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um colírio para os olhos!

imagem um colírio para os olhos!

Lentes de contato, ar-condicionado, poluição, pó, fumaça de cigarro, tempo em excesso na frente do computador, uso de maquiagem inadequada e clima seco podem prejudicar a lubrificação dos olhos, diminuindo a quantidade de lágrima. De vital importância para a saúde ocular, ela é responsável por dois processos: proteção e lubrificação, importantes para defender os olhos das agressões externas e manter a saúde das córneas.

Os hidratantes oculares, também conhecidos como colírios, são uma boa opção de tratamento para manter a umidade da superfície. No entanto, é necessário consultar um especialista para não fazer uso indiscriminado do medicamento. De acordo com a “Ophtalmology Journal”, até 2050, cerca de 4,8 bilhões de pessoas apresentarão problemas relacionados aos olhos.

Uma das doenças mais comuns é a Síndrome do Olho Seco, que também pode ter como causa a redução da produção do líquido lacrimal ou anormalidade biológica de seus componentes, ou seja, a lágrima pode apresentar-se em pouca ou má qualidade.

E este problema é mais comum do que se imagina. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a Síndrome atinge três mulheres para cada homem e pode ser considerada a doença ocular mais comum do mundo. “Apesar dos sintomas variarem, os mais comuns são irritação e ardor nos olhos, sensação de areia ou como se tivesse um corpo estranho, visão embaçada e incômodo nos olhos ao ficar em frente à televisão ou computador”, informa o professor doutor Gildásio Castello, especialista em cirurgia refrativa e córnea.

Diagnóstico e tratamento

Em geral, o diagnóstico para detecção do problema é clínico, porém, o especialista poderá solicitar o “Teste de Schirmer”, que serve para medir a produção de lágrima do paciente e o exame da lâmpada de fenda. “O tratamento varia de acordo com o diagnóstico e da averiguação de qual a verdadeira causa da síndrome, mas em geral, a indicação é o uso de colírios e lágrimas artificiais”, exemplifica Castello. O médico ainda salienta que os pacientes devem seguir as orientações medicamentosas do oftalmologista. Ele desaconselha a automedicação.

Pingar colírio não é tão simples assim. Para começar, lave as mãos, afinal, essa é uma região muito sensível e vulnerável. Em seguida, incline a cabeça para trás, puxe de leve a pálpebra inferior e coloque o produto em cima do olho, sem encostar o tubo.

Os diferentes tipos de produtos

  •  Vasoconstritor: é indicado para diminuir a vermelhidão dos olhos;
  •  Lubrificante: para pessoas que apresentam baixa lubrificação dos olhos e usuários de lente de contato em geral;
  •  Antialérgicos: para pacientes com conjuntivite alérgica ou com casos de coceira e irritação leves;
  •  Anti-inflamatórios: para casos pós-operatórios e doenças como conjuntivite viral e ceratite (inflamação da córnea);
  •  Antibiótico: para casos de conjuntivite bacteriana, ceratite com infecção da córnea e pós-operatórios;
  •  Anestésico: usado apenas em ambiente hospitalar ou consultórios antes de exames.

ácido hialurônico

O elixir da juventude

imagem ácido hialurônico

A pele é o espelho que reflete as diferentes fases da vida. À medida que a idade avança, há uma significativa diminuição das estruturas ósseas e ligamentares e um acentuado aumento da flacidez de pele. Assim, o que se observa em um rosto envelhecido, é uma pele mais fina e o tecido de sustentação mais reduzido, favorecendo o aparecimento de rugas.

Retardar a idade cronológica é impossível. Já a visual se consegue com a ajuda de cosméticos que atenuam os efeitos do tempo promovendo juventude e beleza facial.

O ácido hialurônico é uma dessas substâncias. Ele está naturalmente presente em nosso organismo, e além de ter um alto poder de hidratação, tem a finalidade de dar volume, sustentação e elasticidade para a pele. Trabalha em conjunto com as fibras de elastina e colágeno, conseguindo, desta forma, mantê-las íntegras e fortes.

Para você ter uma ideia, o processo de regeneração das células, em uma pessoa jovem, acontece a cada 28 a 30 dias. Aos 60 anos, este tempo sobe para 45 a 60 dias. O ácido hialurônico consegue preencher os espaços existentes entre as células por ter a capacidade de reter e fixar a água na pele protegendo contra a perda da hidratação. 

A notícia ruim, é que muito mais cedo do que se possa imaginar, essa produção começa a diminuir, e a partir dos 25 anos, já inicia uma redução contínua que se estende com o passar dos anos.

Quanto menor quantidade de ácido hialurônico no corpo, mais a pele perde a firmeza, se tornando cada vez mais seca e sem brilho, com o aspecto envelhecido.

Mas não é apenas a idade responsável pelo processo de envelhecimento. Fatores externos como exposição ao sol, poluição, tabagismo, má alimentação, estresse, excesso de álcool e falta de sono também exercem influência.

Sem contar que tratamentos dermatológicos agressivos e inadequados, sabonetes fortes e até hidratantes contendo substâncias detergentes, igualmente podem acelerar este processo.

Por isso, o importante é estar bem orientada e pensar em equilíbrio. E este é o momento de conhecer os benefícios e formas de aplicações do ácido hialurônico.

Sem dúvida, a estrela da vez é a forma injetável que tem o poder de repor o volume do rosto de forma rápida e visível. Indicado para o terço médio da face (maça do rosto), bigode chinês (linhas profundas que vão do canto do nariz até o canto boca), rugas ao redor da boca, aumento dos lábios, projeção do maxilar e queixo, além da elevação do nariz, é quase que uma “plástica” instantânea.

O preenchimento, porém, não é definitivo. A derme, que é a segunda camada da pele, onde também estão localizadas as fibras de elastina e colágeno, é altamente vascularizada e por isso absorve rapidamente o ácido hialurônico oferecendo resultados que duram apenas de 3 meses a 1 ano. A boa notícia é que mesmo assim, a pele nunca retorna ao que era antes, pois toda vez que se faz o procedimento fica uma fibrose residual que promove uma melhora ao efeito anterior ao preenchimento. Por isso, mesmo com o curto tempo de duração, os tratamentos cosmiátricos não devem ser considerados totalmente “perdidos”. Sempre deixam algo de bom, além de poder ter seu efeito prolongado com a ajuda do ácido hialurônico em forma de cremes, cápsulas e suplementos.

A manutenção com novo preenchimento poderá ser feita de acordo com a necessidade do paciente, inclusive na mesma área, sem contraindicação, desde que aplicado por médico capacitado.  O máximo que pode existir de “complicações” são inchaço local e hematomas que desaparecem em até 48 horas.

Os cremes e cápsulas com ácido hialurônico conseguem oferecer os mesmo resultados que a forma injetável?

Não, com certeza não. Porém são extremamente eficazes no processo de hidratação, importante para o viço da pele e prevenção das rugas. Quanto mais cedo você começar a cuidar da pele, melhores serão os resultados para retardar os sinais típicos do envelhecimento. Cremes a base de ácido hialurônico estão mais indicados para pessoas com pele seca ou mista. Deve ser usado diariamente, logo ao acordar, já que o ácido hialurônico protege contra perda de umidade que ocorre durante o dia impedindo a desidratação da pele. Quem tem pele oleosa deve usar com cautela, já que o creme fecha os poros e impede que as glândulas sebáceas eliminem as gorduras, provocando o aparecimento de cravos e espinhas.

Para que o ácido hialurônico consiga penetrar profundamente na pele e oferecer resultados mais eficientes minimizando linhas de expressão e rugas, deve ter o princípio ativo micronizado. Observe o rótulo. Existem várias opções deste tipo no mercado.

Quanto ao ácido hialurônico em cápsula ou suplementos, além dos benefícios para a beleza da pele, também auxilia na lubrificação das articulações e cartilagens. Quantidade insuficiente de ácido hialurônico pode refletir em articulações rígidas e movimentos dolorosos. Se seu corpo estiver carente desta substância, seu organismo vai metabolizar o ácido hialurônico e enviar para onde mais precisa. Suplementos de ácido hialurônico associados aos de uso tópico, garantem um resultado mais eficaz prevenindo o envelhecimento precoce e a saúde do seu organismo.

Não esqueça que sua pele é a primeira linha de defesa do seu corpo e que pode ser facilmente danificada tanto por fatores externos, como internos. Quer uma prova? Se olhe no espelho depois de se expor ao sol, ou após uma noite mal dormida seja por estresse ou por uma “boa” noitada na balada! Entendeu?

Hidratação por dentro e por fora é a receita de beleza do dia!

águas termais e micelar

O poder das águas

imagem águas termais e micelar

O conceito de que cuidar da pele é caro já não condiz mais com a realidade. Também o caro, nem sempre significa o melhor. Produtos simples, como as águas termais e micelar, substituem uma série de dermocosméticos e dão excelentes resultados. Além de práticos e com poder de nutrientes excepcionais, são acessíveis a todos os tipos de bolsos.

O primeiro que apareceu no mercado foi a água termal.  Usada há décadas na Europa, foi descoberta no ano de 1736, na fonte termal da cidade de Avène, uma pequena vila no sul da França. Nesta época ajudava pacientes por suas propriedades suavizantes e anti-irritantes. Mas foi apenas em 1981, que o laboratório que leva o nome da cidade decidiu usar a água termal para fins dermatológicos em forma de spray.

Em 2012 começa a ser comercializada no Brasil, a primeira versão da água 100% nacional, extraída de fontes termais situadas na Serra da Mantiqueira, em São Paulo.  Para alegria dos brasileiros, foi lançada no mercado com preços mais atraentes que suas concorrentes importadas. Atualmente existem várias opções de marcas nacionais.

As águas são classificadas pela sua composição química, fonte de origem, gases presentes e temperatura. São esses elementos que determinam se podem ser consumidas como bebida, apenas para banhos ou com finalidade terapêutica.

Quanto maior a profundidade que a água penetra no solo, mais arrastam consigo uma infinidade de substâncias nutritivas. Águas de fontes mais superficiais são mais pobres em minerais.

ÁGUA TERMAL

As águas termais são obtidas de fontes subterrâneas muito profundas, passam décadas embaixo da terra, o que possibilita absorver altas concentrações de sais minerais das rochas. Nessas fontes, a água chega a atingir uma temperatura entre 36°C e 54°C, que é o que indica que estavam armazenadas em uma profundidade bastante elevada.  É assim que ela se torna uma água extremamente pura, com pH neutro e alcalino, rica em nutrientes conferindo incríveis poderes terapêuticos. Importante: a forma de coletá-la e armazená-la é fundamental para conservar a pureza e alta concentração de vitaminas e minerais contidos nela. 

Propriedades terapêuticas: atuam como calmante e ajudam na cicatrização tendo inclusive, ação anti-inflamatória. Também é um poderoso antioxidante por conter grandes quantidades de minerais nobres importantes para a renovação das células, retardando o envelhecimento da pele.

Indicações: todos os tipos de pele, principalmente, as mais sensíveis.

Benefícios: hidrata, nutre, evita o ressecamento e alivia irritações. Protege a pele da poluição e auxilia de forma nutritiva na reposição de água perdida através da transpiração, ou em climas secos, quentes, exposição ao ar-condicionado etc.

Indicações:

  1. Protege a pele dos radicais livres
  2. Combate o envelhecimento
  3. Um excelente hidratante no clima seco ou muito quente
  4. Evita o ressecamento da pele no inverno
  5. Acalma a pele após fazer a barba ou depilação
  6. Alivia assaduras de bebês
  7. Ajuda a recuperar e acalmar a pele após queimaduras, principalmente  de sol
  8. Excelente após tratamentos dermatológicos que agridem a pele, como o peeling, por exemplo
  9. Dermatites e coceiras. Auxilia também no tratamento da psoríase e rosácea
  10. Mantém a umidade da pele em ambientes com ar-condicionado; Excelente para usar em voos longos
  11. Também pode ser usada nos cabelos para evitar o ressecamento dos fios
  12. Diminui a oleosidade da pele

Fácil de usar, normalmente são comercializadas em forma de spray e basta algumas borrifadas para começar a sentir os resultados.

Modo de usar

Como medida de hidratação, use pela manhã e a noite. Deixe secar naturalmente.  Depois passe seu hidratante ou maquiagem. Na praia, borrife antes, durante e após a exposição solar. Você pode usá-la várias vezes ao dia. Não tem contraindicação. As indicações são todas boas e nutritivas.

Nas assaduras, ferimentos, coceira, queimaduras, pós barba etc, borrife no local.

Evite guardar no calor. Pode ser colocada na geladeira para um jato mais refrescante.

ÁGUA MICELAR

Já pensou em substituir seu Kit de beleza por um único produto mágico? Lançada este ano no mercado brasileiro, a água micelar tem multifunções: ela é capaz de tonificar, limpar, higienizar além de remover maquiagens (exceto a prova d’água ou muito densas), sem causar irritações ou alergias. Por não conter álcool, parabenos, perfumes, sabão ou corantes em sua composição, pessoas com pele sensível, oleosa ou alérgicas, podem fazer uso da água micelar no lugar do tônico, hidratante ou demaquilante e ainda manter o pH da pele equilibrado.

A água micelar é uma versão mais moderna da água termal, com micelas na sua fórmula. Micelas são conjuntos de moléculas que possuem características polares e apolares. As moléculas apolares são insolúveis em água, ou seja, repelem a água. Já as moléculas polares são solúveis em água. Seria como um fenômeno químico de polarização que, ao entrar em contato com a pele, essas micelas que carregam nutrientes encapsulados, se dissolvem, e liberam os nutrientes intactos permitindo agir com mais pureza e nas camadas mais profundas da pele.

A dermatologista Gisele Torok, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o mecanismo de limpeza se dá por absorção e arrastamento das partículas de sujeiras, sem causar agressão ou irritação, respeitando o equilíbrio fisiológico da pele.

Pessoas com pele oleosa têm a vantagem de substituir o demaquilante (que normalmente contém óleo em sua composição), sem a necessidade de lavar o rosto após a limpeza e, principalmente, não agravando a oleosidade da pele.

A água micelar é um líquido com aparência de um tônico e deve ser aplicada com algodão, até a pele ficar completamente limpa. Não necessita de enxague. Após a remoção da sujeira, o produto deve permanecer na pele.  Já existe a versão em lenços umedecidos que facilitam a aplicação e pode ser levado na bolsa.

Agora você não tem mais desculpas para descuidar de sua pele. Pele bem tratada transmite bem-estar, saúde, vivacidade e disposição além de chegar a idades avançadas sem ressecamento e rugas profundas. Nunca é tarde para começar. E quanto mais cedo você cuidar da sua pele, mais benefício terá.

novembro azul

Alerta para saúde do homem

imagem novembro azul

Depois de Outubro Rosa, entra em cena Novembro Azul. Este mês é dedicado a ações para lembrar a população masculina da importância dos exames preventivos relacionados à saúde do homem, principalmente, o câncer de próstata, que representa a segunda causa mais frequente de mortes por câncer em homens com mais de 50 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, aumentam as chances de cura. O urologista Prof. Dr. Sami Arap, esclarece as principais dúvidas relacionadas ao tema:

PRÓSTATA E FUNÇÃO

A próstata é uma glândula sexual exclusivamente masculina, situada abaixo da bexiga, com o formato parecido ao de uma castanha. Tem a função de produzir o fluído que protege e nutre os espermatozoides no sêmen (esperma), tornando-o mais líquido. Cerca de 30% do volume ejaculado corresponde a secreções fabricadas pela próstata.

TUMOR NA PRÓSTATA

A próstata pode ser acometida, principalmente, por dois tipos de tumores:

  • Tumor benigno: hiperplasia benigna da próstata, também conhecida como HBP ou adenoma (tumor na glândula). Tal como o nome já diz, significa aumento benigno do tamanho da próstata. Portanto, não é câncer. No adulto saudável, a próstata pesa, aproximadamente, 20g. Na HBP pode chegar a pesar até 90g. O aumento da próstata é comum em homens com mais de 50 anos e isso não representa risco aumentado para o câncer de próstata.
  • Tumor maligno: adenocarcinoma, que é o câncer da próstata. A palavra aden vêm do grego e significa glândula. Oma, tumor. E carcinoma, câncer.

Enquanto 30 de cada 100 homens, em média, terão de se submeter a cirurgia para tratamento da hiperplasia benigna, a incidência do câncer da próstata varia com a idade e é mais alta quanto mais velho for o paciente. Pelas estimativas do INCA, em 2016, mais de 60 mil homens serão acometidos pelo câncer de próstata no Brasil.

O CÂNCER DE PRÓSTATA

Tal como os outros tipos de câncer, o câncer da próstata é resultado da multiplicação desordenada de células malignas na próstata. Em estágio avançado, essas células dirigem-se aos gânglios linfáticos (metástase) podendo alcançar, principalmente, os ossos e pulmões. O sintoma mais comum nesta fase é a dor óssea, emagrecimento e fraqueza, com elevado risco de morte.

A grande maioria, porém, cresce de forma lenta, e pode demorar entre 6 meses até 20 anos para se desenvolver, o que gera uma polêmica gigantesca quanto a necessidade da biópsia da próstata (exame que confirma o câncer), já que este procedimento pode trazer complicações desnecessárias ao paciente. O benefício da exatidão do diagnóstico não compensaria potenciais malefícios do procedimento em pacientes sem sintomas e fora do grupo de risco, pois os poucos tumores que se desenvolvem rapidamente apresentarão sintomas e, neste caso, justificaria a biópsia e o tratamento com a agilidade necessária para a cura.

FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS

Por ter um crescimento lento, normalmente não apresenta sintomas na fase inicial. Mas pela próstata estar localizada na parte inicial da uretra e abaixo da bexiga, os primeiros sintomas que indicam o crescimento do tumor, estão relacionados a obstrução da micção, semelhantes aos que ocorrem na hiperplasia benigna da próstata:

  • Jato urinário fraco, intermitente, dificultoso e com gotejamento final
  • Aumento da frequência diurna de micção e nictúria, ou seja, acordar uma ou mais vezes durante a noite para urinar
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Urgência miccional, caracterizada pela necessidade imperiosa de urinar

GRUPO DE RISCO

Idade: O câncer da próstata tem maior incidência após os 45 anos de idade. Homens acima de 65 anos representam a maioria, com 62% do total de casos. A partir de 80 anos, o câncer de próstata passa a ser muito frequente, o que não significa maior risco de morte pelo tumor.

Histórico familiar: estudos mostram que a incidência do câncer da próstata é 3 a 8 vezes maior, entre filhos e irmãos de portadores da doença.

Raça: homens da raça negra apresentam incidência e mortalidade mais elevada, em relação a indivíduos da raça branca.

Fatores hormonais: pesquisas indicam que anormalidades no metabolismo de esteroides sexuais estariam envolvidos, assim como elevados níveis de testosterona, ou ainda, alterações nos níveis de alguns hormônios da glândula da hipófise.

Alimentação rica em gorduras: também tem sido relacionada ao aparecimento do câncer da próstata, porém, estudos controlados não conseguiram comprovar essa associação, nem o possível fator protetor da vitamina A. Especula-se, ainda, sobre a influência do cádmio e do zinco na origem do processo. Porém, esses dados, e outros que especulam sobre a influência do meio ambiente, necessitam de melhor investigação. Deve-se ressaltar, entretanto, que nem a atividade sexual nem fatores infecciosos estão diretamente envolvidos.

Outros fatores envolvidos: sedentarismo e obesidade

EXAMES PREVENTIVOS

O exame preventivo do câncer da próstata consiste basicamente na realização de consulta urológica e exames subsidiários, caso necessário.

Consulta: é feita avaliação dos eventuais sintomas e, também, o exame físico, que consiste principalmente no exame digital da próstata, efetuado através de toque retal (introdução do dedo pelo ânus). O exame não é doloroso e permite a obtenção de informações muito valiosas para o médico, como o tamanho da glândula, sua consistência, presença de nódulos ou de áreas endurecidas.

Exames: a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) é o exame de sangue mais importante e controverso na atualidade. Tem como base, o fato de que no câncer da próstata, a produção dessa substância pode estar até 10 vezes mais elevada. Porém, como medida de prevenção ao câncer de próstata, é válido apenas em conjunto com a avaliação do médico pelo toque retal e a existência de sintomas, para evitar resultado falso positivo, seguido de biópsia desnecessária em homens que não façam parte do grupo de risco.

A biópsia prostática pode, em alguns casos, causar sequelas, tais como, incontinência urinária ou impotência sexual e por isso, estes riscos não compensariam a biópsia sem indicações estritamente precisas.

Em nota, o Ministério da Saúde esclarece: “apenas os exames de PSA e toque retal, não conseguem diferenciar cânceres graves e mortais, de cânceres que cresceriam lentamente e não viriam a matar o homem. Ou seja, muitos acabam sendo expostos a eventuais complicações desnecessariamente, por uma biópsia realizada devido a um resultado de PSA falso positivo”.

A dosagem do PSA pode se apresentar elevada por outros fatores que não implica necessariamente, no diagnóstico de câncer da próstata, tais como: hiperplasia benigna da próstata, prostatites agudas, massagem prostática, relação sexual e exame de ultrassom transretal.

TIPOS DE CÂNCER E TRATAMENTO

O tratamento do câncer da próstata depende, fundamentalmente, da idade do paciente, do grau de diferenciação celular do tumor e do estágio em que o tumor se encontra: ou seja, se está restrito à próstata, se atingiu estruturas vizinhas, se comprometeu gânglios linfáticos ou órgãos à distância (metástase).

  1. Nos tumores confinados à próstata, o tratamento é cirúrgico com a prostatectomia radical (retirada total da próstata).
  2. Nos pacientes em que o tumor ultrapassa apenas localmente os limites da próstata, classicamente está indicado o tratamento com radioterapia, a qual também tem sido usada nos tumores localizados, porém com resultados de cura inferiores aos da prostatectomia radical.
  3. Os tumores disseminados para gânglios ou órgãos distantes (metástase) são tratados com hormonioterapia, a qual permite apenas o controle da doença, sem caráter curativo. O crescimento do câncer de próstata é hormônio-dependente, especificamente do hormônio masculino, testosterona. Esse tratamento tem como fundamento abolir a ação da testosterona, por meio do bloqueio de sua síntese ou de sua ação sobre a próstata. Em último caso, o bloqueio pode também ser realizado pela remoção cirúrgica dos testículos, local da síntese de testosterona.

COMPLICAÇÕES E CONSEQUÊNCIAS SEXUAIS APÓS A CIRURGIA NA PRÓSTATA

A remoção cirúrgica da próstata pode ser necessária não apenas em casos de câncer, como também na hiperplasia benigna. Os aspectos técnicos cirúrgicos e as consequências são muito distintos para cada caso.

Nos casos de câncer, já explicamos na questão anterior. Na hiperplasia benigna da próstata, o fundamento cirúrgico é a remoção apenas do tecido hiperplásico. Assim, se compararmos a próstata a uma laranja, o princípio técnico consiste em remover apenas o miolo, mantendo intacta a casca (cápsula da próstata).

Tanto a cirurgia da hiperplasia como do câncer podem ter complicações, que dependem da técnica utilizada e da habilidade do cirurgião. Em alguns casos pode ocasionar estreitamentos uretrais, provocando dificuldade para urinar ou incontinência urinária (perda do controle de micção). Quando ocorrem tais complicações, o paciente tem de se submeter à nova terapêutica para tratá-las.

Entretanto, esse tipo de cirurgia tem como consequência uma diminuição do volume ejaculado, pois, como já foi dito anteriormente, a próstata é responsável por 30% do esperma. Porém, devido às alterações decorrentes da cirurgia, o restante do líquido, no momento da ejaculação, desemboca na bexiga ao invés de sair pelo pênis. O homem passa a ter um orgasmo seco, e o esperma é eliminado junto com a urina, no momento da micção. Na prostatectomia radical, o orgasmo também é seco, porém não existe mais a formação de esperma no indivíduo. Vale ressaltar que essas alterações não alteram a libido e o prazer.

Existe um grande misticismo relacionando a próstata ao desempenho sexual masculino. É importante ressaltar que a próstata não desempenha qualquer papel no mecanismo de ereção peniana ou na libido (desejo sexual). Por outro lado, a integridade do feixe vasculonervoso (por onde passam as artérias e nervos) que atinge os corpos cavernosos do pênis é fundamental para o processo de ereção, e ele pode, com alguma frequência, ser lesado durante a cirurgia para cura do câncer da próstata, pois passa adjacente à cápsula da glândula. Dessa forma, pode ser comprometida a potência, mas não a libido do paciente. Já nas cirurgias para correção da hiperplasia benigna da próstata, a ocorrência de lesão do referido feixe é muito remota.

Mesmo que devido à cirurgia o paciente apresente distúrbio total ou parcial da ereção, deve-se lembrar, que o propósito da cirurgia é a cura de uma doença potencialmente fatal. Além disso, os avanços na pesquisa e na terapêutica da impotência sexual permitem que praticamente todos os pacientes com transtornos de ereção peniana voltem a ter atividade sexual satisfatória.

gripe e resfriado

Sintomas e tratamentos

imagem gripe e resfriado

É muito comum as pessoas confundirem gripe e resfriado. Por terem sintomas parecidos, a gripe se tornou um rótulo genérico e errado para todas as doenças do aparelho respiratório, incluindo faringite, laringite, bronquite etc. Cada uma dessas patologias é causada por vírus diferentes, e tanto o tratamento como as consequências são distintas.

A gripe é causada pelo vírus Influenza, provoca febre alta, dor muscular, nas articulações, intenso mal-estar, além de tosse e/ou dor de garganta. Quando não é diagnosticada e tratada corretamente, pode desencadear complicações como a pneumonia.

Já o resfriado não provoca febre alta. Os sintomas são coriza, espirros e um pouco de mal-estar. Às vezes vem acompanhado de dor de garganta ou tosse intensa representando um quadro conjunto de faringite, laringite, bronquite, o que não significa gripe. 

A seguir, o infectologista Prof. Dr. Vicente Amato Neto esclarece as dúvidas mais frequentes assim como os principais erros relacionados ao tratamento de gripes e resfriados.

Posso tomar antibiótico para curar a gripe mais rápido? 
Essa é uma das situações mais inadequadas que ocorrem no dia a dia. O agente causador da gripe é um vírus e antibiótico mata apenas bactérias. Tomar antibiótico para tentar curar uma gripe, além de não fazer efeito, pode trazer consequências pelo uso abusivo. Os germes vão se tornando cada vez mais resistentes e quando você realmente precisar tomar o antibiótico, pode não ser mais eficiente para a cura. Além disso, existe o risco de efeitos colaterais como reações alérgicas, diarreia e doenças no sangue.

O antibiótico só surte efeito, se junto com o quadro da gripe ou resfriado ocorrer, por exemplo, dor de garganta (faringite/amigdalite) com formação de pus (que é o que evidência a existência de bactérias). Nesse caso, o antibiótico será administrado para curar a faringite/amigdalite bacteriana e não a gripe/resfriado em si. É importante esclarecer que mesmo a amigdalite também pode ser de origem viral, e da mesma forma, não deve ser administrado antibiótico para o tratamento. A conduta neste caso é o uso de anti-inflamatórios e pastilhas para alívio da dor.

Existe remédio para vírus? Qual a diferença entre vírus e bactérias?
Vírus são minúsculos agentes infecciosos que se alojam e se multiplicam dentro das células do organismo. Cada tipo de vírus tem predileção por células de uma parte específica do organismo. No caso dos vírus da gripe e do resfriado, eles atacam as células das vias respiratórias. O maior empecilho no tratamento é eliminar o vírus, já que quase não existem remédios para as doenças virais. A dificuldade em destruir o vírus está no fato dele se alojar dentro das células, e os remédios para matá-lo, às vezes, podem eliminar as próprias células do organismo.

Já existem no mercado medicamentos seguros que agem contra o vírus da gripe, mas que surtem efeito apenas quando tomados bem no início dos sintomas. O Ministério da Saúde recomenda que todos os pacientes com sintomas de gripe e que façam parte do grupo vulnerável (gestantes, crianças pequenas, idosos e portadores de doenças crônicas) sejam medicados sem aguardar os resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento da gripe. Os antivirais são encontrados nas farmácias e também oferecidos gratuitamente pelo SUS, mas há necessidade de receita médica.

Já as bactérias são germes, ou seja, organismos vivos que tem célula própria e por isso podem ser manipuladas em laboratório para a produção de antibiótico. Cada antibiótico tem características próprias e age destruindo apenas a bactéria para o qual foi formulado. O antibiótico produzido para a bactéria “X” não mata a bactéria “Y”. Por isso, alguns antibióticos, mesmo na existência de bactéria, podem não fazer efeito.

O tratamento para a gripe é o mesmo do resfriado? Que tipos de medicamentos posso usar?
Sim. O tratamento tanto para gripe como para o resfriado se resume apenas em minorar os sintomas, ou seja: repousar, beber muito líquido, alimentar-se bem, tomar remédio contra dor de cabeça, febre e dor no corpo. Quanto aos antigripais, são compostos de substâncias para tosse e dor, e as vezes um pouco de cafeína, que além de aliviar a dor é estimulante. Mas observe: nenhuma dessas medicações tem potencial de cura. O objetivo é apenas melhorar os sintomas até o ciclo do vírus passar. É importante seguir as orientações do seu médico, pois gripe mal curada pode evoluir para pneumonia e levar inclusive, ao óbito. Idosos e diabéticos merecem atenção especial.

Qual o tempo de duração da gripe?
Os resfriados duram cerca de três a cinco dias, geram apenas um desconforto que não chega a limitar as atividades diárias. A gripe é mais forte, dura em torno de uma semana, mas o paciente pode continuar sentindo ainda um pouco de mal-estar, tosse com expectoração (expulsão de catarro) ou dor de garganta. É a fase da convalescença que pode permanecer por mais duas ou três semanas.

Algumas doenças são parecidas com gripe. Portanto, se persistirem os sintomas por mais de uma semana, busque orientação médica, principalmente se você estiver grávida. O citomegalovírus e a toxoplasmose, por exemplo, se manifestam com sintomas semelhantes aos da gripe e podem provocar malformação no feto. Nesse sentido, é importante a ajuda do médico para diagnosticar a doença. Os medicamentos a serem utilizados para controlar os sintomas da gripe na gravidez devem sempre ter orientação médica. A automedicação pode causar sérios danos ao feto.

Qual o período de encubação do vírus da gripe? E qual a forma de contágio?
Existem mais de 200 tipos de vírus do resfriado e o vírus Influenza da gripe, são de três tipos (A, B e C) com vários subtipos. Todos eles são altamente contagiosos. Pessoas com queda de imunidade ou sistema imunológico fraco ficam mais propensas ao contágio. O ciclo da gripe e resfriados tem quatro fases:

  1. Contágio: partículas do vírus de pessoa infectada são transmitidas pela saliva durante o espirro, tosse ou mesmo pela fala. A contaminação também pode ocorrer por compartilhamento de objetos de uso pessoal, como copos, talheres, guardanapo, lençol, batom etc.
  2. Instalação do vírus no corpo: após o vírus conseguir entrar no organismo através do nariz ou boca, começa o período de encubação que leva em torno de 24 horas, até o início dos primeiros sintomas.
  3. Multiplicação: já infiltrado nas células das vias respiratórias, o vírus passa a se multiplicar quando então, a pessoa já tem a certeza de estar gripado/resfriado pelos sintomas tornarem-se mais fortes.
  4. Reação do corpo e cura: o sistema imunológico do organismo começa a luta para destruição dos vírus. O grau de imunidade de cada um é que determina se a gripe se torna um pouco mais curta ou se estende por mais uns dias, assim como o nível de gravidade.

Se não existe remédio para o tratamento das doenças viróticas, como o vírus é eliminado pelo corpo caso a pessoa esteja com a imunidade baixa?
Com ou sem remédios, o vírus da gripe é eliminado pelo corpo em no máximo 14 dias. Este é o tempo que leva para os anticorpos produzidos pela defesa de nosso organismo localizar o vírus, e depois destruí-los e eliminá-los. Após este período, o que pode permanecer são as complicações decorrentes da gripe.

Pacientes que não se submetem ao tratamento adequado (repouso, ingestão de líquidos e etc.), os do grupo de risco e que possuem uma resposta imunológica mais fraca, tem uma maior chance desses vírus se propagarem e migrarem para o pulmão, por exemplo, determinando o aparecimento da pneumonia. Como o pulmão é um órgão vital, e estando o paciente com seus mecanismos de defesa enfraquecidos, os vírus podem comprometer gravemente o órgão levando a pessoa à morte.

Posso pegar gripe por estar exposto ao frio?
Isso é um mito. Não é o frio que transmite os vírus da gripe/resfriado e sim a aglomeração de pessoas em lugares fechados comuns na época de frio que facilita a contaminação. Também, os vírus sobrevivem por maior tempo em temperaturas baixas e ambientes fechados o que colabora para o contágio.

outubro rosa

Câncer de mama

imagem outubro rosa

O diagnóstico precoce do câncer de mama é o primeiro e mais importante passo para a cura, que fica em torno de 90%, quando o tumor é diagnosticado precocemente. Este é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 25% de novos casos a cada ano.

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2016, o Brasil deverá registrar 300.870 novos casos de câncer em mulheres, e o de mama dispara na frente. Compare:

  1. Mama: 57.960
  2. Cólon e reto: 17.620
  3. Colo do útero: 16.340
  4. Pulmão: 10.860
  5. Estômago: 7.600
  6. Corpo do útero: 6.950
  7. Ovário: 6.150
  8. Glândula tireoide: 5.870
  9. Linfoma não-Hodgkin: 5.030

Na mortalidade proporcional, os óbitos em mulheres por câncer de mama, também ocupam o primeiro lugar, representando 16,1%, com 14.388 mortes registradas no último levantamento.

A descoberta do câncer de mama em estágio avançado traz consequências graves, aumentando as chances de metástase para o pulmão, ossos, fígado e cérebro. Esta situação acaba por dificultar o tratamento e as chances de sobrevida.

Metástase é quando a célula cancerígena de um tumor se espalha para outros órgãos através dos vasos sanguíneos ou linfáticos, formando um novo tumor em outro órgão. Ou seja, as células cancerígenas da mama podem “viajar” e alcançar o pulmão, por exemplo, e o paciente, neste caso, terá o câncer nos dois órgãos (mama e pulmão). 

Diante da gravidade deste tipo de câncer, desde 2008, o Brasil aderiu ao movimento internacional chamado OUTUBRO ROSA. Esta campanha nasceu em 1990, nos EUA, com o objetivo de programar ações para conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de mama. 

Os resultados tem se mostrado cada vez mais positivo. Um levantamento inédito do INCA revelou que as próprias mulheres (66,2%) conseguiram identificar sinais e sintomas do câncer de mama e buscaram ajuda médica.

Isso mostra a importância da conscientização e eficácia da campanha e, nós da Extrafarma, estamos juntos com você unidos nesta causa, esclarecendo e informando a importância da prevenção para o diagnóstico precoce quando as chances de sobrevida são maiores.

O que é o câncer de mama?

O câncer de mama é resultante da multiplicação desordenada de células da mama dando origem a um tumor maligno. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns crescem rapidamente, outros são mais lentos. Ele pode surgir nos lóbulos e ductos mamários, pode estar encapsulado na glândula e há também aqueles mais agressivos que se espalham rapidamente (metástase). O câncer de mama desenvolvido antes da menopausa tende a ser mais grave do que os que surgirem após a menopausa.

Como reconhecer alterações na minha mama?

As mamas de cada mulher apresentam características próprias e que variam ao longo do tempo, desde a adolescência até a fase adulta e a velhice. Desta forma, ninguém melhor que você mesma, para observá-la com frequência, e identificar o que é normal, e se possíveis mudanças estão relacionadas apenas ao ciclo menstrual, por exemplo, ou se são sinais sugestivos de câncer de mama. O câncer de mama também atinge os homens, representando 1% dos casos.

Sinais e sintomas que necessitam avaliação médica com urgência de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde:

  • Qualquer nódulo mamário, principalmente em mulheres com mais de 50 anos
  • Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual
  • Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade
  • Secreção saindo de apenas um mamilo
  • Lesão na pele da mama que não responde a tratamentos com pomadas
  • Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema (inchaço), e pele com aspecto de casca de laranja
  • Retração na pele da mama
  • Mudança no formato do mamilo
  • Inversão do mamilo
  • Presença de nódulo na axila
  • Homens com mais de 50 anos com nódulo/caroço em apenas uma mama

O câncer de mama é hereditário?

Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama ou ovários, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Fatores genéticos, especialmente alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 também elevam o risco. Esse grupo deve ser acompanhado por especialista a partir dos 35 anos (a critério médico). É o profissional de saúde quem vai decidir se o acompanhamento deve ser iniciado antes desta idade e quais exames a paciente deverá fazer.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), não existe uma causa única para o câncer de mama e a idade é um importante fator de risco para a doença. Mulheres com mais de 50 anos são as mais atingidas. Os principais fatores de risco relacionados ao câncer de mama:

  • Primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos)
  • Primeira gravidez após os 30 anos
  • Não ter amamentado
  • Não ter tido filhos
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona)
  • Menopausa tardia (após 55 anos)
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos
  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa
  • Sedentarismo (não fazer exercícios)
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X)

A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença.

O que posso mudar no meu estilo de vida para prevenir o câncer de mama?

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco indicados na questão anterior.

Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança, mas fatores relacionados ao estilo de vida, como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal, são modificáveis.

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 30% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama:

  • Pratique atividade física
  • Alimente-se de forma saudável
  • Mantenha o peso corporal adequado
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas
  • Amamente seu filho

O ginecologista Prof. Thomaz Gollop chama a atenção para o excesso de gordura na alimentação: “o consumo de gordura animal faz com que sejam acumuladas substâncias tóxicas no organismo que agem no corpo como estrogênio, favorecendo o câncer de mama”. Por isso que a obesidade é fator de risco para o câncer de mama já que as células de gordura também provocam o aumento da produção de estrogênio.

Que exames preventivos devo fazer e a partir de que idade?

As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico pelo médico e a mamografia. Entretanto, apenas o exame clínico não é capaz de confirmar o câncer precocemente, pois detecta apenas casos de tumor localizado na parte superficial da mama e com medida acima de um centímetro. Mesmo assim, é recomendado ser feito, anualmente, a partir dos 35 anos, para que o médico capacitado possa identificar qualquer anormalidade suspeita.

Já a mamografia é realizada em um aparelho de raio-X, chamado de mamógrafo. Ele permite a detecção precoce do câncer, por conseguir mostrar lesões em fase inicial enquanto muito pequenas (medindo milímetros). Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é suportável. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade, as mamas são mais densas e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

Como medida preventiva, a recomendação do Ministério da Saúde é que a mamografia seja realizada a cada dois anos apenas em mulheres entre 50 e 69 anos. Entretanto, em casos de investigação de lesões suspeitas, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades quando há indicação médica. Em mulheres com risco elevado de câncer de mama, esta rotina deve se iniciar aos 35 anos, com exame clínico das mamas e mamografia anuais.

Existe também outro exame indicado para a detecção do câncer de mama chamado ultrassonografia das mamas, porém quando feito isoladamente (separado da mamografia) não tem capacidade diagnóstica efetiva.

A faixa etária estipulada para a realização da mamografia pelo Ministério da Saúde é estipulada pela estatística, já que cerca de 4 em cada 5 casos de câncer de mama, ocorrem após os 50 anos. Tem também o intuito de preservar as mulheres de resultado falso positivo e tratamentos desnecessários, tais como:

  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama.
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Quem já o teve câncer de mama pode amamentar?

As mulheres que tiveram câncer de mama, após a alta, poderão, a critério médico, amamentar. Porém, em relação a terapia hormonal na menopausa, não existe, até o momento, permissão para fazê-la. Vale lembrar que a amamentação tem um efeito protetor sobre o câncer de mama. Quem amamenta tem menor risco de contraí-lo.

Como é feito o tratamento de câncer de mama?

Importantes avanços na abordagem do câncer de mama aconteceram nos últimos anos, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos mutilantes, assim como a busca da individualização do tratamento. O tratamento varia de acordo com o estadiamento da doença, suas características biológicas, bem como das condições da paciente (idade, status menopausal, comorbidades e preferências). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. Na existência de metástases, o tratamento tem por objetivos principais prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida. As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em:

  • Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.
  • Tratamento local: cirurgia e radioterapia após a cirurgia

Quando é necessária a retirada das mamas?

A necessidade de cirurgias mais agressivas, como a de retirada da mama, depende do estágio da doença. O câncer de mama identificado em estágios iniciais, com tumores com menos de dois centímetros, não exigem a retirada da mama.

Nos tumores nos quais a cirurgia conservadora é contraindicada (cirurgia para retirada apenas do tumor, preservando a mama) e houver necessidade de mastectomia (retirada total da mama) é importantíssimo que toda mulher saiba da possibilidade de uma cirurgia plástica reconstrutiva, já por ocasião da mastectomia. Entretanto é relevante notar, que há diversos tipos de câncer de mama, e cada caso deve ser avaliado dentro de suas características.

Caso eu precise retirar as mamas, o SUS faz a cirurgia plástica reparadora?

Novas medidas determinam que os hospitais que compõem o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereçam cirurgia plástica reparadora da mama nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer. De acordo com o documento, quando houver condição técnica, a reconstrução será efetuada no mesmo momento em que for realizada a cirurgia para retirada do câncer. No caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas.

Junte-se ao movimento OUTUBRO ROSA e compartilhe essas informações com suas amigas. O tempo é crucial no tratamento do câncer. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores as chances de cura.

prisão de ventre

Liberte-se da prisão de ventre

imagem prisão de ventre

A prisão de ventre, conhecida também por constipação intestinal e, popularmente, chamada de intestino preso, é um dos problemas mais citados pelos pacientes nos consultórios médicos.

Para caracterizar a prisão de ventre é necessária a presença de pelo menos uma das condições citadas a seguir:

  • Evacuar menos que três vezes por semana
  • Evacuar em intervalo superior a três dias
  • Eliminar fezes duras, fragmentadas, escurecidas, ressecadas ou em pequeno volume (“bolinhas” ou “como de cabrito”), às vezes finas “como um lápis”
  • Evacuar de forma incompleta ou insatisfatória (restaram fezes a eliminar)
  • Esforço excessivo para conseguir evacuar
  • Necessidade de manipulação manual: alterações anatômicas por causas diversas, que obrigam mulheres empurrar a parede de trás da vagina para conseguir evacuar
  • Precisar usar os dedos para retirar fezes do reto: fezes muito tempo parada na ampola retal ressecam e se transformar em fecaloma (fezes endurecidas, “empedradas”)
  • Dor no ânus e/ou reto ao evacuar 
  • Dor ou desconforto abdominal pelo fato de não evacuar

Apenas um ou dois dias sem ir ao banheiro, até gera desconforto, mas não é motivo para considerar constipação intestinal (prisão de ventre). Às vezes, a alimentação incorreta, falta de ingestão de líquidos, estresse, ansiedade, viagens ou efeito colateral de medicamentos, podem refletir no bom funcionamento do intestino.

Uma das condições que progride para a verdadeira prisão de ventre é deixar de ir ao banheiro quando surge a vontade de evacuar. A constância deste ato prejudica o reaparecimento do reflexo de evacuação, além de torna o intestino “preguiçoso”. Ele passa a contrair menos, prejudicando o ritmo normal da evacuação. Além disso, fezes acumuladas tornam-se ressecadas e mais difíceis de serem expelidas.

Em pessoas saudáveis, os alimentos permanecem no sistema digestório, em média, por até 24 horas. Nesse período são degradados e absorvidos e seus resíduos excretados em forma de fezes.

O intestino delgado é um órgão tubular oco (mede aproximadamente 7 metros), com a função de completar o processo de digestão e promover a absorção dos alimentos. O alimento demora cerca de 12 horas para percorrer todo o intestino delgado até chegar ao intestino grosso, que é a última parte do tubo digestivo.

O intestino grosso é dividido em três partes:

  1. Ceco: é a primeira parte do intestino grosso e recebe o conteúdo do intestino delgado
  2. Cólon: onde ocorre a absorção de água dos alimentos não digeridos (originando as fezes)
  3. Reto: é a última parte do intestino grosso, onde as fezes ficam armazenadas

O material pastoso fica entre 6 e 10 horas no intestino grosso. Quando o conteúdo transformado em fezes chega ao reto, é enviado um reflexo para o cérebro traduzindo-se em vontade de evacuar. Neste momento, a decisão de eliminar as fezes ou retê-las, é pessoal. Caso a pessoa esteja em local que possibilite a evacuação, o esfíncter (músculo localizado ao redor do ânus) relaxa, e permite desta forma, que as fezes sejam eliminadas.

Vários músculos estão envolvidos no processo da evacuação. Enquanto alguns músculos precisam relaxar, como é o caso do esfíncter anal, outros precisam se contrair para empurrar o bolo fecal para frente. Este movimento é chamado de peristáltico, constituído de contrações involuntárias e progressivas. Qualquer problema que comprometa algum destes músculos provoca a prisão de ventre.

Outra causa importante que leva a constipação intestinal é a falta de hidratação adequada, já que pouco líquido circulando impede a correta absorção de água pela massa fecal, tornando as fezes secas, duras e difíceis de serem eliminadas. 

A prisão de ventre atinge entre 10 e 30% da população e, predomina, principalmente, entre mulheres, crianças, sedentários e pessoas com mais de 60 anos (surge ou piora com a idade).

As mulheres são as principais atingidas, em relevância de duas a três vezes mais, principalmente durante a gravidez.

Na gravidez é uma queixa muito comum e que tende a piorar a partir do 4º mês de gestação. Conforme o bebê cresce, maior se tona a dilatação do útero que comprime o intestino, prejudicando a evacuação. Além disso, a ação dos hormônios, principalmente, o aumento da progesterona, e também os suplementos de ferro, reduzem o movimento intestinal tornando as fezes ressecadas, dificultando a eliminação.

As mulheres em geral, sofrem grande influência dos hormônios que podem desencadear ou agravar a prisão de ventre. Durante a ovulação, quando o útero se prepara para receber o óvulo, há um aumento do hormônio progesterona que, como já explicamos, dificulta o trânsito intestinal.

Já na fase pré-menstrual, inicia a liberação da prostaglandina (substância que tem a função de contrair o útero para expulsar o endométrio/menstruação). A prostaglandina, diferente da progesterona, auxilia no processo de evacuação tornando as fezes mais fluídas. Alias, este é um bom indicativo para verificar se a “prisão de ventre” é originada por hábitos inadequados ou por alguma patologia. Quando a dificuldade para evacuar é efeito de alguma complicação, mesmo nesta fase, a constipação permanece.

Múltiplas gestações, da mesma forma, aumentam as chances da prisão de ventre, neste caso, por eventual flacidez no assoalho pélvico e da parede abdominal que prejudica o movimento da musculatura.

O intestino preso também é associado à rejeição ao uso de banheiros fora de casa, reprimindo a vontade de evacuar, que acaba por comprometer o reflexo da evacuação.

As crianças tem grande tendência em sofrer constipação. Muitas delas têm por hábito, segurar as fezes para não interromper a brincadeira ou por vergonha de pedir para se ausentar da sala de aula, por exemplo. Outras, por influência social, enxergam as fezes como algo feio e negativo, desencadeando a prisão de ventre por fator psicológico. Às vezes, esta situação é originada inconscientemente pelos pais ou cuidadores, na época da retirada das fraudas, levando a criança reprimir o intestino por medo de deixar escapar o cocô.

Adiar a eliminação das fezes, faz com que fiquem duras e secas. Desta forma, quando ocorrer à evacuação, pode haver dor e dificuldade para eliminá-las, o que acaba piorando o quadro. A criança, para evitar o desconforto, sente medo de evacuar e fica propensa a prender ainda mais as fezes.

Em bebês, estudos indicam que a falta de aleitamento materno aumenta as chances de constipação.

Nos idosos, a prisão de ventre está associada ao sedentarismo e ao próprio envelhecimento que compromete os músculos do intestino. Muitos medicamentos e doenças, comuns nesta faixa etária, também exercem influência no funcionamento intestinal. A mais comum é a diverticulite hipotônica (afrouxamento da musculatura do intestino grosso) que, na verdade, não se trata de uma doença e sim, de uma involução senil. A menopausa também tende agravar a prisão de ventre em mulheres que já tinham propensão anterior.

DICAS PARA EVITAR A PRISÃO DE VENTRE

Para evitar o desconforto causado pelo intestino preso você deve tentar seguir o maior número possível das sugestões listadas a seguir. Na maioria das vezes, com a correção de hábitos alimentares, aumento do volume de líquidos ingeridos, mudanças posturais, bem como adequação da condição muscular e da atividade física, já é possível resolver ou minimizar o problema. Fique atento também ao uso de medicamentos com efeitos constipantes. E atenção: prisão de ventre rotineira pode favorecer o aparecimento de doenças do intestino.

Alimentação
Alimentos com fibras são essenciais para o tratamento da prisão de ventre. Como já foi dito, as fezes nada mais são do que resíduos de alimentos que não foram absorvidos. As fibras funcionam como um meio de transporte para levar água para dentro do intestino, evitando o ressecamento das fezes e promovendo o aumento do bolo fecal. Como o bolo fecal é empurrado pelos movimentos peristálticos, quanto maior o volume deste bolo, mais fácil é eliminá-lo.

O ideal é ingerir, no mínimo, 30g de fibras por dia. Consuma mamão com as sementes (sem mastigá-las), laranja com o bagaço, ameixas pretas, farelo de trigo ou de aveia, arroz e pão integral, além de hortaliças, verduras, legumes e frutas variadas. Frutas que contém grande quantidade de água: melancia, melão, abacaxi, kiwi etc.

Evitar maçã, banana maçã, pera sem casca e goiaba, que prendem o intestino, e alimentos muito condimentados (pimenta, mostarda, molhos), pois fermentam e estufam a barriga. Brócolis, berinjela, couve-flor e repolho produzem muitos gases.

Procure tomar bastante líquido (mínimo de 2 litros por dia) fora das refeições e se puder, beba água de coco. Caso necessário, o gastroenterologista Prof. Dr. Luiz Chehter, orienta a suplementação com fibras vendidas em farmácias.

Não pule o café da manhã
A vontade de evacuar costuma aparecer logo ao acordar, especialmente depois do café da manhã, podendo se repetir após outras refeições. A redução do volume de alimentos ingeridos no dia anterior ou abolir o café da manhã pode prejudicar o reflexo da evacuação.

Posição no vaso sanitário
Manter a postura correta no vaso sanitário também ajuda. Na posição sentada, com o apoio dos membros inferiores no chão e a flexão do tronco (para simular a posição de cócoras), há maior eficácia da atuação da musculatura abdominal e do períneo, facilitando o esvaziamento do reto. Não se deve recostar nem ficar com os pés sem apoio durante a evacuação.

As crianças podem ter dificuldade para evacuar por falta de apoio nos pés e/ou vaso sanitário desproporcional ao seu tamanho. Compre um peniquinho ou um adaptador de acento sanitário e, não esqueça, de providenciar um apoio para os pés.

Curiosidade da herança genética dos ancestrais: o homem, ao assumir a posição ereta, teve comprometimento da musculatura e da pressão exercida sobre o intestino, o que teria motivado o surgimento da constipação. Isso explica a importância da posição de cócoras para o melhor funcionamento dos músculos envolvidos no processo de evacuação, postura mantida pelos índios até hoje.

Evite reprimir a vontade de evacuar
Quando o reflexo da evacuação acontece em local ou horário incompatível (viagem, compromisso, falta de sanitário), a defecação é postergada mediante a contração do esfíncter anal (músculo do ânus). Reprimir repetidamente o reflexo da evacuação tem por consequência a perda progressiva deste reflexo, agravando ou desencadeando a prisão de ventre.

Se você for sedentário, seu intestino vai ser também. Mexa-se!
O comprometimento da musculatura abdominal e da pressão exercida sobre o intestino pode ser afetada pelo sedentarismo. Procure se movimentar. Faça caminhadas.

Atenção aos medicamentos constipantes
Alguns medicamentos podem desencadear ou agravar a prisão de ventre. Os mais comumente envolvidos são os empregados para depressão, parkinsonismo, hipertensão arterial, convulsão, ansiedade e também os analgésicos opiáceos (codeína, morfina), sais de ferro ou de alumínio. Peça orientação ao seu médico para indicar laxativos apropriados ao seu caso.

Treine seu intestino
Você deve ficar convencido que seu intestino pode e deve ser treinado. O objetivo não é evacuar diariamente, mas três vezes na semana, sem desconforto ou grande esforço. Intestino tem que ser educado, condicionado. Estipule um horário, de preferência, após o café da manhã, já que o reflexo da evacuação costuma surgir após o período mais prolongado de jejum.

Sente-se no vaso sanitário com a postura já explicada e evite qualquer atividade durante este momento (ler ou falar ao telefone, por exemplo). Concentre-se e empenhe-se em reeducar seu intestino. Educar não é uma tarefa fácil. Portanto não espere que seu intestino aprenda rápido.

Uma medida muito indicada pelos gastroenterologistas, para o treinamento do intestino e normalização do processo de evacuação, é seguir as orientações citadas neste artigo e, caso necessário.

Evite excesso de laxantes
O uso de laxante com frequência pode causar um efeito rebote e comprometer os movimentos do intestino grosso, provocando, a longo prazo, piora na prisão de ventre. Intestino que não precisa se movimentar, se acostuma, e torna-se preguiçoso. Os laxantes podem ser usados ocasionalmente. Paciente com prisão de ventre crônica deve buscar ajuda médica e, principalmente, participar do tratamento. Na necessidade do uso rotineiro de laxantes, seu médico irá diminuir a quantidade gradativamente, até normalizar a evacuação.

Alguns tipos de laxantes indicados para situações esporádicas
Não é necessário receita médica para o uso de laxantes, mas é necessário o bom senso e evitar o uso abusivo sem orientação médica. Segundo o Prof. Chehter, os mais indicados são os laxantes osmóticos que não são absorvidos e como o próprio nome já diz, agem por osmose, ou seja, retêm água nas fezes.

Já os laxantes estimulantes devem ser usados apenas em situações de emergência. Este tipo de medicamento estimula a secreção de água e eletrólitos e agem na musculatura do intestino. Por serem fortes, também provocam cólica abdominal.

Seguindo todas as recomendações, possivelmente, você terá sucesso na reabilitação do seu intestino. Mas não esqueça: o reaparecimento do reflexo da evacuação pode levar tempo para voltar e requer uma persistente dedicação. Não desista e logo seu intestino ficará condicionado a funcionar no horário que você determinar. Intestino saudável te liberta das dores, inchaço e cansaço, próprio de quem sofre de prisão de ventre, além de normalizar a libido que costuma ser afetada pelos desconfortos intestinais.

suplementos de vitaminas

Mitos e verdades dos suplementos

imagem suplementos de vitaminas

A busca por saúde e longevidade, o estresse do dia a dia, a falta de tempo para uma alimentação balanceada ou simplesmente a vaidade pelo corpo perfeito, tem feito com que cada vez mais pessoas recorram à ajuda de suplementos. Mas o que são os suplementos?

Suplementos, como o nome já diz, são produtos formulados para suplementar (complementar) a alimentação e tem por finalidade suprir ou prevenir deficiências nutricionais. São compostos por vitaminas e/ou minerais, de forma simples ou combinados entre si, e legalmente regulamentados pela legislação brasileira.

Com exceção do leite materno para bebês (até 6 meses), nenhum alimento possui todos os nutrientes necessários para atender às demandas nutricionais. Os suplementos tem a função de auxiliar neste complemento.

Longe de ser uma pílula mágica que te autorize a substituir os alimentos por “alguns comprimidos”, os suplementos têm finalidades específicas. São indicados para pessoas com um estilo de vida que impeça uma alimentação completa ou por situações que necessitam de suplementação nutricional, como por exemplo: as gestantes, durante o aleitamento, em dietas vegetarianas ou de emagrecimento, crianças, idosos, estado pós-cirúrgico, cirurgias bariátricas, prevenção de enfermidades diversas (osteoporose, por exemplo), dificuldade de absorção de nutrientes, desnutrição etc. Também são utilizados para auxiliar na performance esportista embora, tem sido cada vez mais frequente o uso indiscriminado desses produtos por pessoas que se iludem acreditando em resultados sem esforços.

A polêmica é antiga. Sempre existiu uma dúvida muito grande sobre os riscos e benefícios dos suplementos. E neles, incluem os vitamínicos e minerais. Nesta categoria, quando consumidos sem necessidade não promovem qualquer benefício e são totalmente eliminados pela urina. Entretanto, alguns, em excesso, podem até ser prejudiciais à saúde.

Posso usar suplementos para prevenção de doenças?

Os suplementos podem sim, ser um complemento para prevenir doenças ou ajudar em tratamentos, mas jamais objetivar a cura. Para pessoas saudáveis, eles são válidos para fortalecer o sistema imunológico e suprir as deficiências de uma alimentação restrita causadas pelo ritmo estressante e corrido do dia a dia.

Para proteger os consumidores, desde 2010, a ANVISA regularizou os suplementos vitamínicos e minerais que atendem o critério de conter um mínimo de 25% e no máximo até 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitaminas e/ou minerais, com a recomendação de não substituir os alimentos, nem serem considerados dieta exclusiva. Desta forma, passam a ser considerados de baixo risco à saúde. Acima de 100%, deixam de ser suplementos e tornam-se medicamentos com efeitos colaterais graves caso não sejam prescritos com orientação médica. Portanto, evite suplementos que prometem “curas milagrosas”, comercializados pela internet, sem a fiscalização dos órgãos responsáveis.

TIPOS DE VITAMINAS

As vitaminas e os minerais tem um papel fundamental no metabolismo e manutenção da saúde. Eles são encontrados nos alimentos e, normalmente, basta uma alimentação balanceada para suprir as necessidades nutricionais que garantam uma vida saudável. Quando isso não é possível, pode-se recorrer aos suplementos.

Algumas vitaminas necessitam de reposição diária. Elas são classificadas como hidrossolúveis (dissolvidas em água) e desta forma, o corpo absorve as quantidades que necessita e o restante é eliminado pela urina. Os suplementos nesta categoria, não oferecem qualquer risco. Fazem parte deste grupo: vitaminas do complexo B (1, 2, 3, 5, 6, 8 e 9) e a vitamina C.

O outro grupo de vitaminas é classificado como lipossolúvel, ou seja, são solúveis em gordura (dissolvida por gordura) e, portanto, ficam por mais tempo no corpo sendo armazenadas pelo fígado. Estão nesta categoria às vitaminas A, D, e K além da vitamina E que é distribuída para todos os tecidos de gordura no corpo. Este grupo de vitaminas quando consumidas em excesso, tende a se acumular e provocar intoxicações. A vitamina B 12 apesar de hidrossolúvel, também permanece armazenada no fígado.

Com esta pequena introdução, fica mais fácil entender os riscos e benefícios dos suplementos, de acordo com os nutrientes eleitos por você para suplementar sua dieta. Lembre-se que para evitar efeitos indesejados, o melhor é não se “autosuplementar” e pedir a orientação do seu médico para melhor aproveitamento desses suplementos.

A ingestão diária recomendada (IDR) descrita nos tópicos a seguir são referências para adultos saudáveis. Não estão incluídas as situações ou os perfis de pessoas mencionadas no início deste artigo: crianças, gestantes, idosos, vegetarianos, etc.

VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

Vitamina B1 (tiamina): importante para manutenção do sistema nervoso e circulatório. Melhora a função cerebral, diminui o cansaço, previne a depressão e combate o envelhecimento. Também aumenta o apetite.
IDR: 1,2 mg
Carência: Confusão mental, fraqueza muscular e falta de apetite.

Vitamina B2 (riboflavina): importante na reparação e manutenção da pele. Ajuda na produção do hormônio adrenalina. Previne a catarata.
IDR: 1,3 mg
Carência: dermatite seborreica, doenças oftalmológicas e inflamação na língua.

Vitamina B3 (nicotinamida/niacina/vitamina PP): reduz o triglicérides e colesterol ruim (LDL) e aumenta os níveis do colesterol bom (HDL). Protege contra as doenças cardiovasculares. Regula o açúcar no sangue prevenindo o diabetes. Ajuda no controle da artrite.
IDR: 16 mg
Carência: provoca a pelagra, doença característica da falta de vitamina B3. Os sintomas são manchas e descamação na pele com aparência de queimaduras. Pode causar também enjoo, náuseas, vômitos, diarreia, dificuldades mentais e demência.
Toxicidade: doses acima de 500 mg por dia podem causar gastrite, hepatite, desencadear o diabetes e elevar os níveis de ácido úrico (causa da gota).

Vitamina B5 (ácido pantotênico): importante para o metabolismo das proteínas, gordura e carboidratos. Está ligada a formação das células vermelhas do sangue e dos hormônios da suprarrenal, atuando contra o estresse. Ajuda no combate de infecções e na produção de anticorpos. Também é fantástico para os cabelos e pele retardando o envelhecimento.
IDR: 5 mg
Carência: esta vitamina encontra-se em grande quantidade nos alimentos, sendo difíceis problemas relacionados por deficiência.

Vitamina B6 (piridoxina): poderosa vitamina considerada multifuncional. Está envolvida em diversos processos orgânicos e desempenha funções essenciais para o bom funcionamento do organismo e o bem-estar. Previne dezenas de doenças, desde a depressão até problemas cardíacos. Ajuda no combate a dores crônicas até perda de memória. Contribui para o equilíbrio hormonal melhorando a fertilidade, útil no tratamento de náuseas, vômitos e TPM, fortalece cabelos, unhas e pele, melhora a acne e, inclusive, colabora no processo de emagrecimento. Neste caso, favorece principalmente, quem come muito carboidrato, pois a vitamina B6 ajuda no processo metabólico da quebra dos carboidratos prevenindo o ganho de peso.
IDR: 1,3 mg
Carência: dores de cabeça, feridas na pele e na língua, fraqueza muscular, neurite, nervosismo, depressão, insônia, anemia, artrite, alterações digestivas, formigamento, síndrome do túnel do carpo, queda da imunidade etc.
Toxicidade: a ingestão elevada (500 a 3000 vezes) acima da dose diária recomendada pode lesar nervos, dificultando, inclusive, o andar.

Vitamina B7 (Biotina): Importante para a saúde dos cabelos, das unhas e da pele. Retarda e previne a calvície.
IDR: 25 mcg
Carência: cabelos e unhas fracas e quebradiças, queda de cabelo e pele seca.

Vitamina B9 (ácido fólico): Essencial na síntese do DNA e no metabolismo dos aminoácidos. Ajuda na manutenção do sistema imunológico, circulatório e nervoso. Atua na formação da hemoglobina. Melhora o cansaço e auxilia no tratamento da depressão, controle da pressão arterial e na prevenção de derrames e doenças cardíacas. Na gravidez, é fundamental para o perfeito desenvolvimento do embrião e na amamentação ajuda na produção de leite. Para os homens, favorece a manutenção de espermatozoides saudáveis.
IDR (em não grávidas): 400 mcg
Carências: anemia, úlceras na boca, dores de cabeça, fraqueza, falta de ar, problema de memória, cansaço, insônia e falta de apetite. Em mulheres grávidas, pode causar aborto espontâneo, parto prematuro e doenças cardíacas no bebê. O suplemento em gestantes e mães que amamentam é indispensável nesta fase de vida.
Toxicidade: a toxidade ocorre apenas com doses muito elevadas, acima de 15.000 mcg ao dia, resultando em problemas gástricos, reações na pele, distúrbios do sono e, embora raro, também convulsões.

Vitamina C (ácido ascórbico): estimula o sistema imunológico melhorando a resistência contra resfriados e infecções, reduz o colesterol, acelera a cicatrização de feridas, melhora a infertilidade masculina, previne o diabetes, combate as doenças da gengiva, controla a asma, ajuda na absorção do ferro, tem ação antioxidante, protege contra os males do cigarro e outros poluentes além de combater os efeitos do envelhecimento da pele. A vitamina C é fundamental na síntese do colágeno, fortalecendo tecidos da pele, tendões, cartilagens, ossos, dentes etc.
IDR: 45 mg
Carência: doença chamada escorbuto. Causa perda de apetite, sangramentos, manchas arroxeadas na pele, inflamação nas gengivas, perda de dentes, fraqueza muscular, queda de cabelos, problema de cicatrização, dor nas articulações e inchaço nas pernas e braços. Doença rara, atualmente é apenas observada em alcóolatras.
Toxicidade: doses acima de 2 g por dia pode provocar náuseas, cólica e diarreia. Mais de 3 g/dia aumenta o risco de cálculo renal.

O risco de cálculo renal associado ao consumo exagerado de algumas vitaminas hidrossolúveis deve-se a sobrecarga do rim para conseguir eliminar, por meio da urina, a dose excedente.

Vitamina B12 (cobalamina): indispensável para a integridade do sistema nervoso central e equilíbrio do humor. Combate à fadiga dos idosos e melhora sintomas de psicose senil. Auxilia na nevralgia do trigêmeo, osteoartrite e neuropatia diabética. É responsável também pela ativação do ácido fólico (B9). Devido à interdependência entre B12 e ácido fólico, os suplementos normalmente combinam as duas substâncias.
IDR: 2,4 mcg
Carência: distúrbios sanguíneos, anemia, dificuldade para andar, neurite (inflamação do nervo), fraqueza, alterações neurológicas e depressão. Deficiência de vitamina B12 também provoca deficiência do ácido fólico (vitamina B9)
Obs: vegetarianos estritos (vegetariano que não consome nenhum tipo de derivado animal) devem tomar suplementos de vitamina B12.

As bebidas alcoólicas interferem na absorção da vitamina B1, vitamina B2, vitamina B6, vitamina B9 (ácido fólico) e vitamina B12. É aconselhável o uso de suplementos para repor as perdas causadas pelo álcool.

VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS (provocam maior toxidade quando consumidas em excesso)

Vitamina A: essencial à visão, reprodução, acelera a cicatrização de tecidos e combate doenças de pele. Ajuda a manter as mucosas úmidas e saudáveis. É considerada um importante antioxidante, retardando o envelhecimento das células e combatendo os radicais livres.
IDR: 600 mcg ER
Carência: fotofobia (sensibilidade à luz), ressecamento dos olhos, dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz (cegueira noturna), inflamações na pele e endurecimento das mucosas dos tratos respiratórios, gástricos e urinário.
Toxicidade: acima de 3mg pode provocar icterícia, visão turva, perda de cabelo e das sobrancelhas, alteração do estado mental, dor muscular e abdominal além de sonolência. A toxidade crônica compromete os reflexos, causa dormência nos pés e mãos, podendo levar também a cirrose hepática e a hipertensão craniana.

Quando a vitamina A vem dos alimentos de origem animal é chamada de retinoide. Se vier de alimentos de origem vegetal é denominada caratenoide, conhecido como betacaroteno.

Betacaroteno é um pigmento natural encontrado nos vegetais da cor amarela ao vermelho e nas folhas verde-escuras. Estudos mostram que é um poderoso antioxidante que neutraliza a ação dos radicais livres prevenindo o câncer e o envelhecimento dos órgãos. Também melhora o sistema imunológico, tem efeito rejuvenescedor para a pele e atua como uma espécie de refletor dos raios de sol, protegendo contra o câncer de pele e oferecendo um bronzeado bonito e de longa duração.

A boa notícia é que não provoca toxicidade. Doses excessivas deixam apenas a pele com tom alaranjado, principalmente as palmas das mãos e plantas dos pés.

Vitamina D: diretamente ligada ao metabolismo dos ossos, importante na prevenção da osteoporose, osteomalácia (enfraquecimento dos ossos) e raquitismo. Importante para a absorção de cálcio.
IDR: 5 mcg/d
Carência: osteoporose, fragilidade óssea. Nas crianças, raquitismo.
Toxicidade: ocorre apenas com doses acima de dez vezes a quantidade diária recomendada. Os sintomas são náuseas, vômitos, perda de apetite, fraqueza, nervosismo, aumento da micção e hipertensão arterial. Ao longo do tempo, o cálcio pode se depositar no organismo causando lesões permanentes.

Vitamina K: atua no processo de coagulação sanguínea e tem propriedades anti-hemorrágicas. Também é importante para o metabolismo ósseo.
IDR: 65 mcg/d
Carência: sangramentos difíceis de estancar. Sangue no nariz, na urina ou nas fezes.
Excesso: destruição dos glóbulos vermelhos, anemia e maior incidência de processos tromboembólicos.
Toxicidade: não foi constatada toxicidade pela vitamina K.

Vitamina E: potente agente antioxidante, diminui os danos causados pelos radicais livres e traz dezenas de benefícios: protege contra distúrbios neurológicos, incluindo Parkinson e Alzheimer, estimula o sistema imunológico, aumenta o vigor sexual, protege contra doenças cardiovasculares, da mama, câncer, melhora o desempenho dos atletas, alivia a TPM, combate problemas da pele e calvície.
IDR: 10 mg
Carência: disfunções neurológicas, miopatias (fraqueza muscular), queda de cabelo, insônia, aumento do colesterol e distúrbios das plaquetas.
Excesso: inibe o sistema imune, reduz a coagulação sanguínea e pode levar a anemia hemolítica.
Toxicidade: doses maiores de 1 g por dia pode causar sangramentos e hemorragias.

Esteja atento as quantidades necessárias e aos eventuais níveis de toxicidade. Evite overdose, afinal seu objetivo na busca de suplementos é cuidar da sua saúde e não ter que cuidar de mais uma doença. Equilíbrio é o ideal.
 

dieta e alimentação saudável

Os maiores enganos nas dietas de emagrecimento

imagem dieta e alimentação saudável

Durante milhares de anos, os humanos, assim como os animais, precisavam caçar diariamente a própria comida para se alimentarem. Não existia como armazenar ou muito menos comprar alimentos e, desta forma, não se sabia se haveria ou não o que comer. Esse processo fez do corpo humano uma máquina de armazenar energia. Era parte do instinto de sobrevivência comer o máximo possível quando havia comida disponível, com o intuito de o corpo armazenar energia para superar os incertos períodos de escassez.

A situação começou a mudar com a invenção da agricultura que proporcionava o plantio e a criação de animais e, assim, a garantia da comida. A partir daí, o ser humano começou a engordar, pois passou a se alimentar com mais arroz e trigo (entra aí o problema dos carboidratos que explicaremos adiante), embora continuasse a comer a gordura das carnes.

Com as facilidades inventadas para armazenar e conservar alimentos, não é mais necessário entupir-se de calorias, mas o estrago genético está feito e o corpo continua pedindo mais e mais calorias, como na época das cavernas. Atualmente precisamos aprender a controlar o apetite e o que ingerimos para não cair na armadilha genética do armazenamento, e também, é claro, para ter um corpo bonito e, principalmente, saudável.

E como funciona nosso metabolismo?

Metabolismo são as reações químicas que ocorrem no organismo para mantê-lo vivo e saudável, e que o levam a gastar energia. Existem pessoas que possuem um metabolismo diminuído e, nestes, a tendência à obesidade é maior. Algumas doenças também alteram o metabolismo como, por exemplo, os distúrbios da tireoide: o hipotireoidismo provoca diminuição do metabolismo enquanto o hipertireoidismo leva ao aumento do metabolismo. A energia total gasta por uma pessoa durante um dia chama-se gasto energético total diário, que compreende:

  • Metabolismo basal: é o metabolismo para manutenção da vida, como por exemplo, a energia necessária para os batimentos cardíacos, a respiração etc. Esse gasto depende do sexo (maior em homens), do peso e da altura (maior quanto maior for o peso e/ou a altura).
  • Gasto energético induzido pelo alimento: para sua digestão, absorção e estoque ou utilização como combustível. Fracionar refeições, comer alimentos com um teor calórico menor (caloricamente menos densos) e alimentos ricos em fibras podem levar ao aumento do gasto energético induzido pelo alimento.
  • Gasto energético induzido pelo exercício: altamente variável, de acordo com a atividade física voluntária e involuntária. Porém, qualquer condição que limite a atividade física do indivíduo restringindo-o ao leito, como imobilização por uma fratura, depressão intensa ou mesmo estado pós-operatório, pode levar à diminuição do metabolismo. Aumentar a atividade física voluntária  (esportes, exercícios físicos, como subir escada e caminhar) ajuda aumentar o gasto induzido pelo exercício.

A partir desta introdução, fica mais fácil entender as armadilhas e os enganos das dietas de emagrecimento.

DIETAS RADICAIS PODEM ENGORDAR

À medida que o indivíduo perde peso, progressivamente, ocorre uma queda do metabolismo. A queda do metabolismo é a forma de poupar energia que, como já explicamos, era fundamental para a preservação da espécie já que o corpo precisava manter-se vivo mesmo quando faltava alimento. Essa mudança do organismo para o modo “mais econômico” ainda existe, e ocorre com mais rapidez quando a pessoa é submetida a regimes de muito baixas calorias. Desta maneira, o indivíduo para de perder peso de forma a garantir a sobrevivência.

Com o objetivo de continuar emagrecendo é necessário, então, aumentar o metabolismo (com atividade física e/ou medicamentos), ou diminuir a ingestão de calorias (com restrição da dieta e/ou medicamentos), o que logicamente se torna impossível caso a pessoa se submeta a uma dieta radical que carece de qualquer fundamento e, muito menos, se sujeite a jantar um prato com alfaces. O que terá para diminuir nesses casos e continuar o processo de emagrecimento?

Por isso, é de fundamental importância que toda dieta seja feita lentamente e, indiscutivelmente, com acompanhamento médico durante esta fase e, principalmente, no processo de manutenção, evitando-se assim que o paciente atinja o seu platô (o ajuste do metabolismo para o modo econômico) em um curto espaço de tempo. As dietas elaboradas, organizadas há longo prazo, baseadas em uma reeducação alimentar são as que têm o maior índice de sucesso.

ORGANIZE SUA DIETA

As dietas de livre escolha supervisionadas, como a dieta dos pontos, por exemplo, onde o paciente tem acesso também a alimentos tradicionalmente proibidos nas dietas convencionais, motivam uma maior aderência. Esta abordagem promove uma reeducação alimentar e, embora, seja mais liberal em relação aos alimentos empregados, não deixa de ser, tecnicamente, uma dieta com diminuição de calorias.

Em média, uma pessoa adulta, necessita entre 1.500 e 2.800 Kcal/dia, que varia de acordo com o metabolismo individual.  A ingestão de cerca de 7.500 calorias além das necessidades diárias de cada pessoa, leva ao ganho de 1 quilo na balança.

Um paciente que consumia 5.000 calorias diárias deverá ter redução gradativa, iniciando sua dieta, por exemplo, com 2.000 calorias e diminuindo aos poucos essa quantidade, evitando, desta forma, que atinja o seu platô precocemente.

As dietas com diminuição de calorias fazem parte de todo e qualquer tratamento ético e científico para a obesidade. É função do médico e do nutricionista tornar o regime mais tolerável e com ele proporcionar não somente a perda de peso, mas também todo um processo de aprendizado em relação à alimentação que auxilie o paciente no processo de manutenção.

É importante citar que o tratamento de manutenção é imprescindível para o sucesso de qualquer dieta, uma vez que, sem ele, o índice de retorno ao peso original é de cerca de 90%. Para alguns pacientes que perderam muito peso, essa fase de manutenção, acompanhada periodicamente pelo médico, pode durar anos ou até mesmo o resto da vida. Certamente, o retorno aos hábitos alimentares anteriores representará o retorno ao peso excessivo anterior.

VARIAÇÃO DO PESO NA BALANÇA

Para os que se preocupam com uma pequena variação de peso, vale esclarecer que além do peso real, a diferença do conteúdo da bexiga, do estômago e do intestino também pesa na balança. Mas é evidente que o ganho de peso em um indivíduo não é proporcional, simplesmente, ao peso do alimento. O impacto de 1 quilo de alface sobre o peso corporal, não é igual ao de 1 quilo de sorvete de chocolate. Embora 1 quilo de alface represente 1 quilo a mais na balança até ele ser eliminado do organismo, o que conta são as calorias e o teor de gordura que foram ingeridos. Este sim, no caso do sorvete de chocolate, representará um aumento considerável nos ponteiros da balança, mesmo após sua eliminação via fezes e urina, já que as gorduras são absorvidas e estocadas pelo organismo durante o processo de digestão.

Além da ingestão de alimentos, existem outros fatores que alteram a balança. A ação da gravidez, por exemplo, faz com que se acumule um pouco de líquido nos membros inferiores  (mesmo que não se note inchaço) que é reabsorvido durante a noite (quando a pessoa está deitada) e eliminado pela urina de manhã cedo. Por isto é que existe a variação de peso dependente da hora em que se sobe na balança. Esse é um dos motivos que faz com que o peso de todas as pessoas pela manhã seja sempre menor do que à noite.

Durante a segunda fase do ciclo menstrual (após o meio do ciclo, quando ocorre a ovulação), há um aumento do nível de progesterona, um hormônio que favorece o acúmulo de sal e água em nível renal, influindo também nos ponteiros da balança.

E POR QUE OS CARBOIDRATOS ENGORDAM?

Tanto os carboidratos como as proteínas possuem 4 kcal/g. O que distingue um do outro é a utilização dessas fontes pelo corpo humano.  Os carboidratos contribuem para o armazenamento de gordura em nosso organismo, pois são transformados em açúcar (glicose) na corrente sanguínea. Entretanto são eles que dão energia ao corpo e, portanto, deve ser consumido desde que não ultrapasse a quantidade de calorias necessárias para este fim. É o consumo exagerado de carboidratos que eleva o nível glicêmico e o pico de insulina, favorecendo o ganho de peso e o estoque de gordura no organismo (lembra do instinto de sobrevivência?).

Existem dois tipos de carboidratos: os simples e os complexos. Os carboidratos simples são fonte de energia imediata, porém, por serem absorvidos e digeridos muito rapidamente, contribuem para a súbita elevação da taxa de glicose no sangue. Já os carboidratos complexos são digeridos de forma mais lenta e, consequentemente, o aumento da taxa de glicemia no sangue é gradativa e mais baixa. Resumindo: os carboidratos simples são os maiores vilões das dietas enquanto os complexos além de mais saudável por possuir maior quantidade de fibras e vitaminas, proporcionam da mesma forma a energia que o corpo necessita.

Exemplo de carboidratos simples que faz parte do dia a dia: arroz branco, macarrão, pão branco, bolachas, batata, açúcar, refrigerantes etc.
Carboidratos complexos: arroz, macarrão e pão integral, grão de bico, batata doce, mandioca, maça etc.

Quanto a proteína, além de promover a sensação de saciedade e contribuir para o aumento do metabolismo é fundamental para o transporte de substâncias protegendo o organismo como um todo. Elas contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico, regulam as atividades dos hormônios, auxiliam na consistência e elasticidade dos tecidos reparando a pele, cabelo e unha, além de ser matéria prima indispensável para a formação dos músculos. Por isso são indicadas após os treinos, pois além de promover a formação do tecido muscular, ajudam na prevenção de lesões e recuperação dos músculos.

OS MAIORES ENGANOS NAS DIETAS DE EMAGRECIMENTO

Agora que você já sabe como funciona o seu corpo, acompanhe algumas dicas do Life Coaching Flavio Settanni para você não sabotar seu programa de emagrecimento. Atenção aos “clássicos” das dietas de emagrecimento que você acha que emagrece, mas na verdade, engorda:

  1. Bolacha de água e sal é uma combinação explosiva de farinha, gordura, açúcar e sal, ou seja, é uma bomba de engorda! Evite a todo custo se quiser emagrecer. Para substituir, faça uma torrada de pão de centeio.
     
  2. Queijo branco, tão comentado como light, tem 18 gramas de gordura em cada 100 gramas de queijo. Só para comparar, essa mesma quantidade de picanha com a gordura tem 19 gramas de gordura. Ou seja, se você retirar a capa de gordura, a picanha se torna um alimento bem menos calórico que o queijo, já que o queijo não tem opção de tirar a gordura. Se comer o queijo, que seja moderadamente. E atenção ao tamanho da picanha!
     
  3. Frutas, de uma vez por todas, são carboidratos. Essa lenda de não jantar para comer frutas a noite é um desastre. Você não come proteína e se entope de carboidratos. Coma apenas três porções de frutas por dia, e evite comê-las à noite.
     
  4. Se em vez de comer um prato de arroz com feijão você eliminar o arroz (carboidrato simples) e comer só o feijão, estará dando um grande passo para o sucesso de sua dieta. Arroz tem quase o efeito do açúcar no metabolismo. Feijão, salada e carne formam uma refeição perfeita.
     
  5. Nunca fique mais de quatro horas sem comer. Seu corpo encara a falta de alimento como uma agressão e desacelera o metabolismo, diminuindo a queima de calorias e guardando gordura.
     
  6. Refrigerantes normais tem açúcar, engordam, provocam celulite e sabotam seu programa de emagrecimento. Os light ou diet tem quase zero caloria e não causam nenhum dano, nem a dieta, nem ao seu corpo. Esqueça a lenda que eles provocam celulite por causa do gás. Continua sendo melhor beber água, mas um ou dois refrigerantes diet por dia está ok.
     
  7. Sucos de frutas são calóricos mesmo sem açúcar. Dependendo da fruta tem até 150 calorias por copo. Não beba sucos como quem toma água.
     
  8. Preste atenção na quantidade de óleo que usa para cozinhar. De nada adianta alimento de baixo valor calórico cozido com um monte de óleo. Cada colher de sopa de óleo tem quase 100 calorias. O mesmo vale para o azeite. Está certo que o azeite faz bem para saúde, mas caloricamente, é igual a qualquer óleo. Então use com moderação para ter só os benefícios e, sempre, sem aquecê-lo demais.
     
  9. Uma dica preciosa. Beba água gelada. Dois litros de água gelada por dia ajudam a queimar mais calorias do que 30 minutos de bicicleta em ritmo moderado.
     
  10. Pequenas mudanças, grandes progressos. Vamos começar?

esportes

Descubra a importância das atividades físicas para o corpo e a alma

imagem esportes

Com as Olimpíadas a todo vapor, não há momento mais animado para rever seus conceitos e entender os benefícios das atividades físicas para o corpo e a alma.  Em primeiro lugar, vamos derrubar um mito: os exercícios físicos não repercutem sobre um órgão específico e sim sobre a pessoa como um todo. Melhor assim, não é? Mas saiba também que os exercícios constituem uma exigência básica para o funcionamento adequado do organismo e prevenção de doenças. Portanto, está na hora de você repensar em estilo de vida e saber os principais motivos para exercitar seu corpo tirando o máximo proveito das atividades físicas:

Na prevenção de doenças –  é recomendado um tempo mínimo de 30 minutos de exercícios, três vezes por semana.

  1. Melhora a circulação diminuindo os riscos de doenças cardíacas e no controle da hipertensão arterial. Em outras palavras, se uma certa quantidade de sangue no corpo for distribuída para um maior número de vasos, a pressão do conjunto abaixa.
     
  2. Produz o aumento do HDL (colesterol bom) e consequentemente baixa os níveis de triglicérides: importante na prevenção da aterosclerose, fator de risco para doenças aterosclerótica coronária, infarto do miocárdio, AVC isquêmico ou hemorrágico (conhecido popularmente como “derrame”) e insuficiência vascular periférica.
     
  3. Ajuda no controle do açúcar no sangue, o que é benéfico para diabéticos.
     
  4. Fortalece os ossos: ajuda na prevenção da osteoporose. Se você já tem osteoporose, não desanime. Nunca é tarde para alguns ajustes no seu estilo de vida. Os médicos especializados recomendam exercícios regulares, que podem ser simplesmente caminhadas durante a manhã com a “posologia” de tempo indicada acima. 
     
  5. Exercícios físicos são de fundamental importância no tratamento de doenças reumáticas: na fibromialgia, por exemplo, tanto as caminhadas, como os exercícios realizados em piscinas, ou mesmo aqueles de fortalecimento e alongamento muscular, podem melhorar muito os sintomas da doença.
     
  6. Fortificam os músculos amenizando as dores nas costas.
     
  7. Controle do peso: a lista de doenças agravadas ou associadas a obesidade é enorme: Obesidade pode acarretar doenças cardíacas, vasculares (nos vasos sanguíneos), respiratórias, digestivas, hormonais, renais, da pele, das juntas e nos músculos. Pode ocasionar ainda alterações da função sexual e reprodutora, distúrbios psicológicos e de ajuste social, e aumento da incidência de alguns cânceres.

    • Tempo de exercícios para a queima calórica: é necessário 45 minutos de atividade física diária com intensidade e planejamento. Desta forma, é possível  obter uma grande queima calórica auxiliando na perda de gordura e na construção da massa muscular. Isso, claro, desde que associado a um programa de nutrição equilibrado.
       
  8. Alivia o estresse, a ansiedade, melhora o humor e a depressão: exercícios físicos ajudam na produção de endorfina que é um neuro-hormônio produzido no hipotálamo (região do cérebro responsável pelo prazer) e liberado pela hipófise na corrente sanguínea.  Este processo ocorre durante e depois de atividades físicas produzindo uma deliciosa sensação de bem-estar. 

Estudos indicam que a endorfina pode viciar, o que explica porque atletas sentem a necessidade de estar sempre se exercitando. O inverso também é verdadeiro: aqueles que precisam se abster dos esportes experimentam uma alta dose de irritabilidade causada pela abstinência de endorfina. A endorfina também melhora o sistema imunológico, a memória, além de agir no sistema respiratório, cardiovascular, musculoesquelético, endócrino-metabólico proporcionando um aumento da capacidade física.  Ah…sem esquecer que também é considerado um analgésico natural do corpo humano: a denominação da palavra endorfina é originária das palavras ENDO (interno) e FINA (de morfina, potente analgésico).

Produtividade

O esporte vai muito além dos benefícios à saúde: promove autoconfiança, espírito de equipe, disciplina, superação e perseverança. Saber perder é um ótimo exercício para conseguir superar as frustrações da vida e perseverar em novas tentativas.  O verdadeiro campeão é aquele que tem a capacidade de superação. 

Começou a se animar? Então vamos as dicas do expert personal trainer e life coach, Flávio Settanni, responsável pela boa forma física e emocional da maioria dos famosos que você admira: “corpo sarado é lindo e, se preocupando com a saúde, melhor ainda. Porém, para resultados eficientes é fundamental equilibrar o programa de exercícios de acordo com a sua faixa etária e estilo de vida”, explica. A proporção entre exercícios de musculação e aeróbicos deve sempre estar de acordo com a idade.

Na adolescência, quando o fôlego e a disposição estão a toda, os exercícios aeróbicos são fundamentais para aumentar a capacidade cardiorrespiratória. Com o avançar da idade, esta equação se inverte e as atividades aeróbicas se tornam menos importante devendo prevalecer os exercícios com pesos.  A musculação além de deixar o corpo bonito e tonificado oferece proteção aos ossos que tendem a se tornar mais frágeis ao longo da vida.

Programa-se de acordo com sua idade

  • De 15 a 25 anos: a malhação deve ser em uma proporção de 70% aeróbico e 30% de musculação.
  • Dos 25 aos 45 anos: concentre em dedicar suas atividades esportivas com 50% de exercícios aeróbicos e 50% de musculação.
  •  A partir dos 45 anos, a equação se inverte: 30% aeróbico e 70% musculação.

Idosos não fogem a regra. Idoso que não se exercita apresenta perdas funcionais importantes como: redução em 25% da força, diminuição do colágeno com enfraquecimento de ligamentos e tendões, menor flexibilidade e perda da densidade óssea (causa da osteoporose). Por isso é imprescindível que todas as pessoas da terceira idade se movimentem pois, além dos benefícios dos exercícios para a saúde, também promove um efeito antienvelhecimento das células, proporcionando longevidade e melhor qualidade de vida para quem os pratica

Sugestão de modalidades e conceitos

Musculação

Locomotiva de qualquer programa, principalmente a partir dos 25 anos, e aumentando de importância com a idade. A única atividade com capacidade de mudar realmente o corpo da maioria das pessoas, manter o emagrecimento conquistado além dos benefícios à saúde já explicados acima em todas as faixas etárias.

Pilates

Quer ter um corpo equilibrado, alongado, e forte ao mesmo tempo e ainda ter o privilégio de não sentir as dores nas costas que atinge mais da metade da população mundial? Pilates pode ser uma excelente opção! Joseph Pilates foi um homem à frente do seu tempo. Desenvolveu um método de exercícios que visa o controle do corpo de forma global, buscando o equilíbrio. "Seu corpo é seu maior bem, ele guarda e reflete sua alma. Cuide dele como se fosse uma pedra preciosa e nós o lapidaremos." Pratique algumas sessões e sinta a diferença.

Yoga

A prática regular do Yoga relaxa, melhora a postura corporal, dá mais energia para encarar o dia a dia, ao mesmo tempo que alivia o estresse. O resultado vem da evolução espiritual e do funcionamento dos órgãos, estimulados pela prática das aulas e dos hábitos saudáveis. Conheça mais benefícios do Yoga:

  • Melhora da saúde e dores em geral;
  • Traz alívio para doenças respiratórias e nas desordens do aparelho digestivo;
  • Se utilizada como terapia de apoio faz bem ao sistema nervoso e proporciona alívio do estresse;
  • Melhora postura e definição corporal;
  • Traz mais concentração, força de vontade e melhor relacionamento com o próximo;
  • Proporciona autoconhecimento e paz interior.

Funcional

É ótimo para quem pratica outros esportes, como Tênis, lutas etc., mas deve ser usado como complemento ao treino de musculação, não como substituto. No treinamento funcional o objetivo é tirar a pessoa daquele estado de conforto que os bancos e aparelhos de musculação propiciam. A ideia é fazer com que os alunos sejam obrigados a usar outros músculos para manter o equilíbrio e trabalhar, além dos músculos normais do exercício, outros que ficariam inativos em um banco comum.

No treinamento funcional é possível trabalhar músculos agonistas e antagonistas quase ao mesmo tempo, principalmente na região da cintura pélvica, que engloba os abdominais e o lombar.

Existem inúmeras variações e aplicações, principalmente para quem pratica outros esportes fora da academia. Para quem tem problemas recorrentes de lombalgias e desestabilização da coluna lombar, os trabalhos na bola e na cama elástica trazem vida nova para região. E usando menos carga que nos treinos comuns!

Crossfit

O crossfit é uma boa alternativa para quem não gosta de musculação com aparelhos de alta tensão. A modalidade consiste em uma série de exercícios variados que trazem resultados rápidos e eficazes. Para alcançar o seu objetivo, o indicado é treinar durante 40 minutos pelo menos três vezes por semana.

Curiosidades do Crossfit

Essa modalidade faz parte dos principais programas de treinamento de força e condicionamento físico usado em algumas academias de polícia como SWAT, operações especiais do exército americano e por alguns campeões de artes marciais.

Ganho de força, flexibilidade e resistência física

Programas de treino que mesclam aulas de bike ou corrida, musculação e metodologia crossfit fortalecem os músculos, aumentam a resistência e melhoram a capacidade cardiorrespiratória.

E aí, o que você está esperando para começar esta nova fase de vida? Se você se autoenganar com a desculpa que não tem tempo, consiga nem que seja apenas 10 minutos por dia para se exercitar. É melhor se mexer um pouco do que usar a desculpa do "pouco tempo" e não se exercitar nada. Por menor que seja este tempo, ainda assim existe um benefício.

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