logo extrafarma

A versão deste navegador nao é compatível com este site.
Por gentileza, atualize seu navegador aqui
Ou baixe uma das opções abaixo:
Google Chrome , Firefox.

Assuntos

Xô gripes e resfriados!

Dicas simples para evitar o contágio e possíveis complicações

imagem Xô gripes e resfriados!

Imagine a seguinte situação: você está à espera daquela festa especial e, exatamente no dia, acorda constipado, com dor no corpo, coriza e sentindo-se febril. O fato é que ninguém está imune à gripe e ao resfriado. E, mesmo com medidas preventivas, como a ingestão constante de vitamina C, vez ou outra surgem esses sintomas. Nessas horas, a maioria recorre a um antigripal ou a medidas caseiras, como chás e até mesmo escalda-pés.

Compostos por diversas propriedades em ação conjunta, os antigripais são formulados à base de analgésicos, antitérmicos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, antialérgicos e antitússicos, entre outros. Agem no organismo combatendo os sintomas e ajudam a amenizar o quadro clínico. Porém, antes de sair correndo para comprar um ou tomar aquele que o colega do trabalho indicou, é preciso ficar atento se os sintomas apresentados referem-se a um resfriado comum ou a uma gripe, principalmente, se a intenção é se automedicar, para não agravar o problema ao invés de resolver. Vale lembrar que em ambos os casos, apenas o médico pode definir o tratamento adequado para cada pessoa. Conheça as diferenças!

Resfriado ou gripe?

O resfriado acomete as vias respiratórias superiores e é uma infecção viral, com mais de 200 tipos diferentes de vírus, sendo os mais comuns facilmente transmissíveis. O modo de contágio acontece pelo contato físico ou pelo ar, quando o vírus entra no organismo pela boca, nariz e olhos. Geralmente, os sintomas surgem cerca de dois ou três dias após o contato com o vírus, ocasionando dor no corpo, cansaço, espirros, coriza, dor ou irritabilidade na garganta, tosse, lacrimejamento, podendo ocorrer ligeira febre baixa. O diagnóstico é feito de acordo com os sintomas e o tratamento ocorre apenas para aliviá-los, normalmente com o uso de antitérmicos e analgésicos, como a dipirona e o paracetamol.

Na gripe, o modo de transmissão apresenta-se praticamente o mesmo do resfriado. Porém, a gripe mostra-se bem mais grave, causada pelo vírus influenza. Assim como o resfriado, pode surgir em qualquer época do ano, mas costuma ocorrer com mais frequência durante o inverno ou em períodos mais frios, sendo denominada gripe sazonal. Na maioria das vezes, a causa das infecções ocorre pelo contágio com o vírus da influenza tipos A e B. Costuma manifestar os sintomas entre três e quatro dias após o contágio com o vírus e pode inicialmente provocar febre alta, acima de 38 °C, acompanhada de fraqueza, mal-estar, dores de cabeça e no corpo, podendo causar ainda coriza, dor de garganta e tosse, primeiramente seca.

O diagnóstico, basicamente, é clínico, porém, em casos específicos, torna-se necessária a confirmação por meio de exames laboratoriais. Na maioria dos casos, a medicação assemelha-se ao tratamento do resfriado, à base de antitérmicos, analgésicos, hidratação e um bom repouso. Em casos distintos, podem ser prescritos medicamentos antivirais que combatem exclusivamente o vírus, com eficácia garantida somente se forem administrados dentro das primeiras 48 horas após o aparecimento dos sintomas. Há, no entanto, situações ainda mais graves decorrentes da gripe, como a pneumonia viral ou bacteriana, dentre outras complicações.

Prevenir para não remediar

Existem medidas bem simples que ajudam a prevenir o contágio de gripes e resfriados. De acordo com o infectologista Irineu Maia, a higiene das mãos, no dia a dia, torna-se fundamental. “Lavar as mãos com sabão ou sabonete e depois passar álcool são importantes medidas para evitar o contágio com o vírus, pois, no caso das doenças respiratórias virais, a mão é o mais importante meio de contaminação do que a própria via respiratória”, alerta.

Confira as principais recomendações do especialista:

• Limite seu contato com pessoas que apresentem os sintomas e evite locais fechados com grandes aglomerações.

• Ao assoar o nariz, prefira lenços de papel descartáveis e cubra o nariz e a boca quando for espirrar ou tossir.

• Lave as mãos frequentemente com água e sabão e utilize álcool gel.

• Evite esfregar o nariz e depois levar a mão à boca ou aos olhos.

• Prefira alimentos ricos em vitamina C e beba bastante líquido.

• Não compartilhe objetos de uso pessoal.

• Use soro fisiológico para lavar e hidratar as narinas.

No caso da gripe, há ainda outro método de prevenção: as vacinas, que devem ser tomadas anualmente. Elas evitam a contaminação, porém, em alguns casos, o vírus pode manifestar-se. Contudo, a reação ocorre com menos intensidade e menor risco de complicações.

A importância do repouso

Enquanto o corpo se encarrega de eliminar a infecção, além do tratamento com medicações, o repouso mostra-se essencial para a recuperação do indivíduo, permitindo que o organismo use toda a sua energia para combater o vírus. O médico explica que realizar esforços durante a manifestação da doença pode debilitar as defesas do organismo e facilitar possíveis complicações. “O repouso torna-se fundamental na recuperação de todo quadro infeccioso, principalmente, em se tratando da gripe. O recomendável é repouso, uso de medicação sintomática e hidratação”, orienta Maia.

dor de garganta: infecção, irritação ou lesão?

Conheça as causas, sintomas e tratamentos

imagem dor de garganta: infecção, irritação ou lesão?

Causas da dor de garganta

A dor de garganta é uma queixa que costuma ser frequente e pode ser provocada tanto por infecção, como irritação ou lesão. Por isso, nem sempre a dor de garganta é consequência de amigdalite, faringite ou laringite bacteriana. Aliás, são mais frequentes as infecções de origem viral, ligadas aos resfriados ou gripes, do que as causadas por bactérias.

Entre as causas não infecciosas, a dor de garganta pode ser de origem alérgica e é comum em pessoas com rinossinusite crônica ou sensíveis a determinados alimentos. O tabagismo, exposição a grandes quantidades de pó, secura excessiva do ar entre outras situações semelhantes, da mesma forma, podem produzir irritação na garganta.

Também pode estar relacionada a lesões, como no caso de pacientes com refluxo gastroesofágico, por exemplo. Nesta situação, o ácido do estômago retorna para o esôfago, que sobe pra faringe e provoca uma lesão que dói e pode ser confundida com dor de garganta viral ou bacteriana. 

Outras causas que merecem atenção e tratamento diferenciado

Na mononucleose infecciosa (conhecida popularmente como doença do beijo), a dor de garganta é intensa, dura semanas, e apesar do aumento dos gânglios do pescoço sugerir uma infecção bacteriana, é uma doença causada pelo vírus Epstein-Barr. Diferente de dores de garganta causada por vírus, neste caso específico é crucial o diagnóstico correto, já que pacientes com mononucleose não podem ser tratados erroneamente com antibióticos (principalmente amoxicilina), sob o risco de desenvolver graves lesões na pele (rash cutâneo). O tratamento para esta doença deve ser feito com anti-inflamatório

 A inflamação da tireoide (tireoidite) também é causada por vírus e provoca além da “dor de garganta”, muita dificuldade para engolir. Entretanto, na verdade, o que dói é a glândula da tireoide e o paciente acaba se equivocando, achando que a dor é na garganta. Portanto, sempre que a garganta doer e essa condição persistir por mais de uma semana, é importantíssimo o diagnóstico correto.

Jamais subestime a dor na garganta. Só o seu médico poderá diferenciar entre infecção viral, bacteriana ou de causas distintas, e indicar o tratamento apropriado ao seu caso.

Dor de garganta em bebês e crianças

As infecções causadas por vírus (gripe, resfriado, amigdalites virais) são mais frequentes antes dos 2 anos de idade e ocorrem por meio do contato com pessoas doentes, já que esses vírus são altamente contagiosos.

A prevenção é de extrema importância. Pessoas doentes devem evitar o contato com bebês e, se necessário mexer na criança, é fundamental o uso de máscaras e a lavagem rigorosas das mãos.

Bebês amamentados no peito são mais protegidos contra as infecções, graças aos anticorpos contidos no leite materno.

Entre 2 e 7 anos, as amigdalites provocadas por bactérias passam a ser mais frequentes já que neste período, o tecido da amígdala se desenvolve muito, o que predispõem as infecções. 

Sintomas e tratamentos de infecções por vírus

O quadro é mais ameno, caracterizado por febre de menor intensidade, embora, às vezes, acompanhado de uma dor muito incômoda. Normalmente, é um processo autolimitado, dura entre 5 e 8 dias e desaparece sem a necessidade de medicamentos específicos. No máximo indica-se analgésico e pastilhas para alívio da dor.

Sintomas e tratamentos de infecções por bactérias

Nesta situação a febre é alta e é necessário o uso de antibiótico para combater as bactérias, assim como evitar complicações por abscessos (coleção de pus). O seu médico irá prescrever o tipo mais adequado para o seu caso, indicando a dosagem. Normalmente, após 48 horas da administração do antibiótico a febre cede e você já se sente melhor. É desaconselhável a automedicação ou o uso de um remédio que foi bom para alguma pessoa conhecida. Tomar antibióticos indiscriminadamente pode torná-los sem ação diante de uma infecção mais severa.

Atenção: antibiótico não trata a dor

Da mesma forma que o antibiótico não surte efeito para as infecções virais (vírus é vírus e bactéria é bactéria), ele também não alivia a dor no início da infecção. O antibiótico apenas mata as bactérias. Para a dor é necessário fazer uso de analgésicos.

Dor de garganta acompanhada de tosse

Quando a dor de garganta estiver associada a um quadro de tosse, providências naturais podem ser adotadas como, por exemplo, o aquecimento do pescoço ou o resfriamento da garganta com pastilhas de menta. Isso promove uma diminuição relativa do reflexo da tosse e proporcionam uma sensação agradável que ameniza a irritação da garganta. Porém, é importante esclarecer que apesar da sensação momentânea de alívio, essas medidas não exercem ação efetiva sobre os mecanismos que desencadearam a tosse ou a irritação local.

O mel, isoladamente ou em associação com própolis, também pode ser empregado para alívio da irritação de garganta ou tosse. Mas, até onde sabemos, ele também não age diretamente sobre a inflamação ou infecção. Ocorre apenas uma sensação de desopressão pela lubrificação que proporciona à mucosa da garganta. Quando ingerido junto com bebidas quentes, o calor e a lubrificação são mais eficazes. Entretanto, o mel precisa ser de boa procedência e poderá, nesse caso, ser empregado puro (1 a 2 colheres de sobremesa) ou dissolvido em chá ou leite quente.

Quanto aos gargarejos, apesar de raramente penetrarem na garganta, ajudam a eliminar o muco. O ideal é a aplicação direta de antissépticos com pulverizador que produzem resultados mais positivos para a dor de garganta. Alguns, inclusive, contêm um pouco de anestésico. Dica: use um abaixador de língua para que o antisséptico consiga realmente atingir a garganta.

Apenas não esqueça que essas ações são paliativas e tratam apenas os sintomas do incômodo. Para a cura é necessário o tratamento indicado pelo médico.

cuide bem da flora intestinal

dela depende a digestão dos alimentos e o equilíbrio do organismo

imagem cuide bem da flora intestinal

Uma vida saudável depende do bom funcionamento do intestino, e isso está ligado ao equilíbrio da flora intestinal. Também chamada de microbiota intestinal, a flora intestinal consiste numa associação de milhares de “bactérias do bem”, que habitam o intestino, tendo várias funções, como a digestão dos alimentos, além de impedir que organismos nocivos se desenvolvam, segundo o proctologista Roberto Luiz Kaiser Júnior. No dia a dia, o médico orienta seguir uma alimentação saudável e, ainda, suplementar a dieta com probióticos e prebióticos, que podem garantir o equilíbrio ao intestino humano, desempenhando papel fundamental na nutrição.

Os probióticos apresentam-se como bactérias vivas que produzem efeitos benéficos, presentes em iogurtes, produtos lácteos fermentados e suplementos alimentares. Já os prebióticos auxiliam as bactérias do próprio organismo, e são encontrados em alimentos como cebola, alho, chicória, cereais, beterraba, banana e tomate.

Segundo o proctologista, quando o intestino funciona perfeitamente e, de repente, fica constipado, é um sinal de alerta para procurar auxílio médico. Evacuar menos de três vezes por semana ou com fezes bem endurecidas também pode ser considerado constipação intestinal.

Kaiser Júnior relata que há vários tipos de medicamentos para tratar o problema. Existem aqueles que funcionam irritando a mucosa do intestino e, consequentemente, secretando água para hidratar as fezes. Há os que possuem efeito osmótico, trazendo água para dentro do intestino. E os lubrificantes do bolo fecal, que promovem o amolecimento das fezes.

“No dia a dia, a melhor opção sempre são as fibras encontradas nos alimentos, que agem deixando as fezes mais moles após se misturarem com a água ingerida via oral.” É possível consumir essas fibras pela vida inteira, sem causar danos ao organismo.

Dicas de alimentos:

• Verduras cruas, principalmente as verdes, por conter grande quantidade de fibras

• Inclua aveia nas refeições

• Se possível, consuma diariamente sementes como linhaça e chia e evite o sene

• Prefira as frutas laxativas como ameixa, laranja com bagaço, mamão, abacate e uva

• Evite alimentos que causem a prisão de ventre, como maçã, banana-maçã e caju

• Consuma frutas secas como uvas passas, damasco, ameixa seca e tâmara

• Prefira os alimentos integrais. Evite pão branco e arroz

• Beba ao menos 2 litros de água por dia. A água liga-se à fibra e hidrata as fezes

• Consumir fibra e não beber água pode piorar o funcionamento intestinal, além disso, a água é ótima para a saúde e equilíbrio de todos os outros órgãos

cuide da sua alimentação

evite sintomas como azia, queimação e má digestão, com refeições equilibradas

imagem cuide da sua alimentação

Pratos deliciosos, boa bebida, sobremesa de dar água na boca. Fica difícil resistir à tentação e evitar exageros nas festas, almoços em família, reuniões entre amigos e até nos restaurantes que servem comida por quilo. Mas é preciso cautela: comida e bebida em excesso podem colocar a saúde em risco, sobrecarregando o organismo, principalmente, o estômago e o fígado.

E quando o mal-estar bate à porta, com sensações como queimação, náuseas, enjoo e dor abdominal, muitas pessoas recorrem à automedicação e lançam mão dos antiácidos e dos antieméticos.

O cirurgião gastroenterologista Toufic Anbar Neto, que também é diretor da Faculdade de Medicina Faceres, de São José do Rio Preto/SP, explica que antiácidos são medicamentos que diminuem ou inativam a acidez do estômago. São geralmente indicados para combater sintomas como a azia, a queimação e a má digestão.

Os efeitos dos antiácidos mostram-se praticamente imediatos, normalmente em poucos minutos, e duram de uma a duas horas. O médico alerta, no entanto, que não se deve usar os antiácidos com outros medicamentos, uma vez que podem interferir na absorção dos mesmos. Essa recomendação vale também para as refeições. “São medicamentos de venda livre, sem necessidade de receita médica, com poucos efeitos colaterais na prática”, pontua Anbar Neto.

Os antieméticos, por sua vez, aliviam o enjoo, as náuseas e os vômitos. Existem vários mecanismos de ação. “Os principais envolvem o sistema nervoso central e a inibição do reflexo do vômito.” Quando usados como comprimidos e gotas, normalmente, apresentam-se como venda livre nas farmácias. “O efeito colateral mais comum é a sonolência”, afirma o médico a respeito dos antieméticos.

Produção de ácido

Se você exagerou demais naquela refeição, automaticamente, seu corpo responde: o estômago promove o aumento da produção de ácido. Caso a parede desse órgão já esteja fragilizada, podem aparecer sintomas como azia, queimação, dificuldade de esvaziamento e náuseas.  “Os antiácidos consistem em soluções alcalinas que neutralizam o excesso de ácido do estômago logo após a ingestão. Por isso, o efeito é imediato”, afirma o proctologista Roberto Luiz Kaiser Júnior.

O profissional alerta que os antiácidos não servem para tratamento de gastrite e úlcera, uma vez que o efeito apresenta-se de forma rápida, porém, transitória – logo, o estômago volta a produzir ácido. Portanto, o medicamento deve ser utilizado somente quando a pessoa está incomodada em razão dos abusos que cometeu. “Depois disso, sugerimos a utilização de medicamentos que inibem a secreção ácida e aí, sim, conseguem promover uma cicatrização da parede do estômago e a formação de uma barreira protetora contra o ácido, chamada de muco.”

Com relação aos antieméticos, esses devem ser utilizados de preferência injetáveis, pois as pessoas podem vomitar o comprimido logo após a sua ingestão e, com isso, não resultar no efeito esperado, segundo explica Kaiser Júnior. “Os antieméticos agem no sistema nervoso central, melhorando os sintomas como náuseas e vômitos”, reforça ele. O médico observa que todos os exageros devem ser evitados e recomenda uma alimentação saudável o ano todo. “Ao utilizar medicamentos, dê preferência aos de metabolização renal, para um dano menor ao fígado”, acrescenta.

Recomendação médica

O gastroenterologista Mikaell Faria considera que se deve usar medicação quando há a sensação, depois da alimentação, de desconfortos como náuseas, vômitos e até mesmo as famosas queimações. No entanto, ele
observa que é importante sempre ter orientação médica.

Os antiácidos agem no organismo em três tipos de mecanismos: os que bloqueiam a produção de ácido, os que diminuem a liberação desse ácido, e aqueles que já neutralizam diretamente o ácido livre no estômago. “Em geral, as pessoas usam os que têm a função de diminuir o ácido já produzido, que são medicações indicadas para evitar náuseas e vômitos”, diz Faria.

O profissional explica que a frequência dos sintomas torna-se um importante indicativo de que pode estar ocorrendo algo mais grave com o seu organismo. Caso você não tenha qualquer problema e, em uma única refeição, apresente algum sinal de náusea, queimação ou dores, saiba que são sintomas simples, mas que podem se transformar em um problema mais sério se começarem a aparecer repetidamente, em algumas ou em todas as refeições, várias vezes na semana, durante o mês.

Faria ressalta que é necessário também levar em conta o tipo de alimentação. Se você fizer uma refeição saudável e apresentar esses sintomas, procure um médico. Se abusa de frituras, alimentos muito condimentados, gorduras e começa a apresentar sintomas, precisa melhorar a qualidade da alimentação.

O médico Toufic Anbar Neto lembra que o excesso sobrecarrega o sistema digestivo, causando má digestão, além de outros desconfortos, como refluxo e dores abdominais. Ele fala que o ideal é sempre comer em pequenas quantidades, sem se privar dos alimentos favoritos.

“A persistência dos sintomas pode caracterizar um problema mais sério. Nesse caso, procure assistência médica”, assinala. Anbar Neto observa ainda que exercícios físicos não compensam o consumo em excesso de álcool. “É comum as pessoas forçarem os exercícios físicos para perderem o que consumiram. Mas o correto é descansar e não fazer mais que exercícios aeróbicos leves.”

Em que situação é necessário fazer um checkup para ficar longe de qualquer comprometimento à saúde?

• Sintomas frequentes como queimação, dores, aumento de gases e outros

• Quando, após a alimentação, sente-se queimação e náuseas

• Quando se está acima do peso e com alimentação irregular, consumindo alimentos não muito saudáveis

• Quando os sintomas permanecem, mesmo que sejam leves, porém, constantes.

causas e tratamento da bronquite

imagem causas e tratamento da bronquite

Muita gente confunde asma com bronquite. Apesar de ambas serem determinadas por sintomas de origem alérgica, a asma é uma doença genética e sem cura, enquanto a bronquite pode evoluir para a cura desde que afastada a substância alergênica. Nesta situação, a bronquite é originada pela irritação dos brônquios devido à poluição, fumaça de cigarro, poeiras nocivas etc, que diminui a resistência do órgão predispondo a inflamação.

Outras vezes, a bronquite é causada por vírus, como os da gripe ou resfriado, por exemplo. Os sintomas iniciais são tosse seca com chiado, seguida por tosse com catarro. A infecção começa quando o catarro persiste e cria um ambiente propício para a multiplicação de bactérias, o que agrava o quadro inflamatório, reduz o calibre das vias aéreas, além de tornar a respiração ruidosa e difícil.

As crianças e os idosos são os mais atingidos por terem o sistema imunológico mais fraco.  Como agravante, o clima seco e a baixa umidade do ar, facilita a concentração de poluentes que é um dos desencadeadores da bronquite e outras doenças do aparelho respiratório. Portanto, é importante o uso de vaporizador no quarto como medida preventiva e auxílio no tratamento. O ar úmido, além de dispersar essas partículas que acabam sendo inaladas, tende a tornar o muco menos espesso o que melhora à respiração. Na falta do vaporizador, deixe uma bacia com água e uma toalha molhada perto da cabeceira da cama. Essa alternativa ajuda a umidificar um pouco o ambiente.

Outra dica é manter o nariz umidificado com soro fisiológico. O nariz seco facilita a entrada de vírus e poluentes, além de provocar um esforço extra no aparelho respiratório.

Entendendo a bronquite

A bronquite é a inflamação ou infecção dos brônquios (pequenos tubos que ligam a traqueia com os pulmões), tornando dificultosa a chegada de ar nos pulmões. Ela é originada pela agressão das vias aéreas.

Tipos de bronquites e consequências

A bronquite pode ser aguda ou crônica. A bronquite aguda é, em geral, consequência de resfriado ou gripe, e não deve demorar mais de duas ou três semanas para ser curada. Algumas pessoas tem predisposição à crises de bronquite aguda pois possuem uma fonte permanente de infecção. Nesse caso incluem-se crianças e adultos com tendência a sinusite, a amigdalite, ou, ainda, por serem sensíveis a determinados agentes alergênicos como no caso das rinites. A consequência mais frequente, caso a bronquite aguda e suas causas não sejam tratadas adequadamente, é a sua cronificação ou o aparecimento de surtos infecciosos repetitivos, podendo facilitar o aparecimento de pneumonia.

Já a bronquite crônica, é caracterizada por tosse e expectoração por no mínimo três meses, ou uma semana por mês, ou na maioria dos dias durante dois anos consecutivos. Acomete, normalmente, pessoas com propensão a alergias, além de fumantes, pacientes com câncer, enfisema pulmonar ou crianças portadoras de fibrose cística. Nessas condições, os pacientes apresentam quadros bronquíticos, em geral, graves, com intensas e impactantes crises de falta de ar, podendo afetar inclusive o coração.

DÚVIDAS FREQUENTES

Por que a bronquite é comum em crianças?
O quadro de bronquite é uma ocorrência comum em crianças, por estarem em formação e serem mais sensíveis. Em bebês até 2 anos de idade é mais frequente o quadro de bronquiolite, que é a infecção da parte final dos brônquios chamada de bronquíolos. Este tipo é causado pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e é mais comum no inverno. Os sintomas são febre, tosse, obstrução nasal, chiado no peito e perda de apetite. Muitas vezes a recusa alimentar do bebê é consequência da falta de ar, e é importante que as mãe estejam atentas pois as doenças respiratórias são a maior causa de morte infantil. 

Já a bronquite pode ser causada por vários tipos de vírus e bactérias conforme já explicamos anteriormente. 

Como é feito o tratamento da bronquite? Ela sempre regride?
A bronquite pode regredir parcial ou totalmente, desde que o paciente seja tratado adequadamente. O tratamento fundamenta-se na administração de antibióticos, nos casos de infecção bacteriana, associados a medicamentos broncodilatadores e, quando necessário, os corticoides.

Para que servem os aparelhos de inalação?

Os aparelhos de inalação são utilizados para o alívio mais rápido dos sintomas da bronquite. Pode-se inalar apenas soro fisiológico para fluidificar as secreções e desobstruir as vias respiratórias ou misturá-lo com medicamentos. Através do vapor, a medicação chega mais rapidamente aos pulmões.  O tempo de inalação varia de 5 a 10 minutos, ou a critério médico.

Pode-se prevenir a bronquite?
Pessoas com predisposição à crises de bronquite devem evitar áreas poluídas,  contato com doentes com quadros infecciosos das vias aéreas superiores e, sobretudo, devem se abster de fumar.

Mantenha o nariz sempre hidratado já que ele é a porta de entrada do ar que você respira e responsável pela defesa das vias respiratórias. No clima seco, a atenção deve ser redobrada, pois o ar menos filtrado e sem a devida umidificação, além de carregar mais poluentes, provoca um esforço maior do sistema respiratório. Em bebês, utilize também bombinhas de sucção para aliviar a congestão nasal.

probiótico e flora intestinal

O anjo da guarda de sua saúde

imagem probiótico e flora intestinal

Há mais de 2 mil anos, o pai da Medicina, Hipócrates, já avisava: “todas as doenças começam no intestino”. Ele faz parte do sistema digestório e é onde se encontra a maior parte da flora microbiana considerada a barreira de defesa do organismo. Os pesquisadores, inclusive, têm observado uma importante correlação entre o desenvolvimento de câncer, asma, alergias, obesidade, diabetes, autismo e depressão, relacionada ao desequilíbrio da flora intestinal. O nutrólogo e médico ortomolecular, Dr. Wilson Rondó Jr., esclarece sobre a importância de ter uma flora intestinal sadia e o quanto uma boa alimentação auxilia nisso.

O que é a flora intestinal?

Existe no nosso corpo mais de 100 trilhões de micro-organismos que representa 10 vezes mais a quantidade de células que temos no organismo. Grande parte desses micro-organismos são bactérias que compõem a nossa flora microbiana. Apesar do nome bactéria, diferente daquelas que causam doenças, estas são boas e fundamentais para o nosso sistema imunológico. A esta colonização de bactérias no intestino dá-se o nome de flora microbiana intestinal ou, simplesmente, flora intestinal.

Qual a função das bactérias do intestino?

Elas controlam desde a digestão e a absorção das gorduras, até a luta contra as infecções. Uma flora intestinal desequilibrada estimula os processos causadores de múltiplas doenças crônicas, uma vez que ela é constituída também por bactérias ruins, fungos, vírus e outros micróbios. São as bactérias boas que constroem barreiras contra esses micro-organismos, funcionando como um antibiótico natural do corpo. Portanto, elas precisam ser conservadas e não agredidas.

Vale dizer que as bactérias intestinais amigas também colaboram na produção de praticamente todas as vitaminas hidrossolúveis (vitaminas do complexo B1, 2, 3, 5, 6, 8 e 9). Igualmente ajudam na síntese da vitamina K, que atua no mecanismo de coagulação do sangue.

Qual a proporção entre as bactérias boas e as más? Quais os fatores que influenciam o surgimento de bactérias nocivas que desequilibram a flora intestinal?

Para alcançar uma flora intestinal saudável é necessário que 85% dessas bactérias sejam boas e apenas 15% nocivas. Mas, infelizmente, em muitas pessoas, essa ordem é quase que inversa.  O que provoca uma grande multiplicação de bactérias ruins são os maus hábitos alimentares e o consumo de alimentos que prejudicam a flora intestinal. Não mastigar corretamente os alimentos, por exemplo, diminui a absorção dos nutrientes, além de provocar fermentação pela disputa de espaço entre as bactérias boas e nocivas.

Outra causa é o uso abusivo de medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios, que deslocam as bactérias nocivas do tubo digestivo para a parede intestinal provocando o aumento desses micro-organismos no intestino. Mas dentre todas as medicações, os antibióticos são os mais maléficos para o desequilíbrio da flora intestinal. Da mesma forma que eles têm o poder de matar as bactérias que causam a doença, eles também eliminam as bactérias boas devido à proliferação de leveduras. Por isso é comum observar, por exemplo, mulheres com candidíase vaginal após o tratamento com antibióticos.

Está cada vez mais claro que a destruição da flora intestinal com antibióticos e uma alimentação inadequada são os principais fatores para o aumento de doenças. O uso de suplementação com lactobacilos é fundamental para proteger e recompor o equilíbrio da flora intestinal.

Quais os sintomas que indicam o desequilíbrio entre as bactérias?

Se você tem um excesso de bactérias ruins no seu trato digestivo, isso pode se manifestar de diversas maneiras:

  • Gases e distensão abdominal
  • Fadiga
  • Náuseas, dor de cabeça
  • Constipação ou diarreia
  • Desejo por doces
  • Dificuldade de manter o peso apesar de se ter uma alimentação e exercícios saudáveis

Existe uma diversidade de suplementos probióticos disponíveis para ajudar a restabelecer o seu trato intestinal com bactérias saudáveis.

O que são os probióticos?

São as boas bactérias presentes em alguns alimentos ou em forma de suplementos, que fortalecem a flora intestinal e melhoram a prisão de ventre. Podem ser encontrados nos iogurtes, leites fermentados ou em forma de cápsulas e pó. 

As espécies de bactérias probióticos mais populares são o Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus acidophilus, Bifidobacterium bifidum e Bifidobacterium longum.

Dos alimentos fermentados, os mais ricos em probióticos: Lassi (iogurte indiano), Kefir (leite fermentado) e Natto (soja fermentada). Como são micro-organismos, é importante manter armazenados sob refrigeração.

O suplemento probiótico é muito importante, pois cerca de 80% dos receptores imunológicos estão localizados no intestino. Sendo assim, ao fazer uso deste tipo de suplemento, sua imunidade ficará ainda mais eficiente garantido o bom funcionamento do seu sistema de defesa contra todas as doenças.

É no intestino também que é produzido e armazenado cerca de 90% da serotonina do corpo, hormônio relacionado ao bem-estar, determinando grande parte de nossas emoções. Alias, o uso da palavra “enfezada” que refere-se a pessoas de mau-humor, simboliza, não por acaso, o intestino cheio de fezes.

Quais os alimentos que prejudicam a flora intestinal?

Os alimentos refinados e industrializados, os transgênicos, os produtos dos animais criados em confinamento, o açúcar e o pão branco favorecem o desenvolvimento das bactérias nocivas que vivem sem oxigênio (anaeróbicas).

Adote uma alimentação saudável com pouco açúcar. Consumindo açúcar, você na verdade, alimenta as bactérias ruins como fungos e leveduras no seu trato intestinal.

É importante também o consumo de alimentos com fibras, pois além de melhorar o trânsito intestinal e a prisão de ventre, também são importantes na prevenção do câncer de cólon (intestino grosso).

Infelizmente, com a introdução dos alimentos industrializados e pouco naturais, alteramos este equilíbrio da flora abrindo as portas para todo o tipo de doença. A lista das perturbações e doenças associadas à contaminação do intestino é longa, e tornam-se cada vez mais numerosa e constante. Para piorar, todo o tratamento para combater doenças são à base de anti-inflamatórios e antibióticos, que causam um desequilíbrio ainda maior da flora intestinal.

Portanto, é muito importante ter consciência do valor da alimentação de forma a fornecer ao organismo os nutrientes necessários, como as vitaminas, fibras, enzimas etc, e dos probióticos que fortalecem o sistema imunitário, o equilíbrio da flora intestinal e seu humor.

Por que as fibras são tão importantes para manter a flora intestinal saudável? Como elas agem?

O cirurgião inglês, Dr. Denis P. Burkitt, que estudou profundamente o papel das fibras em relação às doenças do cólon, afirma que elas são a alimentação das bactérias boas do cólon, protegendo, contra diversas doenças, inclusive o câncer.

Além disso, as fibras também tem a função de acelerar o trânsito intestinal e diluir as substâncias tóxicas, abreviando o tempo de permanência desses micro-organismos na mucosa do cólon. Desta forma, eles são mais rapidamente eliminados através das fezes, dificultando a absorção pelo organismo.

Trate bem seu intestino. Ele pode ser considerado o anjo da guarda da sua saúde, te protegendo contra as doenças e melhorando seu bem-estar.

benefícios dos nutracêuticos

Conheça a relação entre o consumo de alimentos saudáveis e a saúde do ser humano

imagem benefícios dos nutracêuticos

O crescente uso de alimentos apropriados para a saúde e seus benefícios terapêuticos comprovam uma nova tendência comportamental. No compasso dessa dinâmica, que busca contribuir com a saúde, longevidade e beleza, surgem os nutracêuticos. Para muitos especialistas, esse é um campo da ciência intrigante, aberto a novas pesquisas e que ainda tem muito a ser explorado sobre a capacidade desses compostos em tratar e prevenir doenças.

De acordo com o farmacêutico bioquímico, pós-graduado em Farmácia Magistral Luís Fernando Oliva Reino, o termo “nutracêutico” é originário da junção da palavra “fármaco”, com a palavra “nutriente”, ou seja, um alimento com a função de medicamento. “São alimentos ou suplementos alimentares, com doses nutricionais mais elevadas do que as encontradas normalmente em outros tipos de nutrição”, explica.

Apresentados sob formas farmacêuticas, sejam em cápsulas, comprimidos ou sachês, previnem e tratam doenças. Cada tipo é destinado ao auxílio de uma função em especial.

Aliados do emagrecimento

O cromo, por exemplo, participa ativamente do metabolismo de carboidratos, melhorando, assim, a tolerância à insulina. O cloreto de magnésio, ajuda a eliminar toxinas do corpo. É o que indica a cosmetóloga, graduada em Biomedicina, especialista em Emagrecimento Ana Carolina Candia Barra. Quando um paciente passa por uma dieta restrita, ela não pensa duas vezes em indicar nutracêuticos específicos. “Eles são altamente eficazes para repor deficiências metabólicas”, ressalta.

Amigos da beleza

“O consumo desses compostos é capaz de beneficiar a pele, os cabelos e as unhas, pois repõem os nutrientes necessários que faltam na alimentação, perdidos devido ao estresse, má alimentação e distúrbios fisiológicos”, completa o farmacêutico-bioquímico Oliva Reino. Os tratamentos com nutracêuticos podem ser preventivos ou, dependendo da exigência de reposição nutricional, entram para sanar carências.

Seu uso deve ser orientado por um especialista experiente. Segundo ele, os profissionais indicados para prescrevê-los são: médicos, nutricionistas e farmacêuticos. “Eles são relativamente seguros para o consumo diário, contudo, superdosagens, mesmo de minerais, podem ser fatais”, alerta. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar é importante e fundamental, desde o diagnóstico até o término de seu uso.

Tratamento e prevenção

Para os especialistas, o consumo dos nutracêuticos torna-se indicado por disponibilizarem de uma alta concentração de nutrientes. A nutricionista, mestre em Ciências, Patrícia Cruz conta que eles estão sendo utilizados para tratamento e prevenção, principalmente, das doenças crônicas não transmissíveis como: cardiovasculares, obesidade ou dislipidemias (aumento dos lipídios, gordura, no sangue).

“Existem estudos, muito bem conduzidos e comprovados, que mostram que os ácidos graxos monoinsaturados, ômega 3 (presentes no peixes), auxiliam na redução do LDL (popularmente conhecido como mau colesterol)”, enfatiza. Segundo ela, os fitoesteróis (presentes em cereais, sementes, brócolis, cenoura e cereais), quando administrados em cápsulas, em doses elevadas, podem diminuir o colesterol total, sem alterar o HDL (colesterol bom). “Sua grande vantagem é que eles apresentam a forma concentrada dos compostos bioativos, presentes nos alimentos, assim, sua ação benéfica é alcançada.”

Quem pode consumi-los?

“Não existe restrição em relação à faixa etária para utilizar esses produtos, desde que a pessoa apresente deficiência de certa vitamina”, esclarece a farmacêutica, mestre em Tecnologia de Alimentos, com doutorado em Engenharia Biológica, pela Dalhousie University, no Canadá, Giovana Bonat Celli.

os efeitos da bebida alcoólica

imagem os efeitos da bebida alcoólica

O álcool é uma das drogas mais consumidas em todo o mundo. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 30% dos homens e 10% das mulheres no Brasil consomem álcool em excesso pelo menos uma vez por semana. Além disso, quase 80% dos jovens dizem consumir bebidas alcoólicas regularmente.

Beber em excesso traz consequências muito além dos sintomas desagradáveis da ressaca. De todos os órgãos, o fígado é o mais atingido por ser o único órgão com poder de metabolizar o álcool no organismo.

Metabolização do álcool

Tudo o que comemos ou bebemos, passa basicamente por três estágios: digestão, absorção e metabolização pelo fígado. Ou seja, tudo que é absorvido pelo trato gastrointestinal, obrigatoriamente passa pelo fígado antes de alcançar qualquer outro órgão. Isso vale não apenas para o álcool, como para os alimentos, os remédios e até as drogas. “O fígado é uma espécie de centro de tratamento das substâncias ingeridas. Nada chega à circulação sanguínea central sem antes ter sido processado por ele”, explica o médico Pedro Pinheiro. O nome desse processo é metabolização hepática. Dentre as várias funções da metabolização pelo fígado, uma delas é inativar as substâncias tóxicas que tenham sido ingeridas, como álcool (etanol), por exemplo.

Desta forma, a médio e longo prazo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode provocar desde inflamações no fígado, até doenças graves e crônicas como a hepatite e a cirrose.

No estômago, os efeitos são quase que imediatos, já que as moléculas do etanol irritam a mucosa estomacal provocando náuseas e enjoos. O vômito seria a defesa do organismo para eliminar essas moléculas. E é por isso que, após vomitar, você já consegue sentir um pouco de alívio. Além desses repentinos desconfortos sentidos no estômago, o álcool também pode desencadear gastrite e úlcera.

Qual a diferença entre beber após ter se alimentado e em jejum?

A concentração do etanol que chega ao sangue depende de vários fatores, tais como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago e o sexo da pessoa (o efeito de uma dose de bebida ingerida por um homem equivale a duas doses na mulher) .

Quando seu estômago está cheio, a absorção de etanol fica mais lenta dando mais tempo ao fígado para metabolizar esse álcool. Desta forma, a dica para antes de beber, é comer alimentos ricos em proteínas ou gordura (uma colher de azeite, por exemplo), que retarda a rápida absorção do álcool antes dele conseguir chegar ao fígado. Sendo assim, o álcool vai sendo liberado aos poucos pelo estômago, poupando o fígado de uma sobrecarga tóxica.

Abusar do gelo na bebida, e intercalar o consumo de álcool com goles de água também é uma ótima estratégia para tornar a absorção mais lenta. Beba sempre bastante líquidos, antes durante e depois de consumir álcool. E toda vez que você for ao banheiro urinar, beba algo não alcoólico, seja água, suco ou refrigerantes (com açúcar de preferência).

Beber em jejum ou sem o “apoio” da água, torna a intoxicação por etanol muito mais intensa. E quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos.

Os efeitos das bebidas destiladas, fermentadas e gasosas

Bebidas fermentadas possuem teor alcoólico mais baixo, ao contrário das destiladas que são mais fortes e, por isso, absorvidas mais rapidamente.  Na verdade, o primeiro passo da fabricação de uma bebida é a fermentação. A destilação é justamente para concentrar toda a fermentação do líquido em álcool.

Já as gasosas, como champanhe, por exemplo, independentemente do teor alcoólico, te deixam embriagado mais rapidamente. Isso porque o gás carbônico presente nas borbulhas faz o efeito efervescente e por isso, o álcool entra de forma mais acelerada na corrente sanguínea. O mesmo ocorre com bebidas mais doces, como vinho do porto, e neste caso, o vilão é o açúcar em combinação com o álcool que também acelera a absorção.

Exemplo de bebidas destiladas: cachaça, uísque, vodca, conhaque, rum, tequila etc.
Bebidas fermentadas: vinho, cerveja, saquê e champanhe.

Como a ressaca afeta o organismo?

O álcool é uma substância tóxica e o fígado tem que trabalhar muito para conseguir eliminá-lo. Após esse intenso trabalho de limpeza, quando o nível de álcool no sangue já está bem baixo, quase a zero, é que surge a ressaca. Ou seja, a ressaca é o resultado final de horas de exposição a substâncias tóxicas que circulam pelo sangue, e que necessita passar várias vezes pelo fígado, até que o órgão consiga eliminá-lo completamente. Durante todo esse processo, o corpo também desidrata e há uma queda de glicose no sangue levando a hipoglicemia.

Os sintomas são boca seca com gosto amargo, tontura, fraqueza, dor de cabeça e caso você esteja com o estômago vazio, pode acrescentar enjoo e vômitos as manifestações. Muitas vezes a diarreia aparece também com um cheiro de álcool “no ar”.  Sua mente tem flashes da noite passada. A memória parece falhar. A intoxicação pelo álcool libera uma toxina no corpo chamada de acetaldeído que altera toda a química cerebral, intoxicando inclusive, seus neurônios.

O que fazer para aliviar os efeitos da ressaca?

Só o tempo cura a ressaca. Os medicamentos servem apenas para aliviar os sintomas até esperar ela passar. Como cada pessoa sente os efeitos da ressaca de maneira diferente, o ideal é tomar remédios específicos para agir diretamente em cada um dos sintomas que se apresentarem. Para azia, use os antiácidos (caso tenha problemas estomacais, tome antes o omeprazol). Enjoo, os antieméticos. Em caso de dor de cabeça, recomenda-se dipirona. Evite o paracetamol que potencializa os danos ao fígado e o ácido acetilsalicílico que pode agravar gastrite e úlceras e ainda aumentar o risco de hemorragias.

Já medicamentos antirressaca como Engov, por exemplo, misturam substâncias como analgésicos, cafeína e antieméticos (contra náuseas) que consegue amenizar alguns dos sintomas da ressaca. Mas nenhum medicamento age contra a desidratação, a hipoglicemia, nem sobre a irritação que o acetaldeído provoca nas células.

Ao acordar beba bastante líquidos. Água e sucos com açúcar são o ideal. Isotônicos também são excelentes para hidratar o corpo e repor os sais minerais. A água de coco é a “bola da vez”, pois além de hidratar, repõe a glicose, potássio e fósforo eliminados pela desidratação. Multivitamínicos também são uma boa opção para restaurar os nutrientes perdidos.

O grande segredo para recuperar seu organismo está na hidratação, no consumo de carboidratos, frutas e bastante repouso. Café, banho frio, sauna e exercícios físicos, não passam de mitos além de poder agravar os sintomas. Habitualmente, a ressaca melhora até o final do dia. Mas pode durar até 24 horas.

De olho na hidratação

imagem De olho na hidratação

Na estação mais ensolarada do ano, roupas leves e curtas transformam-se nas melhores opções. E a atenção ao conforto deve ser estendida para a pele, que precisa estar sempre bem nutrida. Com a exposição maior ao sol, à água da piscina e do mar, ela exige cuidados especiais. Na hora de escolher o melhor hidratante, há os que apenas nutrem, os que protegem contra o envelhecimento precoce, os que firmam e ainda afastam – pelo menos temporariamente – as indesejáveis celulites e estrias. Conheça as propriedades de alguns deles e veja o que combina melhor com você!

• Óleo de amêndoas: é rico em vitaminas A, B1, B2, B6 e E, por isso, dispõe de ação antioxidante, que previne rugas e melhora a elasticidade da pele. Hidrata, amacia e acalma, devido ao seu efeito anti-inflamatório.

• Ácido hialurônico: muito utilizado no combate ao envelhecimento, é capaz de corrigir rugas, eliminar marcas de espinhas e até reduzir celulites. Como é uma substância já presente naturalmente no corpo, o organismo absorve o ácido com facilidade.

• Nutrição intensiva: cremes desse tipo, geralmente, são bem emolientes e absorvidos rapidamente pela pele, pois contêm agentes que permitem um toque suave e duradouro. Para peles secas e extrassecas, oferecem ainda nutrição. Alguns prometem agir por até 24 horas.

• Hidratação firmadora: consumo exagerado de bebida alcoólica, fumo, sol sem proteção e refrigerante em excesso tornam-se alguns dos motivos para desencadear o envelhecimento precoce e causar certa flacidez à pele. Há diversos cremes que prometem resultados com seu uso intenso em apenas uma semana. Isso porque eles trazem, na sua fórmula, ativos que estimulam a renovação celular. No entanto, o resultado torna-se mais eficaz se vem aliado a mudanças de hábito, como alimentação saudável e prática de exercícios.


Dicas para manter a pele aveludada

1. Tome água. A pele precisa de líquido para manter-se com aspecto saudável.

2. Consuma alimentos ricos em água, como as frutas e os legumes.

3. Use hidratante todos os dias: ao sair de casa, no banho e antes de dormir.

4. Espalhe bem o hidratante na pele seca. É bom usá-lo após o banho, quando a pele já estiver enxuta e aguardar que ela absorva o produto antes de colocar a roupa.

5. Utilize sabonetes líquidos no banho, porque os do tipo barra ressecam a pele.

6. Use proteção ao se expor ao sol.

7. Tome banhos mornos. A água muito quente tende a desidratar a pele. E por que não aproveitar o calor para apreciar uma ducha mais fresca?

 

DST

Sintomas e consequências: as principais doenças sexualmente transmissíveis

imagem DST

Independente da relação ser hetero ou homossexual, qualquer pessoa pode transmitir ou ser contaminada por uma doença sexualmente transmissível (DST). Elas se propagam pelo ato sexual sem o uso do preservativo, e algumas delas, inclusive, podem ser contraídas apenas pelo sexo oral com parceiro infectado.

Muitas, caso tratadas em tempo hábil, não trazem consequências. Outras, podem se tornar crônicas e te acompanhar pelo resto da vida, com complicações graves, podendo levar até mesmo à morte. Por isso, todo cuidado é pouco! Proteja-se com preservativos e fique atento aos sintomas. O ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop cita as consequências nas mulheres e o urologista Prof. Dr. Sami Arap, nos homens. Hoje em dia, as mais importantes são:

HIV/AIDS
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Existem muitos soropositivos (HIV) que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mesmo assim, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Os agentes da transmissão do vírus HIV são o esperma, a secreção vaginal, o sangue e o líquor (líquido da medula). No suor, saliva, lágrima e urina o vírus está presente em concentrações insuficientes para contaminação e, fora do corpo, fica inativo muito rapidamente. O beijo na boca pode transmitir o vírus da AIDS apenas se existir alguma lesão com participação de sangue.

Quanto ao esperma, é importante saber, que ele é tão contagiante quanto o sangue e transmite o vírus até mesmo sem nenhum ferimento. Portanto, o sexo oral deve ser feito com preservativo. O risco se eleva drasticamente quando existe alguma lesão ou ferimento. Já a relação anal transmite seis vezes mais que a relação vaginal, pois a mucosa do ânus tem menos elementos para se defender, além do trauma mecânico ser maior.

Sintomas: na fase inicial, quando a pessoa é apenas portadora do vírus, não exibe manifestações físicas que permitam detectar a doença. Quando surgem os primeiros sintomas, são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar e por isso, a maioria dos casos passa desapercebido. As manifestações seguintes são: emagrecimento, sudorese noturna, febre, diarreia e sarcoma de Kaposi (câncer com presença de manchas ou nódulos roxo, vermelho ou marrom na pele).

Consequências: admite tratamento e, embora não tenha cura definitiva, possibilita uma vida normal com as devidas precauções. Potencialmente leva ao óbito.

 

CLAMÍDIA

Sintomas: Muitas vezes, sem sintoma algum, sendo diagnosticada apenas em exames laboratoriais. Em alguns casos ocorre corrimento frequente, perda de sangue nos intervalos do período menstrual e dor no baixo ventre. No homem, 70% deles apresentam secreção uretral (corrimento esbranquiçado) e ardor ao urinar. Os outros 30% dos casos, não apresentam sintomas. 

Consequências:  anexite (processo inflamatório nos ligamentos que sustentam o útero na bacia, podendo atingir as trompas e os ovários). Gravidez nas trompas e, em estágio mais avançado, esterilidade por inflamação das trompas. Gestantes podem transmitir para o bebê durante o parto causando cegueira. No homem, leva a infertilidade.

 

GONORREIA
Sintomas
: pode passar desapercebida ou manifestar sintomas como micção frequente, difícil ou dolorosa, uretrite (inflamação da uretra) e às vezes, corrimento. No homem apresenta secreção uretral (amarelado) e ardor ao urinar.

Consequências: por ser uma doença que costuma passar desapercebida, o agente infeccioso pode ficar alojado durante longos períodos no trato urogenital da mulher causando além de processos  inflamatórios, a infertilidade . No homem: estreitamento uretral, prostatite (inflamação da próstata) e infertilidade.

 

HERPES SIMPLES (TIPO 1 E 2)
Sintomas: é extremamente dolorido e normalmente se manifesta por múltiplas bolhas na região genital, ânus (herpes tipo 2) ou boca (herpes tipo 1). Na existência das bolhas é o período mais crítico e de maior transmissão. O herpes dá sinais de seu surgimento com coceira e ardência no local onde surgirão as lesões. A seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas sobre área avermelhada e inchada. Quando as bolhas se rompem liberam um líquido repleto de vírus e formam-se crostas. Esta é a fase de maior perigo de transmissão. Todo o processo dura de 5 a 10 dias e não deixa cicatrizes. O herpes não é transmitido pelo sangue, esperma ou secreção vaginal. A transmissão ocorre apenas na existência e contato com as bolhas.

A transmissão do vírus do herpes labial ativo pode ser através da pele, saliva e utensílios. Ou seja, tanto pelo contato direto como beijo, ou indireto com o compartilhamento de objetos como copo, talheres, guardanapos, lençol, lâminas de barbear, travesseiros, batom etc. O sexo oral deve ser evitado durante a fase ativa do herpes.

Consequências: não deixa sequelas. Apenas o incômodo de ser uma doença sem cura e que após ser contaminado, costuma se manifestar por diversas vezes ao longo da vida mesmo sem contato sexual.

 

SÍFILIS (CANCRO DURO)
Sintomas: provoca lesões ulcerosas (cancros) na vulva, região dos lábios genitais e entrada da vagina. No homem, úlcera genital.  A ferida costuma surgir entre 10 a 90 dias após o contágio.

Consequências: tratamento com penicilina. Não tratada, passa da forma primária para a secundária, que atinge pele e mucosas. Pode causar lesão no sistema nervoso.

 

HEPATITE: vírus da hepatite tipo B e C
Sintomas: a maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Como as hepatites são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.

Prevenção: evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136). 

Consequências: cirrose hepática e câncer de fígado.

 

PAPILOMAVÍRUS (HPV)  "Crista de Galo"
A principal forma de transmissão do vírus HPV é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

Sintomas: inicialmente pode ocorrer sangramento irregular e perda de sangue após a relação sexual.  Surgem lesões em forma de verrugas genitais com aspecto semelhantes à crista de galo. Podem estar na vulva, pequenos e grandes lábios, vagina, colo uterino e uretra.

Em homens podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta em ambos os sexos.

As infecções subclínicas (não visíveis ao olho nu) podem ser encontradas nos mesmos locais e não apresentam nenhum sintoma ou sinal. 
Consequências: dois subtipos desta doença, o subtipo 16 e subtipo 18, estão claramente relacionados com a gênese do câncer do colo do útero. No homem está relacionado ao câncer de pênis.

Prevençaõ: a vacina é principal forma de prevenção contra 4 tipos do HPV (6, 11, 16, 18). Essa imunização ajuda a prevenir o aparecimento do câncer do colo de útero, quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no país.

Quem pode ser vacinado?
De acordo com o registro na ANVISA, a vacina quadrivalente é indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos de idade e vacina bivalente é indicada para mulheres entre 10 e 25 anos de idade.

Novos estudos mostraram que as vacinas também são seguras para mulheres com mais de 26 anos e os fabricantes já iniciaram os procedimentos para que a ANVISA aprove seus produtos para faixas etárias mais avançadas. No momento as clínicas de vacinação ainda não estão autorizadas a aplicar as vacinas em faixas etárias superiores às estabelecidas pela ANVISA.

 

Previna-se contra as doenças sexualmente transmissíveis. USE PRESERVATIVOS. Diante de qualquer alteração é fundamental consultar o ginecologista/urologista para investigação e diagnóstico. O tratamento precoce é um importante fator de cura.

Assuntos