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O modo correto de usar os repelentes

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Não importa se é dia ou noite. Se você está dentro ou fora de casa. Os terríveis mosquitos necessitam de sangue humano para alimentar e amadurecer seus ovos. Por isso, só as fêmeas picam. As duas espécies mais urbanas são o Culex (conhecido como pernilongo) e o Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya, Zica e Febre Amarela.

O pernilongo é mais agitado, já chega fazendo barulho. O Aedes aegypti, apesar de ágil, é discreto e silencioso. Também é mais perigoso por ser capaz de transmitir doenças. Independente das diferenças, ambos conseguem dividir o mesmo espaço a espera de sua presa: se escondem atrás de móveis, entre cortinas e embaixo de mesas. Por isso, em bares e restaurantes ao ar livre, é comum você ser picado nas pernas ou nos pés.

No mercado brasileiro, há cerca de 130 repelentes registrados na Anvisa, com quatro substâncias ativas: DEET (o mais antigo), EBAAP ou IR3535 (mais seguro para menores de 2 anos), Icaridin ou Picaridin (maior tempo de duração), ou óleo de plantas do gênero Cymbopogon (citronela). Esses compostos agem formando uma barreira com odor repulsivo aos insetos, ou repelem os mosquitos por interferir no funcionamento dos receptores sensoriais de suas antenas. O tempo de ação depende da concentração e do princípio ativo do repelente. Observe o modo de usar no rótulo da embalagem. Para uso tópico (na pele), são comercializados em forma de gel, creme, loção, spray e óleo.

Por que algumas pessoas são mais picadas do que outras?

Pesquisas indicam que os mosquitos sentem-se mais atraídos por corpos mais quentes e que liberam maior quantidade de dióxido de carbono (gás carbônico) e/ou ácido lático.

  • O ácido lático está presente no suor, portanto, exercícios ao ar livre, é um verdadeiro chamariz para os mosquitos.
     
  • Um metabolismo mais acelerado também produz e libera maior quantidade de ácido lático.
     
  • Pessoas de maior porte, da mesma forma, exalam maior quantidade de gás carbônico na respiração.
     
  • Mulheres grávidas costumam ser mais atacadas. Durante a gestação elas se tornam mais quentes e liberam mais dióxido de carbono (gás carbônico eliminado na respiração).
     
  • Se você não estiver usando repelente e estiver ao lado de alguém que o esteja, o alvo será você.

A MANEIRA CORRETA DE USAR O REPELENTE

  1. Não aplique repelentes em bebês com menos de seis meses de idade. Pode provocar toxidade e alergia na pele. Vista-os com roupas compridas e utilize telas e mosquiteiros para a prevenção de picadas.
     
  2. Dos seis meses aos dois anos, use com restrições. Verifique no rótulo as informações para a utilização correta, e certifique-se que o produto está indicado para a idade da criança. A ANVISA alerta que crianças menores de dois anos não devem usar repelentes contendo a substância ativa DEET.
     
  3. Acima de dois anos: não permita que crianças apliquem repelentes sozinhas. Evite a área do rosto. Utilize apenas nas áreas expostas do corpo. A concentração da substância ativa deve ser no máximo 10%. É fundamental a leitura do rótulo.
     
  4. Concentrações superiores a 10% da substância ativa, são permitidas para maiores de 12 anos.
     
  5. Ocorrendo picadas antes do término do tempo de ação prevista na embalagem, reaplique o repelente. A aplicação deve se restringir, no máximo, a três vezes por dia.
     
  6. Nas áreas expostas da pele, espalhe o repelente de forma homogênea. Não aplique nas mucosas (lábios, olhos e narinas) para evitar irritação. A ação costuma se irradiar para uma distância de até 4 centímetros, portanto, repelente aplicado na bochecha pode não proteger nariz e queixo. Lave as mãos após a aplicação.

    Atenção: o excesso de repelente pode causar irritação e alergias na pele.
     

  7. Lugares quentes e úmidos diminui a ação do repelente sendo necessária reaplicação.
     
  8. Na praia ou na piscina: passe primeiro o protetor solar e, após cerca de 20 minutos, aplique o repelente. Faça essa operação antes de sair de casa para evitar que o suor impeça a absorção do produto. Bloqueadores que contenham repelentes tem eficácia reduzida.
     
  9. Evite dormir com repelente no corpo. Utilize os de tomada. Mantenha-os perto de portas e janelas. Não durma próximo a ele: deve estar, no mínimo, a 2 metros de distância. No quarto das crianças, desligue o aparelho antes de dormirem. Também não é indicado na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias.
     
  10. Em ambientes sem ventilação, opte pelos repelentes que emitem ondas de ultrassom ou eletromagnéticas. Talvez sejam necessários vários aparelhos para um resultado mais eficiente.

Contrário da picada do pernilongo que apenas causa incômodo ou alergia em pessoas susceptíveis, o Aedes aegypti pode causar doenças e até matar. Por isso, é importante ter consciência que a prevenção é o primeiro passo para sua proteção: comece eliminando recipientes e limpando locais que possam acumular água: são eles os maiores criadouros dos mosquitos. 

ANEMIA INFANTIL

imagem ANEMIA INFANTIL

A anemia ferropriva (por deficiência de ferro) causa prejuízos a curto e longo prazo na aprendizagem, no desenvolvimento neuropsicomotor e na resposta imunológica da criança. A pediatra Renata Mazzotti elenca dicas para ampliar as chances de prevenir e curar a doença:

  • Leite materno: amamentação exclusiva até o sexto mês de vida do bebê é vital. Toda e qualquer alteração no cardápio deve sempre ter a recomendação ou orientação do médico.
     
  • Crianças de seis meses a dois anos: é nessa fase, quando o desenvolvimento e o crescimento são acelerados, que o organismo necessita de uma quantidade de ferro maior, aumentando as chances de desenvolver a doença.
     
  • Alimentação: aumentando o consumo de carnes (bovina, peixes, aves), vísceras (fígado), gema de ovo e hortaliças (couve, brócolis, espinafre).
     
  • Alerta:os sinais e sintomas mais frequentes são: falta de apetite, palidez, apatia, tontura, redução da força muscular, fraqueza, cansaço e dificuldade para realizar atividades físicas. Em caso de dúvida, procurar o pediatra da criança é outra dica-chave. Caso a anemia se confirme no hemograma, é necessária a suplementação de ferro, por três a quatro meses, ou até a normalização dos exames laboratoriais. Fique atento!

Hora do suco

imagem Hora do suco

Quem opta por um modo de vida saudável busca melhorar a rotina alimentar e aproveitar ao máximo os nutrientes do que é consumido no dia a dia. O suco é uma bebida que pode ser um grande aliado na hora de proporcionar essa reposição nutricional. A nutricionista Ione Leandro ensina qual receita de suco é mais indicada para cada momento.

Antes da malhação, a sugestão é consumir limonada ou suco de melão com gengibre ou pimenta, que possui ação termogênica.

Já depois do treino, a mistura de pepino com água de coco é a opção indicada para hidratar e repor os nutrientes.

Para quem deseja controlar o apetite, a combinação de chá de erva-doce ou erva-cidreira com morangos, abacaxi e linhaça triturada estabilizada é ideal.

Cenoura, laranja e beterraba são ótimas opções para quem precisa eliminar toxinas do corpo e melhorar o funcionamento do intestino.

Sucos verdes também são recomendados para dietas de controle de peso. A mistura de couve, agrião, espinafre, maçã e kiwi, por exemplo, limpa o organismo, além de possuir nutrientes de baixa caloria.

ESTADO DE ALERTA

imagem ESTADO DE ALERTA

O pré-diabetes é a única etapa em que a doença pode ser revertida ou ainda que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), estima-se que atual-mente a população mundial com a doença seja da ordem de 387 milhões e que alcance 471 milhões em 2035. Considerada uma das principais causas de morte, dados da International Diabetes Federation (IDF) apontam que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking de nações com o maior número de adultos com diabetes: 14,3 milhões, o que representa cerca de 7% da população.

Segundo relato da SBD, o aumento ocorre em virtude do crescimento e do envelhecimento populacional, da maior urbanização, da progressiva prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como da maior sobrevida de pacientes portadores. É preciso estar atento, pois, embora os sintomas surjam lentamente, a doença não controlada pode causar complicações graves, como nefropatia, cardiopatia, vasculopatia, neuropatia, retinopatia, entre outras.

Reversão do quadro

Tokars Zaninelli explica que a evolução ao diabetes só pode ser reversível na fase em que o paciente é diagnosticado com pré-diabetes, uma condição que precede a doença. “O pré-diabetes ocorre quando os níveis glicêmicos estão alterados, mas não o suficiente para serem considerados diagnósticos de diabetes. Pode representar um dos espectros da evolução do diabetes, ainda com possibilidade de reversão do quadro para a normalidade. Muita gente não valoriza o diagnóstico de pré-diabetes por achar que é ‘apenas uma glicemia um pouco alterada’, porém, nesse estágio já começam a se desenvolver as complicações crônicas típicas do diabetes, especialmente no sistema cardiovascular. Portanto, é uma situação de risco e deve ser abordada de forma séria, pois sua evolução ao diabetes só é reversível nessa fase. É importante saber reconhecer esse diagnóstico como um sinal importante de alerta à saúde”, orienta.

Sintomas e diagnóstico do pré-diabetes

Segundo a especialista, os indícios se associam ao descontrole das glicemias. O diagnóstico de pré-diabetes é laboratorial, já que sintomas só costumam se desenvolver quando os níveis glicêmicos estão descompensados, ou seja, quando já houve evolução ao diabetes.  “A glicemia de jejum é considerada normal quando abaixo de 99mg/dl, e o diagnóstico de diabetes é feito quando seus níveis estão acima de 126mg/dl (em duas ocasiões). Pacientes que apresentam níveis entre 99 e 126 podem ser portadores de pré-diabetes. Outros exames que podem auxiliar na diferenciação entre pré-diabetes e diabetes são a curva glicêmica e a hemoglobina glicada. Um sinal clínico de alerta para o pré-diabetes pode ser a presença de acantose nigricans – escurecimento da pele em algumas regiões do corpo como o pescoço, axilas, dedos, cotovelos e joelhos. Sendo assim, o diagnóstico precoce é de fundamental importância para que os níveis glicêmicos sejam controlados desde o início da doença, evitando seus sintomas e complicações crônicas”, esclarece.

Causas e complicações

Daniele explica que as causas do pré-diabetes são as mesmas do diabetes, sendo os principais fatores a herança genética, o excesso de peso (especialmente gordura abdominal) e o sedentarismo. “Idade acima de 45 anos, história familiar de diabetes (parentes de primeiro grau), excesso de peso, sedentarismo, histórico de hipertensão arterial, alterações do colesterol ou de doenças cardiovasculares (infarto, derrame), e mulheres com síndrome dos ovários policísticos, ou que tiveram filhos com mais de 4Kg ao nascimento. Qualquer alteração prévia nos níveis glicêmicos deve ser levada em consideração. Esses fatores podem estar associados à resistência à insulina, situação em que as células não respondem adequadamente à ação do hormônio, e/ou à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, o que faz com que os níveis de açúcar no sangue comecem a subir. A principal complicação do pré-diabetes é sua evolução ao diabetes, com aumento do risco de complicações cardiovasculares e renais, além de comprometimento visual, entre outros”, afirma.

Tratamento e prevenção

O tratamento adequado pode evitar as complicações crônicas da doença. A endocrinologista afirma que os medicamentos podem ser úteis na prevenção do diabetes, porém, modificações no estilo de vida são mais eficazes que o uso de drogas.

“Dentre as principais medidas para se prevenir a progressão para o diabetes estão a prática regular de exercícios físicos e a manutenção de um peso saudável. Adotar hábitos alimentares equilibrados, incluindo alimentos ricos em fibras, leite e derivados, e reduzir o consumo de alimentos industrializados, são medidas eficazes. Além desses cuidados, a prática regular de exercícios físicos tem papel fundamental na melhora da resistência insulínica. Recomenda-se a prática de 150 minutos de exercícios moderados, como uma caminhada, por semana. Quanto mais movimentos forem incluídos na rotina, maiores os benefícios, não só na prevenção do pré-diabetes e do diabetes, como também das complicações crônicas da doença”, constata.

desodorantes: qual o melhor para seu tipo de pele?

O desodorante ideal para seu tipo de pele e estilo

imagem desodorantes: qual o melhor para seu tipo de pele?

O suor excessivo ou o mau cheiro nas axilas, nem sempre é descuido de higiene ou “desodorante vencido”. Também não tem relação com o sexo. Homens e mulheres podem sofrer deste problema.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a hiperidrose (doença que provoca sudorese excessiva) atinge 176 milhões de pessoas no mundo. Quando possui o odor desagradável é chamada de bromidrose.

A bromidrose é um quadro que ocorre com mais frequência em determinadas raças por características próprias de constituição da derme. Negros e orientais são os mais atingidos. É influenciada também por questões nutricionais, ambientais e ocupacionais. Pode acometer da mesma forma os diabéticos, mulheres que apresentam alterações hormonais, os fazem uso de alguns tipos de antibióticos, pelo abuso de álcool ou alimentos que alteram o odor do corpo como a pimenta, alho, cebola etc.

Já o excesso de suor (hiperidrose) é mais comum em pessoas com maior quantidade de pelos, pois além das glândulas sudoríparas espalhadas por toda a derme, cada pelo é constituído por uma glândula sudorípara adicional.

Também o estresse, a angústia e a tensão liberam mais adrenalina, o que provoca aumento da sudorese.

Alguns indivíduos podem ter apenas a hiperidrose, e outros a bromidrose. Mas normalmente, quem é acometido pelo excesso de suor acaba sofrendo também com o mau cheiro. A causa é a proliferação de bactérias que utilizam os componentes do suor, da glândula sebácea dos pelos, e restos celulares como substrato alimentar. Ao entrar em contato com os fungos e bactérias presentes na parte exterior da pele, provocam o mau cheiro.

Existem vários tipos de desodorantes no mercado e cada um deles tem uma finalidade específica. O tempo de ação também depende do produto. Observe o rótulo. Quanto as versões femininas e masculinas, a diferença está basicamente na fragrância, já que o suor tem influências multifatoriais e independe do sexo. O dermatologista Prof. Dr. Luiz Carlos Cucé, orienta a forma de uso e os cuidados necessários para prevenir o mau cheiro e/ou o excesso de suor.

Desodorante e antitranspirantes tem funções diferentes

Desodorantes: agem apenas contra o odor do suor eliminando as bactérias que causam o mau cheiro. Nem todo desodorante é antitranspirante, mas todos antitranspirantes atuam também como desodorante.

Antitranspirantes e antiperspirantes: bloqueiam o ducto das glândulas sudoríparas diminuindo a produção do suor. São sinônimos e não apresentam diferença entre si. Indicado para homens e mulheres com suor excessivo.  

Pessoas com tendência a furúnculos ou com pele sensível devem ficar atentas. Os antitranspirantes por reter o suor, podem obstruir os poros e provocar furúnculos.

Hipoalergênicos: baixo poder de causar alergia, o que não significa que não cause alergia.

MAU CHEIRO E HIGIENE

Quem apresenta o quadro de bromidrose não pode descuidar da higiene. A atenção deve ser redobrada, principalmente, no verão.

  1. Tome pelo menos dois banhos por dia. As dobras existentes nas axilas têm capacidade de reter mais fungos e bactérias.
  1. Se sentir mau cheiro e não puder tomar um banho, lave as axilas com água e sabão para depois passar o desodorante. Jamais aplique por cima das axilas cheirando mau.
  1. Use sabonete antisséptico.
  1. Seque bem as axilas. A umidade dilui os componentes do desodorante/antitraspirante.
  1. Observe no rótulo o tempo de ação do produto. Reaplique uma hora antes para evitar o “desodorante vencido”. Lembre-se que ambientes quentes, roupas abafadas ou excesso de movimentos podem reduzir o tempo de ação do desodorante.
  1. Roupas sintéticas não absorvem a transpiração e, consequentemente, mantêm a umidade do suor nas axilas. É um “prato cheio” para as bactérias que causam o mau cheiro. Evite!
  1. Mantenha-se depilada(o): pelos nas axilas são um ninho perfeito para as bactérias e fungos (o que explica porque os homens sofrem mais com o mau cheiro).
  1. Não use antitranspirantes por períodos prolongados. Alterne com o desodorante para evitar alergias e dermatites. Use duas semanas de antitranspirante e descanse uma, aplicando desodorante.
  1. Caso esteja usando corretamente o desodorante ou antitranspirante sem o efeito desejado, tente outra marca.
  1. Uma dica que ajuda a potencializar o efeito do produto é aplicar leite de magnésia nas axilas antes do desodorante. Outra opção é, após o banho, passar bicabornato de sódio nas axilas ainda molhadas. Não enxugue. Após secar naturalmente, passe o desodorante ou antitranspirante.

TIPOS DE PELE

Peles sensíveis: evitar os antitranspirantes ou desodorantes com propriedades adstringentes.

Alérgicos: devem evitar o uso de produtos comerciais pois, além dos princípios ativos do desodorante/antitranspirante, existem conservantes e/ou fragrâncias que podem causar alergia. Para pessoas alérgicas é indicado o uso de produtos manipulados.

Pacientes com hiperidrose e/ou bromidrose que sejam alérgicos ou que tenham pele sensível, a alternativa é paralisar as glândulas sudoríparas por meio de injeções de toxina botulínica nas axilas. A aplicação é feita, normalmente, a cada seis meses. Diminuindo a sudorese, há uma redução na proliferação de bactérias.

Esportistas: algumas marcas oferecem ação extra para o corpo em atividade. Contrário de outros desodorantes e antitranspirantes que podem evaporar ao longo do dia, nestes, são acrescidos microcápsulas em sua fórmula que se rompem de acordo com seus movimentos. Proteção total durante a atividade física.

PRINCIPAIS FORMAS DE APLICAÇÃO

Spray/aerossol: práticos e refrescantes tem a vantagem de secar bem rápido. A desvantagem é que o excesso de pelos nas axilas pode impedir a absorção total.

Roll-on: rápida absorção e com duração superior ao spray. Pessoas com pele sensível devem evitar este tipo, pois pode provocar atrito na pele e favorecer o aparecimento de dermatite de contato. Não utilize sem estar com as axilas bem lavadas para não contaminar o aplicador com bactérias.

Creme: ideal para peles sensíveis. Tem o mesmo efeito do roll-on com a vantagem de não irritar as axilas por ser aplicado com as próprias mãos. Normalmente possuem hidratantes em sua composição. Lave as mãos antes de colocá-las no pote.

Stick: semelhante ao roll-on. Apenas não possui aplicador e tem a vantagem de secar mais rápido. A desvantagem é uma maior chance de deixar manchas brancas na roupa.

os alimentos amigos do estômago

Saiba a importância da dieta saudável para o controle das doenças estomacais

imagem os alimentos amigos do estômago

Quem nunca sofreu com desconfortos no estômago e correu na farmácia para comprar um antiácido, que atire a primeira pedra. Os problemas estomacais são comuns e atrapalham o dia a dia do indivíduo, comprometendo significativamente a qualidade de vida. O que muita gente desconhece é que a alimentação é um fator determinante e imprescindível para evitar esses males.


A protagonista da vez

“A alimentação de uma pessoa que quer cuidar bem do estômago deve ser a mesma de quem precisa manter a saúde em dia. Ela deve ser equilibrada, sempre com uma variedade de verduras e legumes. As carnes e frutas ácidas podem ser consumidas, mas sem exagero. As frituras, produtos ricos em corantes, embutidos e alimentos gordurosos precisam ser evitados”, informa o gastroenterologista Ricardo Barbuti, secretário-geral da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Ele ainda explica que bebidas alcoólicas em excesso também podem prejudicar ainda mais um estômago que já é sintomático, já que elas irritam o órgão e estimulam a secreção de ácido, assim como ocorre com o café e os refrigerantes. “As orientações dietéticas dependem muito de cada paciente – as indicações são individuais. É necessário verificar os alimentos que fazem mal e reduzir a quantidade deles”, exemplifica Barbuti.

“O tabaco também aumenta o risco de doenças como refluxo, gastrite e até câncer gástrico. Especificamente falando sobre o câncer, o consumo de sal em excesso e de alimentos conservados ou defumados precisam ser evitados, principalmente em famílias com histórico de câncer de estômago”, relata o gastroenterologista.


Acidez em ordem

Os alimentos são classificados de acordo com a sua taxa de acidez – estão nos grupos dos moderados: banana, cevada, mirtilo, farelo, manteiga, cereais, queijos, biscoito, feijão seco, coco seco, clara de ovo, ovo inteiro, frutose, leite de cabra, mel, ketchup, xarope de bordo, leite, aveia, mostarda, azeitona (no vinagre), macarrão, doces, ameixas, pipoca, batata, arroz, sementes, molho de soja e pão, entre outros.

Os extremamente ácidos são: adoçantes artificiais, carne vermelha, bebidas alcóolicas, pães, açúcar mascavo, refrigerantes, cereais, chocolate, cigarros e tabaco, café, creme de trigo, geleias, gelatinas, cordeiro, macarrão, picles, açúcar, sal, chá, pão branco, vinagre branco, entre outros.


Gastrite X dor de estômago

Por conta dos sintomas como má digestão, enjoos e a sensação de ardor, é comum associar a dor de estômago à gastrite. No entanto, somente um profissional da área poderá diagnosticar adequadamente a doença.

De acordo com o gastroenterologista Barbuti, é preciso entender que há uma grande diferença entre o diagnóstico de gastrite e as várias possíveis causas de dor de estômago. “O diagnóstico diferencial é bastante amplo e envolve doenças como úlcera gástrica, úlcera duodeno, problemas de vesícula, doença do refluxo, eventuais problemas pancreáticos e intestinais. Todos eles podem causar dor no estômago e essas doenças podem ser benignas ou malignas, sendo o diagnóstico diferencial bastante importante”, elucida o profissional.

Barbuti explica que o diagnóstico depende basicamente do tipo de sintomas que o paciente apresenta, da evolução, do exame físico e de exames subsidiários como o de sangue, o ultrassom, exames de fezes, e quando houver indicação, a endoscopia digestiva que permite analisar diretamente o estômago e eventualmente realizar a biópsia, se necessário”, elucida.


Crianças na berlinda

Barbuti explica que os pequenos também podem sofrer com disfunções estomacais. “A forma de identificar as causas é como nos adultos, porém, com a diferença de que a endoscopia deve ser evitada, pois necessita de anestesia para que seja feita de maneira adequada”, esclarece.


Função dos antiácidos

Um dos medicamentos mais indicados para amenizar os desconfortos estomacais são os antiácidos. Ao entrarem em contato com a água, eles transformam-se em gás carbônico e neutralizam com um elemento “base”, o ácido lático, responsável pela sensação de dor e queimação. Apesar de trazer resultados efetivos, é de extrema importância procurar um especialista para o diagnóstico correto da doença.


Consuma com moderação

  • Café e seus derivados.
     
  • Refrigerantes.
     
  • Leite e seus derivados.
     
  • Alimentos industrializados e gordurosos.
     
  • Frutas cítricas como: laranja, limão, maracujá, abacaxi.
     
  • Bebidas alcoólicas.
     
  • Pimenta e alimentos picantes.


Conselhos que fazem a diferença

  • Evite fast-foods, frituras, doces, refrigerantes, bebidas alcoólicas e café.
     
  • Divida sua alimentação ao longo do dia, em porções menores.
     
  • Fuja de tudo que contenha vinagre, pimenta e pimentão.
     
  • Coma devagar e mastigue bem.
     
  • Principalmente à noite, opte por refeições mais leves, pois a digestão fica mais lenta.
     
  • Pratique atividades físicas pelo menos quatro vezes durante a semana.
     
  • Tente eliminar o cigarro.
     
  • Evite ingerir líquidos durante as refeições, pois dificultam a digestão.

cuide do seu sorriso

A importância da higiene bucal para a saúde

imagem cuide do seu sorriso

A ordem do dia é a prevenção. Os cuidados com os dentes estão longe de ser apenas uma questão de estética e vaidade. Um sorriso bonito, sem dúvida, melhora a aparência e o convívio social. Mas a manutenção da higiene bucal é essencial para a saúde do organismo como um todo.

A boca necessita de atenção tal como seu corpo. Problemas nas gengivas, por exemplo, podem ser tão ou mais graves do que qualquer outro tipo de infecção. As bactérias da gengiva conseguem “viajar” para outros órgãos podendo causar, desde um abscesso pulmonar, até complicações cardíacas. Sem falar da perda dos dentes! O acúmulo de bactérias dá origem a gengivite, doença que danifica os ligamentos e ossos que seguram os dentes. Eles tornam-se moles e, em estágio avançado (periodontite), você pode inclusive, perder os dentes. 

Pacientes com doenças crônicas, como o diabetes, devem ter atenção redobrada: existe maior chance de desenvolver problemas na gengiva (periodontite), piorando suas condições de saúde. 

DOENÇAS DA BOCA

Gengivite: inflamação na gengiva provocada por placa bacteriana e tártaro. Se sua gengiva está vermelha, sangra após o uso do fio dental ou escovação, não perca tempo. Corra para o dentista!

Placa bacteriana: causa das cáries e doenças na gengiva. Restos alimentares e, principalmente, o açúcar, formam uma colônia de bactérias atacando dentes e gengivas.

Tártaro: endurecimento da placa bacteriana.

Periodontite: estágio mais avançado da gengivite. Os ossos e fibras que sustentam os dentes já estão danificados. Caso não esteja em tratamento ou não siga as orientações de seu dentista, você pode perder os dentes. Evite doces e chicletes.

Cárie: Deterioração do dente por bactérias que destroem a dentina (camada abaixo do esmalte do dente). Se você sente dor ou apresenta sensibilidade nos dentes, pode estar com cárie. Pessoas com pouca produção de saliva estão mais propensas às cáries. Cárie não tratada atinge a raiz do dente, podendo provocar desde um abcesso (formação de pus), até a perda do dente.

Mau hálito: segundo a Associação Brasileira de Pesquisa de Odores Bucais (ABPO), o mau hálito atinge 40% da população brasileira. Dos casos de halitose, 90% são provocados por fatores bucais: maus hábitos de higiene, gengivite, periodontite, língua saburrosa, fumo, consumo de álcool e boca seca.

COMO CUIDAR DA SUA BOCA E SEU SORRISO

O dentista Dr. Sérgio Kignel, especialista em saúde bucal, orienta na prevenção e os cuidados especiais para garantir o hálito puro, dentes bonitos e gengivas saudáveis.

ESCOVA DE DENTE
A boca é colonizada por aproximadamente 50 bilhões de bactérias. Algumas delas são nocivas e necessitam de carboidratos (açúcar e amido) para sobreviverem. Quando você se alimenta, as “bactérias do mal” transformam o açúcar em ácidos, atacando dentes e gengivas. A escova de dente tem a função de remover grande parte da sujeira que fica em sua boca e, caso permaneçam nela, servem de alimento para essas bactérias perigosas se multiplicarem.

É importante também, escolher uma boa escova de dente. A mais bonita nem sempre é a melhor. Dê preferência às macias para não machucar a gengiva nem desgastar os dentes.

Para uma boa escovação, divida sua boca em quatro partes (superior direito e esquerdo, inferior direito e esquerdo) e escove cada uma, por 30 segundos. Faça movimentos delicados e não tenha pressa.

Escovas com cabeça arredondada são melhores para alcançar aqueles cantinhos escondidos, como a parte de trás dos últimos dentes. Pergunte ao seu dentista qual a melhor escova de dente para a sua boca.

Evite guardá-las em lugares abafados ou fechados. O ideal é que sequem de forma ventilada para evitar a proliferação dos germes nas cerdas.

Troque sua escova de dente mensalmente ou de acordo com o estado de conservação. Tal como uma vassoura velha, cerdas desgastadas ou desfiadas não tem capacidade de remover a sujeira. A substituição também deve ser realizada após resfriados, dor de garganta ou infecções na boca. Os germes podem se alojar nas cerdas e provocar a reinfecção.

CREME DENTAL
O creme dental com flúor é um grande aliado para uma boa higienização. Não exagere na quantidade. Mais creme na escova, não significa mais limpeza. Excesso de creme dental pode até provocar manchas brancas nos seus dentes (fluorose dentária). Uma quantidade do tamanho do grão de uma ervilha é suficiente para uma boa escovação.

FIO DENTAL
O uso do fio dental é essencial para remover os resíduos de comida nos cantinhos mais difíceis que a escova não consegue alcançar, como embaixo da gengiva e entre os dentes. É ele também que evita o acúmulo de placa bacteriana.

Modo de usar: corte aproximadamente 40 cm de fio e enrole nos dedos médios. Use o polegar para deslizar o fio suavemente entre os dentes. Cuidado para não pressionar demais e machucar a gengiva.

ESCOVE A LÍNGUA
Não esqueça de escovar a língua. A língua é constituída por pequenas pelezinhas chamadas papilas (visíveis, inclusive, a olho nu). Sua forma rugosa acumula restos alimentares tornando-se um ambiente propício para a proliferação das bactérias. É uma das principais causas do mau hálito. A higienização para eliminar a saburra lingual, pode ser feita com raspadores próprios ou até mesmo com a escova de dente.

ENXAGUATÓRIOS
Atenção a esta informação: o uso de enxaguatórios bucais deve ser indicado pelo dentista, respeitando o tempo e a forma de uso. Por conter substâncias químicas em suas fórmulas, o uso exagerado pode provocar efeitos adversos, tais como: manchas nos dentes, perda temporária do paladar, sensação de queimação na língua e até feridas.

Apesar de atuarem contra as bactérias e no controle da formação de placas, os bochechos não substituem a escovação. Deve ser utilizado apenas em casos de emergência, ou seja, na impossibilidade de escovar os dentes. 

Como você acabou de ler, a higienização completa de sua boca não leva mais do que 2 minutos por escovação e 8 minutos de todo o seu dia. Tempo pequeno para o tamanho do benefício. Você deve escovar os dentes após as refeições e na hora de dormir. Caso coma um alimento doce fora das refeições, o ideal é fazer mais uma escovação. Lembre-se: a prevenção é a maneira mais econômica e menos dolorida para manter a saúde bucal, evitando tratamentos que podem se tornar graves, além de caros. Sem contar o tempo que você vai perder na cadeira do dentista!

exposição ao sol e uso de protetor solar

dicas para você se proteger do sol

imagem exposição ao sol e uso de protetor solar

Entenda a pele

A pele é o maior órgão do corpo humano e representa 16% do nosso peso. Exerce funções essenciais, como controle do fluxo sanguíneo, regulação térmica e proteção contra ameaças externas. É composta de 19 milhões de células, 625 glândulas sudoríparas e 19 mil células nervosas.

Na exposição solar, a pele representa a primeira barreira física e imunológica contra as agressões do sol, protegendo o organismo como um todo. 

E o que é o bronzeamento? 

O bronzeamento é uma defesa da pele contra a radiação. Com o “ataque” do sol, nosso corpo produz um estímulo para produção de melanina (pigmento de função fotoprotetora), na tentativa de filtrar os raios ultravioletas e proteger nossas células contra lesões. Por ser um pigmento escuro, a pele escurece, ou seja, bronzeia.

Pessoas de pele morena tem a pele mais protegida devido a maior quantidade de melanina acumulada. Por isso a pele raramente fica vermelha. 

DIFERENÇAS ENTRE OS RAIOS UVA e UVB

Os efeitos dos raios ultravioletas (UV), devem ser bem conhecidos para que possam ser administrados corretamente. Os mais importantes destes raios são o UVA e o UVB.

Raios UVA 

1. A intensidade pouco varia ao longo do dia, porém costuma ser mais forte antes das 10h e após às 16h. Os raios UVA. penetram profundamente na pele.
 

2. Apesar de parecerem menos inofensivos por proporcionarem um bronzeado mais bonito (estimulam a melanina – pigmento que protege e escurece a pele), são esses os raios responsáveis pelo câncer melanoma, justamente por atingirem a camada mais profunda da pele. O melanoma é um dos piores tipos de câncer, altamente maligno, pois por alcançar rapidamente os vasos sanguíneos e linfáticos,  consequentemente, invadem os outros órgãos (metástase). O nome melanoma representa os melanócitos (células que produzem a melanina).
 

3. Pelo seu poder de penetração, os raios UVA  também provocam o envelhecimento prematuro da pele já que atinge as fibras de elastina e colágeno, ocasionando rugas e flacidez.
 

4. Induz a produção de manchas na pele (cloasma/melasma): mulheres grávidas ou as que fazem uso de hormônios e anticoncepcionais são as mais atingidas.

Raios UVB

1. Predomina das 10h às 16h e é mais intenso no verão. Atinge a pele superficialmente, porém são esses os raios responsáveis pela vermelhidão e queimadura.

2. Acentua-se, normalmente, algumas horas após a exposição solar. Por isso é normal ver o “tamanho do estrago”, principalmente, após o banho ou à noite. 

3. São causadores das lesões pré-câncer e câncer de pele não melanoma. Apesar de grave, o câncer de pele não melanoma é menos agressivo e, raramente, se espalha para outras áreas que não a superfície da pele. 
 

4. Pessoas com intolerância ao sol e que apresentam com frequência bolhas de queimaduras são mais propensas ao melanoma.

ATENÇÃO ESPECIAL ÀS PINTAS

Qualquer tipo de radiação solar (UVA ou UVB) pode provocar o melanoma na existência de pintas. Os nevos (pintas ou manchas) podem sofrer diferenciação celular com o passar do tempo, mudar suas características, e evoluir para a malignidade (câncer).

Quando uma pinta aumenta de tamanho, muda de cor, coça ou úlcera (forma-se uma ferida), deve-se procurar um dermatologista com urgência para verificar a possibilidade de melanoma. A confirmação do diagnóstico é feita pela biópsia e exame histopatológico.

Pessoas com pele clara, que tenham histórico de melanoma na família, ou com mais de 50 pintas pelo corpo, são os principais grupos de risco. 

PROTETOR SOLAR – SIGNIFICADO DO FPS

O FPS é a sigla com as iniciais de Fator de Proteção Solar. Indica o grau de proteção contra queimaduras e bloqueio dos raios ultravioletas pelo filtro solar. Se você usar um protetor com FPS 15, por exemplo, significa que levará um tempo 15 vezes maior para ficar vermelho, do que se não tivesse aplicado o produto.

A eficácia varia conforme a quantidade aplicada e o tempo de exposição. Para maior segurança, é necessário usar um filtro solar que ofereça proteção contra radiação UVA e UVB.

MITOS E VERDADES DO PROTETOR SOLAR

1. O Fator de Proteção Solar (FPS) 15 é considerado de amplo espectro contra os raios ultravioletas dos tipos UVA e UVB, e bloqueia 93% da radiação. Acima disso a diferença é pequena. Um fotoprotetor com FPS 30 bloqueia 96% da radiação e o FPS 60 alcança 98% de proteção.
 

2. O produto deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia, a cada 2 horas, se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada.
 

3. Reaplicar o protetor após imersão prolongada na água da piscina ou do mar.
 

4. É necessária aplicar uma boa quantidade do produto, uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida.
 

5. O filtro solar deve ser usado todos os dias, independente de dias frios ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens.
 

6. Cuidado dobrado na neve, areia, grama e água que refletem e intensificam a radiação solar, mesmo que a pessoa esteja na sombra. 

PROTEJA OS OLHOS

Os olhos também devem ser protegidos com o uso de óculos escuros. A cada ano, aproximadamente, 3 milhões de pessoas sofrem perda da visão devido aos danos relacionados à radiação UV, tais como fotoconjuntivites e cataratas.

SOL E ALERGIA

O uso de medicamentos como antibióticos, antifúngicos, anti-histamínicos, analgésicos, anestésicos e até conservantes de produtos cosméticos pode aumentar a sensibilidade aos raios de sol, favorecendo reações alérgicas.

Corpo em equilíbrio

Saiba quais vitaminas e minerais não podem faltar no seu dia a dia

imagem Corpo em equilíbrio

Aliadas da boa saúde e do bom funcionamento do sistema imunológico, as vitaminas são essenciais em uma dieta. Elas possuem a função de regular e potencializar os diversos processos fisiológicos. No ser humano, a quantidade a ser ingerida pode variar conforme a idade, o sexo, o estado de saúde e o preparo físico do indivíduo. Segundo a nutricionista Tayana Aleixo, cada uma delas atua de uma forma específica, gerando benefícios diferentes para o corpo.

“Algumas vitaminas, mais especificamente a A, C, E e B9, possuem a função antioxidante, capazes de neutralizar os efeitos nocivos dos radicais livres gerados em casos em que o organismo é submetido a um estresse oxidativo (doenças, lesões e exercícios físicos), auxiliando a integridade das células e do organismo como um todo”, afirma.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que 98% da população brasileira não ingere a quantidade ideal de vitaminas por dia e 92% não come frutas com frequência. A falta de vitaminas no organismo pode causar inúmeros males à saúde, deixando o corpo suscetível a infecções, alergias, dores musculares, hemorragias, problemas cardiovasculares, neurológicos, entre outras doenças.

Por isso, o uso dos suplementos vitamínicos é indicado para aumentar o consumo diário destas vitaminas. Se tomados corretamente, com orientação médica, eles podem aumentar a imunidade, prevenir manifestações de doenças e podem até retardar o envelhecimento.

Suplementos vitamínicos

A nutricionista explica que a maioria das pessoas é capaz de absorver a dosagem diária por meio dos alimentos, sem a necessidade de suplementação, porém, há situações em que o uso de um complexo vitamínico torna-se indispensável, como no caso dos portadores de deficiência nutricional – o organismo não absorve as vitaminas por causa de doenças ou dificuldades do próprio corpo – e para quem não se alimenta bem.

“Apenas com uma avaliação minuciosa e completa, a necessidade de suplementação será diagnosticada. Assim, os indivíduos estarão prevenindo a suplementação equivocada, reduzindo os riscos de hipervitaminose”, alerta.

Quais os tipos existentes?

Atualmente, existem três tipos de suplementos vitamínicos disponíveis no mercado, esclarece Tayana. “Os isolados, que são compostos por apenas uma vitamina; os associados entre si, que têm em sua composição duas ou mais vitaminas e os associados com minerais que, como o próprio nome já diz, são compostos tanto por vitaminas como por minerais. Esses suplementos podem ser comercializados em diversas formas: tablete, comprimido, drágea, cápsula, pós, pastilha, entre outros”, comenta.

A seguir, confira algumas das principais vitaminas, em quais alimentos podemos encontrá-las e o que a sua carência pode provocar:

  • Vitamina A: relacionada ao sistema imunológico, ao crescimento dos tecidos e à integridade da visão. Sua carência pode afetar a saúde ocular e causar infecções frequentes. Encontrada na abóbora, couve, cenoura, espinafre, batata-doce, manga e mostarda.
     
  • Vitaminas do complexo B: responsáveis pelo aumento da circulação e formação do sangue. Sua ausência pode provocar dores de cabeça, cansaço, náuseas e até mesmo depressão. Encontradas no arroz, gema de ovo, pera, legumes, peixes, fígado, aves, carne de porco, cereais, germe de trigo e nos grãos.
     
  • Vitamina C: possui função antioxidante, auxilia na absorção do ferro, favorece a cicatrização e é fundamental para o sistema imunológico. Sua ausência facilita o surgimento de resfriados, varizes e anemia. Presente no espinafre, agrião, tomate, alface, acerola, goiaba, caju, kiwi, abacaxi, laranja.
     
  • Vitamina D: fortalece o sistema imunológico, atua na formação óssea e no metabolismo do cálcio. Um dos problemas causados por sua ausência é a osteoporose. Encontrada em peixes, iogurte, cogumelos e gema de ovo.
     
  • Vitamina E: reduz o processo de envelhecimento das células e auxilia na proteção contra doenças crônicas. Sua ausência pode causar cansaço, queda de cabelo e taquicardia. Presente em oleaginosas, óleos vegetais, gema do ovo, folhas verde-escuras e gérmen de trigo.
     
  • Vitamina K: importante para o processo de coagulação e formação dos ossos. Um dos problemas de sua ausência é a má cicatrização. É encontrada na gema de ovo, cereais, centeio, soja, trigo, fígado, vegetais de folhas verde-escuras, brócolis, aspargo, repolho, couve-flor.
     
  • Cálcio: fundamental para os ossos, coagulação sanguínea, transmissão do impulso nervoso e contração muscular. A falta pode causar dentes frágeis, osteoporose, cãibras e hipertensão. Encontrado no leite e seus derivados, sardinha, verduras verde-escuras e no gergelim.
     
  • Ferro: primordial para transportar o oxigênio até as células e tecidos do corpo. Sua carência provoca cansaço excessivo, fadiga muscular e anemia. Presente em carnes, peixes, frango e peru, além de vegetais verde-escuros, lentilha e feijões.
     
  • Iodo: age nos mecanismos de produção, desenvolvimento neurológico, funcionamento das enzimas e formação dos hormônios da glândula tireoide. Encontrado no camarão, salmão, atum, ostras, arenque, algas, alho, aipo e sal iodado.
     
  • Zinco: essencial para imunizar o organismo contra diversas doenças. Ajuda na cicatrização e possui ação antioxidante. A falta pode causar baixa imunidade, cansaço e dificuldade de cicatrização. Presente no grão-de-bico, ovos, feijões, ervilhas, cereais integrais, nozes, ostras, peixes e carnes.

Santo hábito

Atitudes simples de higiene auxiliam na manutenção da saúde da pele

imagem Santo hábito

A pele saudável é resultado de muita disciplina e cuidados diários com limpeza, hidratação, prevenção e proteção do vigor e da tonicidade da cútis. Algumas medidas simples de higiene, como secar o corpo depois do banho, não permanecer com roupas molhadas por muito tempo, preferir tecidos de algodão a sintéticos e, ainda, evitar o compartilhamento de objetos pessoais – toalha, roupas de banho, instrumentos de manicure, pentes e escovas – podem contribuir para a manutenção de sua beleza. 

No entanto, o calor, a umidade, a queda na imunidade ou o uso de substâncias que alteram o equilíbrio da pele são ideais para o desenvolvimento de micoses. Um estudo realizado no Brasil pelo Observatório Nacional de Onicomise (ONO) mostrou que elas acometem 29,6% dos homens contra 70,4% das mulheres, por possuírem hábitos que influenciam seu desenvolvimento e por compartilhar materiais de unha no salão de beleza.

“As micoses podem ser causadas por fungos encontrados em animais ou nos homens. Elas podem ocasionar lesões em qualquer parte do corpo, unhas e couro cabeludo, pois vivem da queratina dessas estruturas”, explica a diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Regional Ceará, Araci Pontes.

Casos

A médica informa ainda que a cândida é outro tipo de fungo que surge por baixa imunidade, diabetes, umidade e calor e que acomete, principalmente, as dobras da pele (axilas, inframamária, virilhas), mas também pode atingir a mucosa da boca (sapinho) e genital, tanto feminina como masculina. Mais um exemplo frequente de micose é a pitiríase versicolor, conhecida como “pano branco” ou “micose de praia”, que afeta, principalmente, adolescentes e jovens e tem predileção pela pele mais oleosa. “Na dúvida, procure sempre um dermatologista. Outras doenças como dermatite seborreica, psoríase e hanseníase podem apresentar sintomas semelhantes aos da micose. Exames específicos conseguem fazer o diagnóstico preciso”, afirma. 

Tratamentos

Existem dois tipos de micoses, as superficiais e as subcutâneas. Cada uma demanda um tempo de tratamento diferente. Os fármacos mais indicados são os antifúngicos, que podem ser orais, em creme, loção ou xampu, de acordo com o local afetado e a evolução do caso. Somente o dermatologista poderá indicar o tratamento mais adequado.

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