrar que a amamentação tem um efeito protetor sobre o câncer de mama. Quem amamenta tem menor risco de contraí-lo.

Como é feito o tratamento de câncer de mama?

Importantes avanços na abordagem do câncer de mama aconteceram nos últimos anos, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos mutilantes, assim como a busca da individualização do tratamento. O tratamento varia de acordo com o estadiamento da doença, suas características biológicas, bem como das condições da paciente (idade, status menopausal, comorbidades e preferências). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. Na existência de metástases, o tratamento tem por objetivos principais prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida. As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em:

  • Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.
  • Tratamento local: cirurgia e radioterapia após a cirurgia

Quando é necessária a retirada das mamas?

A necessidade de cirurgias mais agressivas, como a de retirada da mama, depende do estágio da doença. O câncer de mama identificado em estágios iniciais, com tumores com menos de dois centímetros, não exigem a retirada da mama.

Nos tumores nos quais a cirurgia conservadora é contraindicada (cirurgia para retirada apenas do tumor, preservando a mama) e houver necessidade de mastectomia (retirada total da mama) é importantíssimo que toda mulher saiba da possibilidade de uma cirurgia plástica reconstrutiva, já por ocasião da mastectomia. Entretanto é relevante notar, que há diversos tipos de câncer de mama, e cada caso deve ser avaliado dentro de suas características.

Caso eu precise retirar as mamas, o SUS faz a cirurgia plástica reparadora?

Novas medidas determinam que os hospitais que compõem o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereçam cirurgia plástica reparadora da mama nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer. De acordo com o documento, quando houver condição técnica, a reconstrução será efetuada no mesmo momento em que for realizada a cirurgia para retirada do câncer. No caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas.

Junte-se ao movimento OUTUBRO ROSA e compartilhe essas informações com suas amigas. O tempo é crucial no tratamento do câncer. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores as chances de cura.

prisão de ventre

Liberte-se da prisão de ventre

imagem prisão de ventre

A prisão de ventre, conhecida também por constipação intestinal e, popularmente, chamada de intestino preso, é um dos problemas mais citados pelos pacientes nos consultórios médicos.

Para caracterizar a prisão de ventre é necessária a presença de pelo menos uma das condições citadas a seguir:

  • Evacuar menos que três vezes por semana
  • Evacuar em intervalo superior a três dias
  • Eliminar fezes duras, fragmentadas, escurecidas, ressecadas ou em pequeno volume (“bolinhas” ou “como de cabrito”), às vezes finas “como um lápis”
  • Evacuar de forma incompleta ou insatisfatória (restaram fezes a eliminar)
  • Esforço excessivo para conseguir evacuar
  • Necessidade de manipulação manual: alterações anatômicas por causas diversas, que obrigam mulheres empurrar a parede de trás da vagina para conseguir evacuar
  • Precisar usar os dedos para retirar fezes do reto: fezes muito tempo parada na ampola retal ressecam e se transformar em fecaloma (fezes endurecidas, “empedradas”)
  • Dor no ânus e/ou reto ao evacuar 
  • Dor ou desconforto abdominal pelo fato de não evacuar

Apenas um ou dois dias sem ir ao banheiro, até gera desconforto, mas não é motivo para considerar constipação intestinal (prisão de ventre). Às vezes, a alimentação incorreta, falta de ingestão de líquidos, estresse, ansiedade, viagens ou efeito colateral de medicamentos, podem refletir no bom funcionamento do intestino.

Uma das condições que progride para a verdadeira prisão de ventre é deixar de ir ao banheiro quando surge a vontade de evacuar. A constância deste ato prejudica o reaparecimento do reflexo de evacuação, além de torna o intestino “preguiçoso”. Ele passa a contrair menos, prejudicando o ritmo normal da evacuação. Além disso, fezes acumuladas tornam-se ressecadas e mais difíceis de serem expelidas.

Em pessoas saudáveis, os alimentos permanecem no sistema digestório, em média, por até 24 horas. Nesse período são degradados e absorvidos e seus resíduos excretados em forma de fezes.

O intestino delgado é um órgão tubular oco (mede aproximadamente 7 metros), com a função de completar o processo de digestão e promover a absorção dos alimentos. O alimento demora cerca de 12 horas para percorrer todo o intestino delgado até chegar ao intestino grosso, que é a última parte do tubo digestivo.

O intestino grosso é dividido em três partes:

  1. Ceco: é a primeira parte do intestino grosso e recebe o conteúdo do intestino delgado
  2. Cólon: onde ocorre a absorção de água dos alimentos não digeridos (originando as fezes)
  3. Reto: é a última parte do intestino grosso, onde as fezes ficam armazenadas

O material pastoso fica entre 6 e 10 horas no intestino grosso. Quando o conteúdo transformado em fezes chega ao reto, é enviado um reflexo para o cérebro traduzindo-se em vontade de evacuar. Neste momento, a decisão de eliminar as fezes ou retê-las, é pessoal. Caso a pessoa esteja em local que possibilite a evacuação, o esfíncter (músculo localizado ao redor do ânus) relaxa, e permite desta forma, que as fezes sejam eliminadas.

Vários músculos estão envolvidos no processo da evacuação. Enquanto alguns músculos precisam relaxar, como é o caso do esfíncter anal, outros precisam se contrair para empurrar o bolo fecal para frente. Este movimento é chamado de peristáltico, constituído de contrações involuntárias e progressivas. Qualquer problema que comprometa algum destes músculos provoca a prisão de ventre.

Outra causa importante que leva a constipação intestinal é a falta de hidratação adequada, já que pouco líquido circulando impede a correta absorção de água pela massa fecal, tornando as fezes secas, duras e difíceis de serem eliminadas. 

A prisão de ventre atinge entre 10 e 30% da população e, predomina, principalmente, entre mulheres, crianças, sedentários e pessoas com mais de 60 anos (surge ou piora com a idade).

As mulheres são as principais atingidas, em relevância de duas a três vezes mais, principalmente durante a gravidez.

Na gravidez é uma queixa muito comum e que tende a piorar a partir do 4º mês de gestação. Conforme o bebê cresce, maior se tona a dilatação do útero que comprime o intestino, prejudicando a evacuação. Além disso, a ação dos hormônios, principalmente, o aumento da progesterona, e também os suplementos de ferro, reduzem o movimento intestinal tornando as fezes ressecadas, dificultando a eliminação.

As mulheres em geral, sofrem grande influência dos hormônios que podem desencadear ou agravar a prisão de ventre. Durante a ovulação, quando o útero se prepara para receber o óvulo, há um aumento do hormônio progesterona que, como já explicamos, dificulta o trânsito intestinal.

Já na fase pré-menstrual, inicia a liberação da prostaglandina (substância que tem a função de contrair o útero para expulsar o endométrio/menstruação). A prostaglandina, diferente da progesterona, auxilia no processo de evacuação tornando as fezes mais fluídas. Alias, este é um bom indicativo para verificar se a “prisão de ventre” é originada por hábitos inadequados ou por alguma patologia. Quando a dificuldade para evacuar é efeito de alguma complicação, mesmo nesta fase, a constipação permanece.

Múltiplas gestações, da mesma forma, aumentam as chances da prisão de ventre, neste caso, por eventual flacidez no assoalho pélvico e da parede abdominal que prejudica o movimento da musculatura.

O intestino preso também é associado à rejeição ao uso de banheiros fora de casa, reprimindo a vontade de evacuar, que acaba por comprometer o reflexo da evacuação.

As crianças tem grande tendência em sofrer constipação. Muitas delas têm por hábito, segurar as fezes para não interromper a brincadeira ou por vergonha de pedir para se ausentar da sala de aula, por exemplo. Outras, por influência social, enxergam as fezes como algo feio e negativo, desencadeando a prisão de ventre por fator psicológico. Às vezes, esta situação é originada inconscientemente pelos pais ou cuidadores, na época da retirada das fraudas, levando a criança reprimir o intestino por medo de deixar escapar o cocô.

Adiar a eliminação das fezes, faz com que fiquem duras e secas. Desta forma, quando ocorrer à evacuação, pode haver dor e dificuldade para eliminá-las, o que acaba piorando o quadro. A criança, para evitar o desconforto, sente medo de evacuar e fica propensa a prender ainda mais as fezes.

Em bebês, estudos indicam que a falta de aleitamento materno aumenta as chances de constipação.

Nos idosos, a prisão de ventre está associada ao sedentarismo e ao próprio envelhecimento que compromete os músculos do intestino. Muitos medicamentos e doenças, comuns nesta faixa etária, também exercem influência no funcionamento intestinal. A mais comum é a diverticulite hipotônica (afrouxamento da musculatura do intestino grosso) que, na verdade, não se trata de uma doença e sim, de uma involução senil. A menopausa também tende agravar a prisão de ventre em mulheres que já tinham propensão anterior.

DICAS PARA EVITAR A PRISÃO DE VENTRE

Para evitar o desconforto causado pelo intestino preso você deve tentar seguir o maior número possível das sugestões listadas a seguir. Na maioria das vezes, com a correção de hábitos alimentares, aumento do volume de líquidos ingeridos, mudanças posturais, bem como adequação da condição muscular e da atividade física, já é possível resolver ou minimizar o problema. Fique atento também ao uso de medicamentos com efeitos constipantes. E atenção: prisão de ventre rotineira pode favorecer o aparecimento de doenças do intestino.

Alimentação
Alimentos com fibras são essenciais para o tratamento da prisão de ventre. Como já foi dito, as fezes nada mais são do que resíduos de alimentos que não foram absorvidos. As fibras funcionam como um meio de transporte para levar água para dentro do intestino, evitando o ressecamento das fezes e promovendo o aumento do bolo fecal. Como o bolo fecal é empurrado pelos movimentos peristálticos, quanto maior o volume deste bolo, mais fácil é eliminá-lo.

O ideal é ingerir, no mínimo, 30g de fibras por dia. Consuma mamão com as sementes (sem mastigá-las), laranja com o bagaço, ameixas pretas, farelo de trigo ou de aveia, arroz e pão integral, além de hortaliças, verduras, legumes e frutas variadas. Frutas que contém grande quantidade de água: melancia, melão, abacaxi, kiwi etc.

Evitar maçã, banana maçã, pera sem casca e goiaba, que prendem o intestino, e alimentos muito condimentados (pimenta, mostarda, molhos), pois fermentam e estufam a barriga. Brócolis, berinjela, couve-flor e repolho produzem muitos gases.

Procure tomar bastante líquido (mínimo de 2 litros por dia) fora das refeições e se puder, beba água de coco. Caso necessário, o gastroenterologista Prof. Dr. Luiz Chehter, orienta a suplementação com fibras vendidas em farmácias.

Não pule o café da manhã
A vontade de evacuar costuma aparecer logo ao acordar, especialmente depois do café da manhã, podendo se repetir após outras refeições. A redução do volume de alimentos ingeridos no dia anterior ou abolir o café da manhã pode prejudicar o reflexo da evacuação.

Posição no vaso sanitário
Manter a postura correta no vaso sanitário também ajuda. Na posição sentada, com o apoio dos membros inferiores no chão e a flexão do tronco (para simular a posição de cócoras), há maior eficácia da atuação da musculatura abdominal e do períneo, facilitando o esvaziamento do reto. Não se deve recostar nem ficar com os pés sem apoio durante a evacuação.

As crianças podem ter dificuldade para evacuar por falta de apoio nos pés e/ou vaso sanitário desproporcional ao seu tamanho. Compre um peniquinho ou um adaptador de acento sanitário e, não esqueça, de providenciar um apoio para os pés.

Curiosidade da herança genética dos ancestrais: o homem, ao assumir a posição ereta, teve comprometimento da musculatura e da pressão exercida sobre o intestino, o que teria motivado o surgimento da constipação. Isso explica a importância da posição de cócoras para o melhor funcionamento dos músculos envolvidos no processo de evacuação, postura mantida pelos índios até hoje.

Evite reprimir a vontade de evacuar
Quando o reflexo da evacuação acontece em local ou horário incompatível (viagem, compromisso, falta de sanitário), a defecação é postergada mediante a contração do esfíncter anal (músculo do ânus). Reprimir repetidamente o reflexo da evacuação tem por consequência a perda progressiva deste reflexo, agravando ou desencadeando a prisão de ventre.

Se você for sedentário, seu intestino vai ser também. Mexa-se!
O comprometimento da musculatura abdominal e da pressão exercida sobre o intestino pode ser afetada pelo sedentarismo. Procure se movimentar. Faça caminhadas.

Atenção aos medicamentos constipantes
Alguns medicamentos podem desencadear ou agravar a prisão de ventre. Os mais comumente envolvidos são os empregados para depressão, parkinsonismo, hipertensão arterial, convulsão, ansiedade e também os analgésicos opiáceos (codeína, morfina), sais de ferro ou de alumínio. Peça orientação ao seu médico para indicar laxativos apropriados ao seu caso.

Treine seu intestino
Você deve ficar convencido que seu intestino pode e deve ser treinado. O objetivo não é evacuar diariamente, mas três vezes na semana, sem desconforto ou grande esforço. Intestino tem que ser educado, condicionado. Estipule um horário, de preferência, após o café da manhã, já que o reflexo da evacuação costuma surgir após o período mais prolongado de jejum.

Sente-se no vaso sanitário com a postura já explicada e evite qualquer atividade durante este momento (ler ou falar ao telefone, por exemplo). Concentre-se e empenhe-se em reeducar seu intestino. Educar não é uma tarefa fácil. Portanto não espere que seu intestino aprenda rápido.

Uma medida muito indicada pelos gastroenterologistas, para o treinamento do intestino e normalização do processo de evacuação, é seguir as orientações citadas neste artigo e, caso necessário.

Evite excesso de laxantes
O uso de laxante com frequência pode causar um efeito rebote e comprometer os movimentos do intestino grosso, provocando, a longo prazo, piora na prisão de ventre. Intestino que não precisa se movimentar, se acostuma, e torna-se preguiçoso. Os laxantes podem ser usados ocasionalmente. Paciente com prisão de ventre crônica deve buscar ajuda médica e, principalmente, participar do tratamento. Na necessidade do uso rotineiro de laxantes, seu médico irá diminuir a quantidade gradativamente, até normalizar a evacuação.

Alguns tipos de laxantes indicados para situações esporádicas
Não é necessário receita médica para o uso de laxantes, mas é necessário o bom senso e evitar o uso abusivo sem orientação médica. Segundo o Prof. Chehter, os mais indicados são os laxantes osmóticos que não são absorvidos e como o próprio nome já diz, agem por osmose, ou seja, retêm água nas fezes.

Já os laxantes estimulantes devem ser usados apenas em situações de emergência. Este tipo de medicamento estimula a secreção de água e eletrólitos e agem na musculatura do intestino. Por serem fortes, também provocam cólica abdominal.

Seguindo todas as recomendações, possivelmente, você terá sucesso na reabilitação do seu intestino. Mas não esqueça: o reaparecimento do reflexo da evacuação pode levar tempo para voltar e requer uma persistente dedicação. Não desista e logo seu intestino ficará condicionado a funcionar no horário que você determinar. Intestino saudável te liberta das dores, inchaço e cansaço, próprio de quem sofre de prisão de ventre, além de normalizar a libido que costuma ser afetada pelos desconfortos intestinais.

suplementos de vitaminas

Mitos e verdades dos suplementos

imagem suplementos de vitaminas

A busca por saúde e longevidade, o estresse do dia a dia, a falta de tempo para uma alimentação balanceada ou simplesmente a vaidade pelo corpo perfeito, tem feito com que cada vez mais pessoas recorram à ajuda de suplementos. Mas o que são os suplementos?

Suplementos, como o nome já diz, são produtos formulados para suplementar (complementar) a alimentação e tem por finalidade suprir ou prevenir deficiências nutricionais. São compostos por vitaminas e/ou minerais, de forma simples ou combinados entre si, e legalmente regulamentados pela legislação brasileira.

Com exceção do leite materno para bebês (até 6 meses), nenhum alimento possui todos os nutrientes necessários para atender às demandas nutricionais. Os suplementos tem a função de auxiliar neste complemento.

Longe de ser uma pílula mágica que te autorize a substituir os alimentos por “alguns comprimidos”, os suplementos têm finalidades específicas. São indicados para pessoas com um estilo de vida que impeça uma alimentação completa ou por situações que necessitam de suplementação nutricional, como por exemplo: as gestantes, durante o aleitamento, em dietas vegetarianas ou de emagrecimento, crianças, idosos, estado pós-cirúrgico, cirurgias bariátricas, prevenção de enfermidades diversas (osteoporose, por exemplo), dificuldade de absorção de nutrientes, desnutrição etc. Também são utilizados para auxiliar na performance esportista embora, tem sido cada vez mais frequente o uso indiscriminado desses produtos por pessoas que se iludem acreditando em resultados sem esforços.

A polêmica é antiga. Sempre existiu uma dúvida muito grande sobre os riscos e benefícios dos suplementos. E neles, incluem os vitamínicos e minerais. Nesta categoria, quando consumidos sem necessidade não promovem qualquer benefício e são totalmente eliminados pela urina. Entretanto, alguns, em excesso, podem até ser prejudiciais à saúde.

Posso usar suplementos para prevenção de doenças?

Os suplementos podem sim, ser um complemento para prevenir doenças ou ajudar em tratamentos, mas jamais objetivar a cura. Para pessoas saudáveis, eles são válidos para fortalecer o sistema imunológico e suprir as deficiências de uma alimentação restrita causadas pelo ritmo estressante e corrido do dia a dia.

Para proteger os consumidores, desde 2010, a ANVISA regularizou os suplementos vitamínicos e minerais que atendem o critério de conter um mínimo de 25% e no máximo até 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitaminas e/ou minerais, com a recomendação de não substituir os alimentos, nem serem considerados dieta exclusiva. Desta forma, passam a ser considerados de baixo risco à saúde. Acima de 100%, deixam de ser suplementos e tornam-se medicamentos com efeitos colaterais graves caso não sejam prescritos com orientação médica. Portanto, evite suplementos que prometem “curas milagrosas”, comercializados pela internet, sem a fiscalização dos órgãos responsáveis.

TIPOS DE VITAMINAS

As vitaminas e os minerais tem um papel fundamental no metabolismo e manutenção da saúde. Eles são encontrados nos alimentos e, normalmente, basta uma alimentação balanceada para suprir as necessidades nutricionais que garantam uma vida saudável. Quando isso não é possível, pode-se recorrer aos suplementos.

Algumas vitaminas necessitam de reposição diária. Elas são classificadas como hidrossolúveis (dissolvidas em água) e desta forma, o corpo absorve as quantidades que necessita e o restante é eliminado pela urina. Os suplementos nesta categoria, não oferecem qualquer risco. Fazem parte deste grupo: vitaminas do complexo B (1, 2, 3, 5, 6, 8 e 9) e a vitamina C.

O outro grupo de vitaminas é classificado como lipossolúvel, ou seja, são solúveis em gordura (dissolvida por gordura) e, portanto, ficam por mais tempo no corpo sendo armazenadas pelo fígado. Estão nesta categoria às vitaminas A, D, e K além da vitamina E que é distribuída para todos os tecidos de gordura no corpo. Este grupo de vitaminas quando consumidas em excesso, tende a se acumular e provocar intoxicações. A vitamina B 12 apesar de hidrossolúvel, também permanece armazenada no fígado.

Com esta pequena introdução, fica mais fácil entender os riscos e benefícios dos suplementos, de acordo com os nutrientes eleitos por você para suplementar sua dieta. Lembre-se que para evitar efeitos indesejados, o melhor é não se “autosuplementar” e pedir a orientação do seu médico para melhor aproveitamento desses suplementos.

A ingestão diária recomendada (IDR) descrita nos tópicos a seguir são referências para adultos saudáveis. Não estão incluídas as situações ou os perfis de pessoas mencionadas no início deste artigo: crianças, gestantes, idosos, vegetarianos, etc.

VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

Vitamina B1 (tiamina): importante para manutenção do sistema nervoso e circulatório. Melhora a função cerebral, diminui o cansaço, previne a depressão e combate o envelhecimento. Também aumenta o apetite.
IDR: 1,2 mg
Carência: Confusão mental, fraqueza muscular e falta de apetite.

Vitamina B2 (riboflavina): importante na reparação e manutenção da pele. Ajuda na produção do hormônio adrenalina. Previne a catarata.
IDR: 1,3 mg
Carência: dermatite seborreica, doenças oftalmológicas e inflamação na língua.

Vitamina B3 (nicotinamida/niacina/vitamina PP): reduz o triglicérides e colesterol ruim (LDL) e aumenta os níveis do colesterol bom (HDL). Protege contra as doenças cardiovasculares. Regula o açúcar no sangue prevenindo o diabetes. Ajuda no controle da artrite.
IDR: 16 mg
Carência: provoca a pelagra, doença característica da falta de vitamina B3. Os sintomas são manchas e descamação na pele com aparência de queimaduras. Pode causar também enjoo, náuseas, vômitos, diarreia, dificuldades mentais e demência.
Toxicidade: doses acima de 500 mg por dia podem causar gastrite, hepatite, desencadear o diabetes e elevar os níveis de ácido úrico (causa da gota).

Vitamina B5 (ácido pantotênico): importante para o metabolismo das proteínas, gordura e carboidratos. Está ligada a formação das células vermelhas do sangue e dos hormônios da suprarrenal, atuando contra o estresse. Ajuda no combate de infecções e na produção de anticorpos. Também é fantástico para os cabelos e pele retardando o envelhecimento.
IDR: 5 mg
Carência: esta vitamina encontra-se em grande quantidade nos alimentos, sendo difíceis problemas relacionados por deficiência.

Vitamina B6 (piridoxina): poderosa vitamina considerada multifuncional. Está envolvida em diversos processos orgânicos e desempenha funções essenciais para o bom funcionamento do organismo e o bem-estar. Previne dezenas de doenças, desde a depressão até problemas cardíacos. Ajuda no combate a dores crônicas até perda de memória. Contribui para o equilíbrio hormonal melhorando a fertilidade, útil no tratamento de náuseas, vômitos e TPM, fortalece cabelos, unhas e pele, melhora a acne e, inclusive, colabora no processo de emagrecimento. Neste caso, favorece principalmente, quem come muito carboidrato, pois a vitamina B6 ajuda no processo metabólico da quebra dos carboidratos prevenindo o ganho de peso.
IDR: 1,3 mg
Carência: dores de cabeça, feridas na pele e na língua, fraqueza muscular, neurite, nervosismo, depressão, insônia, anemia, artrite, alterações digestivas, formigamento, síndrome do túnel do carpo, queda da imunidade etc.
Toxicidade: a ingestão elevada (500 a 3000 vezes) acima da dose diária recomendada pode lesar nervos, dificultando, inclusive, o andar.

Vitamina B7 (Biotina): Importante para a saúde dos cabelos, das unhas e da pele. Retarda e previne a calvície.
IDR: 25 mcg
Carência: cabelos e unhas fracas e quebradiças, queda de cabelo e pele seca.

Vitamina B9 (ácido fólico): Essencial na síntese do DNA e no metabolismo dos aminoácidos. Ajuda na manutenção do sistema imunológico, circulatório e nervoso. Atua na formação da hemoglobina. Melhora o cansaço e auxilia no tratamento da depressão, controle da pressão arterial e na prevenção de derrames e doenças cardíacas. Na gravidez, é fundamental para o perfeito desenvolvimento do embrião e na amamentação ajuda na produção de leite. Para os homens, favorece a manutenção de espermatozoides saudáveis.
IDR (em não grávidas): 400 mcg
Carências: anemia, úlceras na boca, dores de cabeça, fraqueza, falta de ar, problema de memória, cansaço, insônia e falta de apetite. Em mulheres grávidas, pode causar aborto espontâneo, parto prematuro e doenças cardíacas no bebê. O suplemento em gestantes e mães que amamentam é indispensável nesta fase de vida.
Toxicidade: a toxidade ocorre apenas com doses muito elevadas, acima de 15.000 mcg ao dia, resultando em problemas gástricos, reações na pele, distúrbios do sono e, embora raro, também convulsões.

Vitamina C (ácido ascórbico): estimula o sistema imunológico melhorando a resistência contra resfriados e infecções, reduz o colesterol, acelera a cicatrização de feridas, melhora a infertilidade masculina, previne o diabetes, combate as doenças da gengiva, controla a asma, ajuda na absorção do ferro, tem ação antioxidante, protege contra os males do cigarro e outros poluentes além de combater os efeitos do envelhecimento da pele. A vitamina C é fundamental na síntese do colágeno, fortalecendo tecidos da pele, tendões, cartilagens, ossos, dentes etc.
IDR: 45 mg
Carência: doença chamada escorbuto. Causa perda de apetite, sangramentos, manchas arroxeadas na pele, inflamação nas gengivas, perda de dentes, fraqueza muscular, queda de cabelos, problema de cicatrização, dor nas articulações e inchaço nas pernas e braços. Doença rara, atualmente é apenas observada em alcóolatras.
Toxicidade: doses acima de 2 g por dia pode provocar náuseas, cólica e diarreia. Mais de 3 g/dia aumenta o risco de cálculo renal.

O risco de cálculo renal associado ao consumo exagerado de algumas vitaminas hidrossolúveis deve-se a sobrecarga do rim para conseguir eliminar, por meio da urina, a dose excedente.

Vitamina B12 (cobalamina): indispensável para a integridade do sistema nervoso central e equilíbrio do humor. Combate à fadiga dos idosos e melhora sintomas de psicose senil. Auxilia na nevralgia do trigêmeo, osteoartrite e neuropatia diabética. É responsável também pela ativação do ácido fólico (B9). Devido à interdependência entre B12 e ácido fólico, os suplementos normalmente combinam as duas substâncias.
IDR: 2,4 mcg
Carência: distúrbios sanguíneos, anemia, dificuldade para andar, neurite (inflamação do nervo), fraqueza, alterações neurológicas e depressão. Deficiência de vitamina B12 também provoca deficiência do ácido fólico (vitamina B9)
Obs: vegetarianos estritos (vegetariano que não consome nenhum tipo de derivado animal) devem tomar suplementos de vitamina B12.

As bebidas alcoólicas interferem na absorção da vitamina B1, vitamina B2, vitamina B6, vitamina B9 (ácido fólico) e vitamina B12. É aconselhável o uso de suplementos para repor as perdas causadas pelo álcool.

VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS (provocam maior toxidade quando consumidas em excesso)

Vitamina A: essencial à visão, reprodução, acelera a cicatrização de tecidos e combate doenças de pele. Ajuda a manter as mucosas úmidas e saudáveis. É considerada um importante antioxidante, retardando o envelhecimento das células e combatendo os radicais livres.
IDR: 600 mcg ER
Carência: fotofobia (sensibilidade à luz), ressecamento dos olhos, dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz (cegueira noturna), inflamações na pele e endurecimento das mucosas dos tratos respiratórios, gástricos e urinário.
Toxicidade: acima de 3mg pode provocar icterícia, visão turva, perda de cabelo e das sobrancelhas, alteração do estado mental, dor muscular e abdominal além de sonolência. A toxidade crônica compromete os reflexos, causa dormência nos pés e mãos, podendo levar também a cirrose hepática e a hipertensão craniana.

Quando a vitamina A vem dos alimentos de origem animal é chamada de retinoide. Se vier de alimentos de origem vegetal é denominada caratenoide, conhecido como betacaroteno.

Betacaroteno é um pigmento natural encontrado nos vegetais da cor amarela ao vermelho e nas folhas verde-escuras. Estudos mostram que é um poderoso antioxidante que neutraliza a ação dos radicais livres prevenindo o câncer e o envelhecimento dos órgãos. Também melhora o sistema imunológico, tem efeito rejuvenescedor para a pele e atua como uma espécie de refletor dos raios de sol, protegendo contra o câncer de pele e oferecendo um bronzeado bonito e de longa duração.

A boa notícia é que não provoca toxicidade. Doses excessivas deixam apenas a pele com tom alaranjado, principalmente as palmas das mãos e plantas dos pés.

Vitamina D: diretamente ligada ao metabolismo dos ossos, importante na prevenção da osteoporose, osteomalácia (enfraquecimento dos ossos) e raquitismo. Importante para a absorção de cálcio.
IDR: 5 mcg/d
Carência: osteoporose, fragilidade óssea. Nas crianças, raquitismo.
Toxicidade: ocorre apenas com doses acima de dez vezes a quantidade diária recomendada. Os sintomas são náuseas, vômitos, perda de apetite, fraqueza, nervosismo, aumento da micção e hipertensão arterial. Ao longo do tempo, o cálcio pode se depositar no organismo causando lesões permanentes.

Vitamina K: atua no processo de coagulação sanguínea e tem propriedades anti-hemorrágicas. Também é importante para o metabolismo ósseo.
IDR: 65 mcg/d
Carência: sangramentos difíceis de estancar. Sangue no nariz, na urina ou nas fezes.
Excesso: destruição dos glóbulos vermelhos, anemia e maior incidência de processos tromboembólicos.
Toxicidade: não foi constatada toxicidade pela vitamina K.

Vitamina E: potente agente antioxidante, diminui os danos causados pelos radicais livres e traz dezenas de benefícios: protege contra distúrbios neurológicos, incluindo Parkinson e Alzheimer, estimula o sistema imunológico, aumenta o vigor sexual, protege contra doenças cardiovasculares, da mama, câncer, melhora o desempenho dos atletas, alivia a TPM, combate problemas da pele e calvície.
IDR: 10 mg
Carência: disfunções neurológicas, miopatias (fraqueza muscular), queda de cabelo, insônia, aumento do colesterol e distúrbios das plaquetas.
Excesso: inibe o sistema imune, reduz a coagulação sanguínea e pode levar a anemia hemolítica.
Toxicidade: doses maiores de 1 g por dia pode causar sangramentos e hemorragias.

Esteja atento as quantidades necessárias e aos eventuais níveis de toxicidade. Evite overdose, afinal seu objetivo na busca de suplementos é cuidar da sua saúde e não ter que cuidar de mais uma doença. Equilíbrio é o ideal.
 

controle glicêmico

Controle glicêmico evita as complicações do diabetes

imagem controle glicêmico

Diabetes é uma doença crônica e deve ser encarada com seriedade. A negligência no controle dos níveis glicêmicos pode levar a graves complicações, incluindo morte prematura. Estudos indicam que o diabetes causa mais mortes do que o câncer de mama e a AIDS juntos. Duas em cada três pessoas com diabetes morrem em função de problemas cardiovasculares ou derrame. A boa notícia é que o diabético bem controlado apresenta sobrevida comparável a de indivíduos não diabéticos.

Apesar disso, a situação do controle glicêmico no Brasil é desastrosa e altamente preocupante. Segundo o Dr. Augusto Pimazoni Netto, Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim, 90% dos diabéticos tipo 1 e 73% dos diabéticos tipo 2 estão com o diabetes fora de controle. Uma das principais causas dessa situação é a falta de compromisso do paciente com o automonitoramento da glicemia. O descontrole das altas taxas de glicose no sangue é fator desencadeante de doenças sérias. O que agrava ainda mais o quadro é que grande parte dessas complicações não apresentarem sintomas na fase inicial, o que faz com que o diabético negligencie o controle da glicemia. Resultado: a demora no diagnóstico das doenças associadas ao diabetes dificulta o tratamento e pode trazer consequências irreversíveis.

As principais consequências do diabetes descompensado são vasculares, podendo atingir desde os pequenos vasos, como os vasos de maior calibre. Além dos órgãos afetados, os problemas circulatórios também dificultam a cicatrização e o combate a infecções. O mau controle glicêmico pode levar inclusive, ao acometimento dos nervos.

  • Perda da visão: o excesso de glicose danifica os vasos sanguíneos da retina (retinopatia diabética). Na fase inicial, normalmente, não apresenta sintomas e com o passar do tempo, caso não tratado, pode evoluir para a cegueira. Ao primeiro sinal de visão borrada, ou qualquer outra alteração, procure um oftalmologista com urgência.
  • Problema renal: os rins são uma espécie de filtro, compostos por milhões de vasinhos sanguíneos. Na nefropatia diabética, há uma progressiva diminuição da capacidade de filtração, que é a principal função do rim. A doença não costuma apresentar sintomas, porém muitos pacientes notam que a urina fica mais espumosa. Caso perceba alterações em sua urina, informe ao seu médico. 

Na fase inicial pode ocorrer o aumento da pressão arterial (hipertensão). Esta condição é um sinal de alerta, pois pode evoluir para insuficiência renal. No paciente com diabetes tipo 1, a insuficiência renal progressiva ocorre em cerca de 50% dos pacientes. No tipo 2, observa-se um número crescente desta complicação obrigando o paciente submeter-se a hemodiálise ou ao transplante renal.

  • Amputação: o pé diabético é uma das complicações mais frequentes do diabetes. A glicemia alta desencadeia a doença vascular periférica (diminuição do fluxo sanguíneo das extremidades, principalmente dos membros inferiores) e a neuropatia diabética (dano do nervo) reduzindo a sensibilidade dos pés. Com a perda da sensibilidade, os pés ficam mais sujeitos a ferimentos sem que o paciente sinta a lesão. Devido à redução da circulação, a cicatrização se torna mais lenta, provocando ulcerações que podem evoluir para infecções e destruição de tecidos profundos (gangrena). Caso o pé não seja amputado pode ocasionar uma infecção generalizada e levar o paciente à morte.

Os sintomas no início são formigamento, sensação de queimação e/ou dor na planta dos pés. Em estágio mais avançado, os pés se tornam frios e ocorre a perda progressiva da sensibilidade. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 20% das internações de pacientes com diabetes são decorrentes de lesões nos pés e 70% das cirurgias de amputações no Brasil tem como causa o diabetes mal controlado. São 55 mil amputações anuais e que podiam ser evitadas com o uso de calçados adequados e cuidados regulares que incluem medidas simples, como a inspeção diária dos pés para detectar precocemente qualquer lesão suspeita.

Modernamente tem-se utilizado a terapia por ondas de choque, que consiste no bombeamento de ondas ultrassônicas, que provocariam o aumento da vascularização local, facilitando assim a cicatrização.

  • Alterações ateroscleróticas: diminuição da circulação sanguínea nos vasos de maior calibre caracterizado como macroangiopatia diabética. É a principal causa de morte (65 a 75%) os pacientes diabéticos. No coração, leva ao infarto. No cérebro, provoca o Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVC, conhecido popularmente e erroneamente como “derrame”). Trata-se de uma aterosclerose acelerada, ou seja, seriam os mesmos processos que ocorreriam em indivíduos não diabéticos, mas que no caso de pacientes diabéticos, ocorrem mais rapidamente. É importante destacar que o diabético adequadamente compensado (com os níveis de glicose controlados) não apresenta uma aceleração no desenvolvimento desses processos.

PREVINA-SE ANTES QUE SEJA TARDE

Manter os níveis de glicose estáveis no sangue é fundamental para prevenir as complicações decorrentes do diabetes. A definição das metas glicêmicas é individualizada, respeitando o estado de saúde, características fisiológicas e estilo de vida do paciente.

Há vários modelos de glicosímetros disponíveis em quase todas as grandes redes de farmácias e, da mesma forma, a escolha deve ser direcionada de acordo com as necessidades individuais de cada paciente. É importante a orientação do seu médico de como usar o aparelho e identificar os padrões de glicose. As medições devem ser realizadas nas situações, nos horários e na frequência estipulada. Diante de qualquer sintoma também é aconselhável medir a taxa de glicose.

A Sociedade Brasileira de Diabetes define como regra básica:

  • A glicemia normal em jejum não poderá ultrapassar os 100 mg/dL.
  • Duas horas após uma refeição, o valor máximo não deve ser superior a 140 mg/dL.

A medição com o glicosímetro é um instrumento indispensável para você controlar sua glicose em qualquer momento do dia. Esses dados possibilitam que seu médico avalie as oscilações de sua glicemia, revendo, se necessário, mudança no tratamento.

Na consulta leve o monitor, assim como o registro das glicemias e dos horários e doses das medicações. O seu médico também poderá testar se seu aparelho está funcionando de forma adequada e se você está usando de forma correta.

Existem aplicativos gratuitos para o celular que permitem você anotar a medição de sua taxa de glicose em todas as situações, facilitando tanto para você como para seu médico, a interpretação e a precisão das informações.

COMO USAR O APARELHO E MEDIR SUA GLICOSE CORRETAMENTE

A frequência em que você vai medir sua glicose é estabelecida de acordo com o seu plano de tratamento. Manter os níveis de glicose dentro da meta pode ser desafiador e um pouco frustrante quando os resultados não são alcançados. No início, pode haver alguma dificuldade para realizar esse gerenciamento e medição. Isso é absolutamente normal. Toda mudança exige um período de treinamento e adaptação. Não se cobre demais e em breve o gerenciamento se tornará algo natural na sua vida.

Existe no mercado uma grande variedade de aparelhos, lancetas e técnicas para fazer o automonitoramento da glicose. Leia as instruções e oriente-se como limpar seu aparelho e verificar se está calibrado. Certifique-se também sobre o tipo de tira que deve ser usado no seu monitor e o tamanho da gota de sangue necessária para a medição. Fique atento também ao prazo de validade das tiras. Tira vencida pode produzir resultados errados.

A Sociedade Brasileira de Diabetes esclarece as principais dúvidas e oferece instruções para o melhor aproveitamento do seu glicosímetro:

Não use álcool para limpar as mãos

É importante ter as mãos limpas antes de fazer o teste. Pequenos vestígios de comida nas pontas dos dedos, por exemplo, podem contaminar a amostra de sangue. Esfregar álcool nas mãos também é desnecessário e pode afinar a pele, tornando o exame mais doloroso com o tempo. Lave as mãos apenas com água e sabão.

Como facilitar o fluxo de sangue para os dedos e evitar os hematomas

Se você tem que espremer a ponta do dedo para conseguir a amostra de sangue, tente alguma dessas dicas:
1) Use água morna para lavar as mãos;
2) Depois, deixe seu braço estendido ao longo do corpo, na posição vertical, por um minuto;
3) Massageie delicadamente o dedo, da base até a ponta;
4) Após usar a lanceta, pegue um lenço limpo e pressione a ponta do dedo firmemente, por alguns segundos, até parar o sangramento. Desta forma, evitará também, os hematomas. 

Modo de usar as lancetas (pequenas pontinhas que perfuram sua pele)

Profundidade: existem aparelhos que permitem regular a profundidade em que a lanceta penetra na pele. Quanto mais alto o número da gradação, mais será a profundidade da lanceta. Peça orientação ao seu médico referente à menor profundidade possível, sem prejudicar a qualidade da amostra.

Local e variação da posição para os testes

Evite realizar o teste sempre no mesmo local. A área macia no meio da ponta do dedo costuma ser mais dolorida. Prefira as laterais das pontas dos dedos, que são menos enervadas tornando a picadinha menos desconfortável.

Embora alguns equipamentos indiquem que você pode colher a amostra também no antebraço ou na coxa, essas regiões do corpo podem não ser as mais indicadas quando o nível de glicemia está em rápida alteração, como por exemplo, nos períodos após as refeições, atividades físicas, aplicação de insulina ou episódios de hipoglicemia.

Converse com seu médico sobre locais alternativos adequados ao seu caso.

Hidrate sempre as mãos

Usar creme para as mãos regularmente vai ajudar a manter as pontas dos dedos macias e os testes serão mais fáceis. Lembre-se, que antes dos testes, você deve lavar as mãos e também não pode conter resíduos de hidratante.

Desabafe, fale de seus desconfortos

Se você estiver passando por algum grande desconforto ou dor, converse com seu médico e com os integrantes da equipe que acompanha seu tratamento. Não seja tímido e não ache que simplesmente “tem que aguentar”.

Em muitos casos, algo pode estar sendo feito de forma incorreta ou pode ser feito de outra maneira, que se adapte melhor ao seu estilo, à sua pele e à sua habilidade.

Diabetes não é uma sentença de morte. É apenas um alerta pra você cuidar mais de sua saúde e com mais qualidade de vida. Alimentação balanceada e atividades físicas são comportamentos que só tem a acrescentar e faz parte da rotina de todas as pessoas que se preocupam com a saúde, mesmo sem serem diabéticas. Os cuidados adicionais fazem parte da vida de qualquer pessoa que sofra uma doença crônica, como a hipertensão arterial, por exemplo. Seguindo todas as orientações você pode evitar as complicações do diabetes e levar uma vida de forma natural, saudável, sem angústia e feliz.

alimentação para prevenção e controle do diabetes

imagem alimentação para prevenção e controle do diabetes

O diabetes é um distúrbio do metabolismo da glicose e a obesidade é uma das principais causas. O pré-diabetes é a fase que antecede o diabetes e chega atingir 250 milhões de pessoas no mundo. Para diagnóstico de diabetes, a taxa de açúcar no sangue é definida acima de 125mg/dl. No pré-diabético ela se encontra entre 100 e 125 mg/dl.

Nem todo pré-diabético desenvolverá o diabetes. Mas todo pré-diabético que não adotar um estilo de vida saudável com alimentação balanceada, em até 5 anos pode se tornar um paciente com diabetes. A cada ano, 7 milhões de pessoas desenvolvem diabetes. A recomendação é perder entre 5 a 10% do peso e aderir a uma dieta equilibrada que reverta os níveis de glicose aos valores normais.

No paciente com diabetes já instalado, a quantidade e os nutrientes dos alimentos a serem consumidos irão depender de cada caso e, desta forma, o tratamento é individualizado. Para uma alimentação saudável é importante considerar todos os grupos alimentares e conhecer como os carboidratos, as proteínas e as gorduras agem sobre a glicemia.

E o que é glicemia?

A glicemia é a taxa que indica a concentração de glicose (açúcar) no sangue. Uma alimentação desequilibrada pode elevar a glicose no sangue caracterizando a hiperglicemia. A hiperglicemia mantida ao longo dos anos, além de ser fator de risco para doença cardiovascular, é caminho sem volta para o diabetes. Portanto, a principal medida preventiva é evitar alimentos e comportamentos que disparem a glicemia.

Além das calorias, que é uma medida de energia, os alimentos são classificados de acordo com seu nível glicêmico. Quanto maior o índice glicêmico (IG), maior a chance de elevar o nível de glicose na corrente sanguínea. O vilão da história são os carboidratos, já que as proteínas e gorduras (lipídios) dependem tanto da quantidade quanto de outros alimentos associados à refeição para alterar a glicemia.

A importância do índice glicêmico no controle do peso

O índice glicêmico (IG) refere-se à velocidade do alimento para se transformar em açúcar no sangue. Quanto mais rápido o alimento atravessa o sistema digestivo, maior será a descarga de insulina para recolher todo o açúcar (glicose) deste alimento e encaminhá-lo às células, já que açúcar circulando em excesso no sangue é “veneno”.  E é esta uma das funções da insulina, evitar que a glicose permaneça no sangue.

Quando você come alimentos com alto índice glicêmico, a insulina dispara para fazer este transporte. Porém as células tem uma capacidade limitada para utilizar toda a glicose deste alimento. E o que acontece então? A insulina é obrigada levar a glicose para o tecido gordo armazenando na forma de triglicérides (gordura). Excesso de triglicérides provoca deposição de gorduras nos vasos e aterosclerose, aumentando o risco das doenças cardiovasculares.

Para uma alimentação saudável e equilibrada é importante controlar os níveis de glicose no sangue permitindo, desta forma, que a insulina distribua corretamente a energia para as células e não armazene na forma de gordura.

Os principais nutrientes para o funcionamento do organismo

Seu corpo necessita de seis nutrientes indispensáveis para funcionar adequadamente:

  • Os micronutrientes: vitaminas, minerais e água, que não afetam o índice glicêmico;
  • Os macronutrientes: carboidratos, proteínas e gorduras, que dão energia ao corpo e exercem influência na glicemia.

Apesar dos alimentos serem classificados como carboidratos, proteínas e gorduras, muitos deles pode ter a combinação dos outros nutrientes em sua composição. Portanto, um alimento com proteína pode conter gordura, assim como qualquer outro com carboidrato pode também ser fonte de proteína, por exemplo.

NUTRIENTES x ÍNDICE GLICÊMICO

Classificação dos alimentos pelo percentual do índice glicêmico:

  • Alimentos com índice glicêmico Alto: valor maior ou igual a 70
  • Alimentos com índice Glicêmico Médio: valor entre 56 e 69
  • Alimentos com índice Glicêmico Baixo: valor menor ou igual a 55

CARBOIDRATO: é principal fonte de energia do corpo e o nutriente que mais afeta a glicemia já que 100%  dele é transformado em glicose. Entra de forma acelerada na corrente sanguínea elevando a glicemia entre 15 minutos a 2 horas. Quando consumido em excesso são também armazenados na forma de gordura. A ingestão diária recomendada de carboidratos é de 50 a 60% do valor calórico total das calorias dia. Os carboidratos são divididos em:

Carboidratos simples: possuem alto nível glicêmico. São digeridos e absorvidos rapidamente, produzindo um súbito aumento de glicose no sangue.

Ex: pão branco, arroz, batata, suco de frutas, doces, sorvete, bolo, refrigerantes, biscoitos, milho, massa de farinha branca, açúcar, mel, glicose, sacarose, cana-de açúcar. 

O pão francês é o alimento com maior índice glicêmico (100 IG/30g). Na sequência por porção de 150g temos: a batata (103), seguido do espaguete (87) e o arroz branco (80).  Algumas frutas também possuem um índice glicêmico elevado (valores por 100g): manga (80) melancia (72), abacaxi (66), banana (60) e papaia (59).

Carboidratos complexos: são digeridos mais lentamente por conter maior quantidade de vitaminas, minerais e fibras. Desta forma, o aumento da glicemia ocorre de forma lenta e gradual.

Ex: arroz integral, pão integral, batata-doce, mandioca, abóbora, inhame, aveia, alface, tomate etc. Frutas com casca tem baixo índice glicêmico, como a pera e maçã, que possuem o IG 38.  O morango (40), a laranja e o pêssego (42) também estão incluídos na categoria de baixo valor glicêmico.

PROTEÍNAS: além de serem fontes de calorias, são fornecedoras de aminoácidos que tem o papel construtor e reparador aos órgãos e tecidos do corpo. Elas também são importantes na formação de hormônios, enzimas e anticorpos. 

Diferente dos carboidratos, apenas 30 a 60% das proteínas ingeridas são transformada em glicose. O processo também é mais lento e, normalmente, demora entre 3 a 4 horas, diminuindo, desta forma, o impacto da glicose no sangue.  Para uma dieta equilibrada, as proteínas devem representar de 15 a 20% dos alimentos consumidos.

Apenas as proteínas de origem animal contêm todos os aminoácidos necessários para o bom funcionamento do organismo. Elas são encontradas nas carnes, peixes, frango, ovos, queijo, leite e seus derivados. 

As proteínas vegetais representam as leguminosas como, por exemplo, feijão, grão de bico, ervilha, soja e algumas frutas. Apesar de muito importantes para o corpo, pois são ricas em fibras, minerais, vitaminas e antioxidantes, são consideradas incompletas em relação às proteínas de origem animal, por serem pobres em aminoácidos essenciais.

Grande parte dos legumes, verduras e hortaliças são fontes tanto de proteína como de carboidratos, o que faz com que o índice glicêmico se torne mais amplo na categoria das proteínas.

GORDURAS (lipídios): enquanto os carboidratos e proteínas possuem 4 kcal/1g, as gorduras proporcionam taxas maiores de energia por terem 9 kcal/1g.  As gorduras apesar de serem vistas como maléficas, são importantes condutoras de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), fornecem ácido graxos essenciais, além de terem um papel fundamental no controle dos processos metabólicos. Também aumentam o HDL (colesterol bom) importante para evitar a deposição do colesterol ruim (LDL) nas paredes dos vasos sanguíneos. Elas ainda produzem energia para os músculos e coração e mantém o corpo aquecido.

As gorduras tem pouco impacto nos níveis de glicose no sangue pois bloqueiam a ação da insulina devido ao tempo maior que levam para serem digeridas (cerca de 6 a 8 horas). Apenas 10% das gorduras são transformadas em glicose. Por isso, tanto as gorduras assim como os alimentos com fibras, por exemplo, favorecem a diminuição no índice glicêmico dos alimentos. Entretanto, gorduras consumidas em excesso podem levar a obstrução das artérias, que é a principal causa de infarto, acidente vascular cerebral e trombose. Recomenda-se uma ingestão diária entre 25 a 30% das calorias ao dia, observando a qualidade das gorduras, já que nem todas são benéficas. As gorduras consideradas boas são as monoinsaturadas e poliinsaturadas.

As monoinsaturadas são encontradas no azeite de oliva, nozes, castanhas, abacate etc. As poliinsaturadas são fontes de ômega 3 e 6 estando presentes nos peixes oleosos como salmão, sardinha, arenque etc. Estes dois tipos de gordura são fundamentais para o bom funcionamento do organismo já que o corpo não é capaz de produzir sozinho, sendo conseguido apenas por intermédio da alimentação.

As gorduras ruins são aquelas conhecidas como saturadas e gordura trans. A gordura saturada é encontrada em alimentos de origem animal como, por exemplo, nas carnes (gordura na parte interna e externa), pele de frango, toucinho, queijos, manteiga etc. O consumo excessivo aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Quanto as gordura trans, elas estão presentes em alimentos que utilizam a gordura vegetal hidrogenada em sua preparação, como nos casos de salgadinhos de pacote, batata frita, margarina, sorvetes etc.

Como ter uma alimentação equilibrada consumindo alimentos com alto índice glicêmico?

Como você pode observar, os alimentos possuem índices glicêmicos diferentes e os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo com liberação imediata de insulina. Se você optar por uma refeição com alimentos de alto índice glicêmico, combine alimentos que tenham o índice glicêmico baixo para que a absorção pelo organismo seja mais lenta evitando, desta forma, picos de insulina e o desequilíbrio na distribuição da glicose no organismo.  

  1. Quer comer batata? Componha o prato com proteínas, gordura boa, fibras e legumes para reduzir a absorção de glicose no sangue. Evite comer a batata sozinha.
  2. No café da manhã coma o pão (de preferência integral) junto com uma fonte de proteína, queijo branco, por exemplo.
  3. Outra dica é fracionar as refeições. Como a glicemia aumenta após as refeições, o ideal é comer menos quantidade e a cada 3 horas, evitando, desta forma, picos de insulina e crises de hiperglicemia.
  4. Alimentos com fibras (verduras e legumes crus), gorduras boas (castanha-do-pará, azeite) e frutas, prolongam a saciedade. Tente sempre inclui-las nas suas refeições.
  5. Opte pela versão integral dos alimentos. Procure substituir o arroz branco pelo arroz integral, o pão branco pelo integral etc. Caso não abra mão do tradicional arroz branco com feijão, prefira consumir a versão branca do arroz no almoço e lembre-se de combinar fontes de proteínas e gorduras para diminuir o impacto do índice glicêmico do arroz no sangue.
  6. O tempo de cozimento também eleva o índice glicêmico dos alimentos. Quanto mais cozido um alimento, maior será seu nível glicêmico, independente das calorias, que não é o assunto em questão. Quer um exemplo? A cenoura considerada tão nutritiva possui IG 16 quando consumida crua e sobe para 58 caso seja cozida.
  7. Na hora de preparar sua refeição, comece com um prato de salada colorida. Evite os molhos com gorduras ruins (gorduras trans e saturadas). Complete sua refeição com legumes (os verdes escuros e amarelos são os mais indicados) e fique atento as quantidades de carboidratos (opte pelos complexos) e proteínas.     
  8. 8. Se um dia comeu carne vermelha, no outro prefira o peixe ou frango. Alterne as fontes de proteína animal e dê preferência as carnes magras sem gordura ou pele. O mesmo vale para os queijos: ricota, cottage e minas frescal é mais saudável que queijos amarelos, manteiga e requeijão.
  9. 9. De olho no rótulo: evite adoçantes à base de frutose. Alguns produtos dietéticos industrializados são fontes de gordura com alto valor calórico e devem ser evitados.
  10. Não resiste a um doce? Melhor então que coma após o almoço, do que quando estiver com o estômago vazio. O açúcar sem a combinação de alimentos que reduzem o índice glicêmico é uma bomba de glicemia no seu corpo.
  11. Atenção à forma que ingere as frutas: quanto mais maduras, maior o índice glicêmico. Evite também os sucos: as fibras se perdem no liquidificador. Veja o exemplo do tradicional suco de laranja. A laranja como fruta tem índice glicêmico baixo (42) mas consumida na forma de suco, perde o bagaço que contêm fibras, elevando o índice glicêmico para 74. Prefira sempre comer frutas inteiras.
  12. Não esqueça da água. Ela é um micronutriente fundamental para o bom funcionamento do seu corpo. Beba sempre bastante água.

Os índices glicêmicos contidos neste artigo são uma referência geral. Para índices mais precisos, consulte seu médico.

diabetes, doença silenciosa

imagem diabetes, doença silenciosa

A palavra diabetes origina-se do grego e significa “sifão”. A doença recebeu este nome por causar uma emissão frequente e abundante de urina. Existem dois tipos de diabetes: o diabetes mellitus, que é o mais comum e frequente, e o diabetes insípido, que costuma ser raro.

O diabetes insípido está relacionado a uma disfunção da hipófise e ocorre por uma deficiência do hormônio antidiurético. Consequentemente, provoca grande eliminação de urina. 

Já o diabetes mellitus é uma doença de origem pancreática (órgão produtor de insulina), causado por um distúrbio no metabolismo da glicose. Quanto mais alto o nível de glicose no sangue, mais água o corpo necessita para diluí-la e eliminá-la. Desta forma, o paciente com diabetes mellitus sente muita sede, tem micção frequente e urina adocicada.

Porém, o diabetes mellitus e o diabetes insípido são doenças completamente diferentes, que apenas tem em comum, a alta produção e eliminação de urina. E é por isso, que ambos levam o nome de diabetes (sifão).

Neste artigo vamos abordar o diabetes mellitus que afeta cerca de 13,4 milhões de pessoas no Brasil e é caracterizado como tipo 1 e tipo 2. Os dois tipos têm em comum a hiperglicemia embora sejam divergentes tanto do ponto de vista de gênese da doença como do ponto de vista de tratamento. Mas antes de explicar este tipo de diabetes você deve entender o que é a hiperglicemia e a importância da insulina no metabolismo da glicose.

Hiperglicemia e insulina

Hiperglicemia significa a elevação de glicose no sangue. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e responsável por transformar a glicose (açúcar) dos alimentos em energia para o corpo. Quando o organismo não fabrica insulina ou não é capaz de utilizá-la adequadamente, o corpo não consegue usar a glicose dos alimentos e esta passa para o sangue mantendo-se na circulação.  Apesar de todo paciente diabético apresentar hiperglicemia, não significa que pessoas que tenham um episódio de hiperglicemia sejam diabéticas. Uma alimentação excessiva, por exemplo, pode provocar um quadro de hiperglicemia.

DIABETES MELLITUS TIPO 1

O diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes juvenil ou diabetes insulino-dependente, é a forma mais grave do diabetes mellitus e se inicia, em geral, na infância ou adolescência, quando ocorre a destruição das células produtoras de insulina. O nível deste hormônio cai virtualmente a zero e há dependência de reposição da insulina por injeções subcutâneas. Habitualmente, não existem outros casos de diabetes na família e o componente genético não é importante.

É caracterizado como doença autoimune e as causas são desconhecidas. Nas doenças autoimunes ocorre um desequilíbrio do sistema imunológico que altera sua função de defesa e ataca o próprio organismo. No diabetes tipo 1, esses anticorpos atacam e destroem a célula pancreática (célula beta) que gera a insulina. Não existe prevenção para este tipo de diabetes e o tratamento baseia-se na administração de insulina. A falta de insulina pode levar a grave desidratação e coma.

DIABETES MELLITUS TIPO 2

O Diabetes tipo 2 inicia-se na idade adulta, em geral após os 40 anos, e há um forte componente familiar tendo vários membros da família afetados, na maioria dos casos. É conhecido como diabetes do adulto ou diabetes não-insulino-dependente sendo, este tipo, o mais frequente na população atingindo uma proporção de 4 em cada 5 casos de diabetes mellitus.

Enquanto no diabetes tipo 1 o pâncreas não produz insulina, no tipo 2 a insulina é produzida normalmente, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica.  A obesidade é uma das principais causas do diabetes tipo 2,  o que torna esta doença um problema de saúde pública atingindo 10% da população mundial. O excesso de peso leva a um aumento da produção de insulina pelo pâncreas para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge então, o diabetes.  

Ao menos nos primeiros anos do diabetes tipo 2, não há necessidade do uso de insulina, podendo-se controlar os níveis de glicose com comprimidos, alimentação balanceada e atividades físicas.

Fatores que podem desencadear o diabetes tipo 2

  • Forte estresse físico: infecções graves, infarto do miocárdio, derrame cerebral ou cirurgias, por exemplo. São situações que podem alterar a glicemia e impedir que o corpo produza insulina ou a utilize de forma adequada.  
  • Uso constante de medicações contendo cortisona: aumenta os níveis de glicose no sangue e, da mesma, forma pode desregular a insulina.
  • Estresse emocional: durante a emoção, há liberação de hormônios chamados contrarreguladores, isto é, que se opõem aos efeitos da insulina.  Dessa forma, é possível tanto o desencadeamento, como a piora do diabetes já instalado. Existem relatos na literatura médica de pequenas "epidemias" de diabetes em cidades acometidas por grandes catástrofes (terremotos e furacões), o que reforça essa tese.

No diabetes tipo 2, a prevenção é, até certo modo, possível. Se existem casos de diabetes na família, o indivíduo deve controlar o peso adotando hábitos de vida saudáveis, tanto em relação à atividade física, como em relação ao comportamento alimentar.

Outras formas de diabetes

Diabetes gestacional: pode ocorrer em qualquer mulher e não é comum a presença de sintomas.  Costuma ser um aviso de uma tendência para a manifestação posterior de um diabetes não relacionado à gravidez. Algumas mulheres tem maior risco de desenvolver a doença e devem estar mais atentas. 

São considerados fatores de risco para o diabetes gestacional:  idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 quilos) ou de diabetes gestacional, história familiar de diabetes em parentes de 1º grau, história de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação e gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

Segundo o obstetra e ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop, o diabetes gestacional tem, normalmente, uma evolução benigna e é mais facilmente compensável que aquele observado em paciente anteriormente diabética. Se não for tratado adequadamente, o diabetes predispõe a uma frequência maior de malformações no feto e também o nascimento de bebês muito grandes (acima de 4 quilos), exigindo maiores cuidados durante o parto.

A hiperglicemia da mãe provoca um aumento da secreção de insulina no bebê. Após o nascimento, essa insulina abaixa os níveis de glicose no recém-nascido, devido à ausência da grande fonte de glicose existente na vida uterina, provocando a hipoglicemia (queda nos níveis de glicose no sangue). Os tremores são a representação mais comum da hipoglicemia no recém-nascido.

Existem também, formas raras do diabetes mellitus:

 

  • Diabetes associado à desnutrição: que ocorre apenas em algumas regiões da África, Ásia e Caribe;
  • Diabetes associado ao alcoolismo: por pancreatite alcoólica grave;
  • Diabetes por síndromes genéticas muito raras.

Pré-diabetes

Pré-diabetes é quando o nível de glicose no sangue está mais alto que o normal mas não atinge o valor para o diagnóstico de diabetes. Estudos indicam que a cada ano, 7 milhões de pessoas no mundo desenvolvem o diabetes. Atualmente são 250 milhões de pessoas acometidas pela doença. A mudança de hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos são as principais medidas preventivas. O controle glicêmico reduz o risco da evolução do diabetes.

MITO

Muitos acreditam que é a ingestão excessiva de açúcar que desencadeia o diabetes. Essa hipótese apenas tem fundamento caso a ingestão de açúcar provoque ganho de peso e o indivíduo seja predisposto ao diabetes. Não é o açúcar que é maléfico, e sim a obesidade.

Obesidade abdominal grave é quando a medida da circunferência do abdome na altura da cintura tem valores acima de 100 cm (1 metro) para homens, ou acima de 90 cm para mulheres. Observa-se, cada vez mais, o desenvolvimento do diabetes em adultos jovens. Infelizmente, não são todas as pessoas com problemas de obesidade que procuram tratamento. Nesta situação, a descoberta do diabetes em sua fase inicial passa ser um fator de "sorte" já que isso acontece apenas quando esses pacientes procuram o endocrinologista.

SINTOMAS DO DIABETES

Os sintomas do diabetes mellitus são semelhantes, independente de ser o tipo 1 ou 2. A diferença principal é que no diabetes tipo 1, os sintomas se desenvolvem rapidamente e o paciente, normalmente, emagrece. No tipo 2, surgem de forma gradativa e a obesidade, normalmente está presente. Se você tem muita sede, aumento da diurese, apetite excessivo, sente dores nas pernas e alterações visuais, pode já estar com diabetes em fase avançada.

É importantíssimo o diagnóstico precoce do diabetes. Pessoas com diabetes tipo 2 não diagnosticado, tem risco maior de apresentar acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e doença vascular periférica do que pessoas que não têm diabetes.

Se você está obeso faça o teste da circunferência abdominal e marque uma consulta no endocrinologista com urgência. Como você pode observar o mecanismo da insulina causado pela obesidade é semelhante ao mecanismo do diabetes tipo 2.

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